Cultura, identidade e globalização

Por: Renata Mello
PORTUGUÊS
Este texto traz como desafio a reflexão sobre cultura, identidade e suas relações com o momento atual da globalização, onde as fronteiras comerciais e políticas estão mais abertas, permitindo maior intercâmbio entre os diferentes povos e seus costumes.
É importante saber que a palavra CULTURA vem do Latim e significa CULTIVO, sendo associada: a terra; ao desenvolvimento intelectual do indivíduo; as práticas comuns de um determinado grupo de pessoas; bem como a âmbitos religiosos, como o culto a Deus. Este termo abrange três linhas de atuação humana: a técnica (fazer), a prática (trabalhar) e a teoria (saber), segundo conceitos defendidos pela filósofa Remei Agullles Simó.
Através da cultura, o Homo Sapiens pôde criar meios de se adaptar ao meio natural e sobreviver de forma peculiar em relação aos demais animais do planeta. Desta forma, é possível afirmar que a natureza do Ser Humano se caracteriza pela associação de sua PARTE BIOLÓGICA ASSOCIADA AOS SEUS CULTIVOS – CULTURA.
Dependendo das demandas locais, das variáveis climáticas, das ofertas de alimentos, cada grupo de indivíduos foi se adaptando e criando gastronomias próprias, organizações sociais específicas, expressões artísticas singulares que estes julgavam serem as ideais para suas existências.
Somado a isso, o homem criou sistemas de signos através de mitos, linguagem, arte, ciência, religião e história, levando o filósofo alemão, Ernst Cassirer (1874-1945), a classificar o homem como “o animal simbólico”.
Estes códigos são de suma importância no processo de IDENTIDADE e PERTENCIMENTO das pessoas a um grupo ou nação, pois elas comungam de um mesmo idioma, de hábitos alimentares semelhantes, de crenças e expressões artísticas que refletem o seu mundo interior.
Tais códigos culturais são transmitidos através da educação formal e informal, perpetuando ao longo do tempo, as práticas linguísticas, as condutas sociais ou mesmo as festas populares. Esse processo, no entanto, não é estático, podendo se transformar pela adoção de novos valores e interesses ou mesmo com a chegada de imigrantes, que aportam outros costumes.
Um exemplo recente e ainda polêmico na Espanha está relacionado com as práticas de touradas. É curioso conhecer um pouco desta história e saber que os touros[1] eram considerados um símbolo de fertilidade pelos povos antigos do Mediterrâneo. Desta forma, as caçadas ocorriam antes dos matrimônios, quando o noivo matava o animal como pressagio de união próspera.
Ao longo dos séculos essa prática se consolidou na região Ibérica e no ano de 1135, começou a mudar a proposta original. Neste momento, passou a contar com a presença de um nobre toureiro em seu cavalo, alguns assistentes e o touro.  Somente no século XVIII que esta ação cultural se popularizou entre as classes sociais menos abastadas. Tendo como auge, o início do século XX, onde se transforma em paixão e identidade nacional. 
No entanto, no século XXI, os valores de parte dos espanhóis mudaram. Os jovens principalmente começaram a lutar contra os maus tratos destes animais[2], conseguindo extinguir esta prática secular de muitas cidades espanholas ou por vezes coibindo ações agressivas a esses animais. Em Barcelona, por exemplo, a antiga “Plaza de Toros” agora abriga um moderno Shopping, deixando somente a arquitetura exterior como registro de sua antiga atividade cultural.

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Fonte da imagem: Pixabay – 2019
No que tange a imigração como forma de transformação cultural cabe também observar o caso de Barcelona. Desde 1992 com os Jogos Olímpicos, esta cidade veio se abrindo mais para os estrangeiros. Hoje é considerada a nona[3] capital cultural Europeia que recebe pessoas de todas as partes do mundo.
Por essa abertura, é possível facilmente encontrar caminhando por suas ruas, restaurantes de comida oriental, italiana, argentina, brasileira que vem somar aos hábitos gastronômicos já existentes. Existe a possibilidade de comer pratos típicos espanhóis cheios de frutos do mar, como a “paella”, mas também é ofertado sushi ou sashimi, próprio dos costumes japoneses.
A troca entre culturas não é uma novidade advinda da GLOBALIZAÇÃO[4]. Ao longo dos séculos, muitas pessoas migraram de seus países de origem devido a problemas climáticos, guerras, escassez de alimentos ou de água, sempre na esperança de melhores condições de vida.
E esse intercâmbio sempre aportou positivamente as culturas que as receberam, no entanto, o que se questiona atualmente é a intensidade da troca. O intercâmbio cultural não ocorre somente com a chegada dos imigrantes, mas também pelos meios de comunicação massivos, bem como pela entrada de importantes empresas transnacionais, que empregam seus produtos e costumes principalmente em países menos desenvolvidos do mundo ocidental. 
Os interesses políticos e econômicos estão a frente deste processo atual. No final do século XX e início do século XXI surge uma nova forma de dominação cultural, aquela que se instala lentamente através dos bens de consumo e das mídias, influenciando as dinâmicas culturais locais sem precedentes. Quais serão os impactos dessa influência econômica global sobre as culturas locais? A humanidade perderá suas singularidades em detrimento dos interesses financeiros de algumas nações? Fica algumas perguntas para reflexão.
É válido lembrar que essas diferenças de hábitos, costumes e crenças são patrimônio da humanidade e compõe a multiplicidade cultural. Cada nação se caracteriza por suas singularidades, contendo soluções distintas que podem ser percebidas ao transitar pelos diversos territórios do Planeta. Desta forma, caberá pesquisas acadêmicas e reflexões mais profundas sobre a globalização e suas influencias dentro das culturas locais, na ânsia por soluções que visem uma troca equilibrada e saudável entre as nações.
[1] Fonte: https://super.abril.com.br/saude/como-surgiu-a-tourada/. Acesso em 29/12/2018.
[2] Fonte: Lei na Espanha restringe violência nas touradas –  https://oglobo.globo.com/sociedade/lei-na-espanha-restringe-violencia-nas-touradas-21644468 . Acesso em 29/12/2018.
[3] Fonte: https://www.elperiodico.com/es/barcelona/20180402/clasificacion-capitales-culturales-europa-barcelona-madrid-6730105. Acesso em 29/12/2018.
[4] A Globalização é um termo elaborado na década de 1980 para descrever o processo de intensificação da integração econômica e política internacional, marcado pelo avanço nos sistemas de transporte e de comunicação. Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-globalizacao.htm. Acesso em 29/12/2018.

 

Cultura, identidad y globalización

ESPAÑOL
Por: Renata Mello
Este texto trae como desafío la reflexión sobre cultura, identidad y sus relaciones con el momento actual de la globalización, donde las fronteras comerciales y políticas están más abiertas, permitiendo un mayor intercambio entre los diferentes pueblos y sus costumbres.
Es importante saber que la palabra CULTURA viene del Latín y significa CULTIVO, siendo asociada: la tierra; al desarrollo intelectual del individuo; las prácticas comunes de un determinado grupo de personas; así como a ámbitos religiosos, como el culto a Dios. Este término abarca tres líneas de actuación humana: la técnica (hacer), la práctica (trabajar) y la teoría (saber), según conceptos defendidos por la filósofa Remei Agullles Simó.
A través de la cultura, el Homo Sapiens pudo crear medios de adaptarse al medio natural y sobrevivir de forma peculiar en relación a los demás animales del planeta. De esta forma, es posible afirmar que la naturaleza del Ser Humano se caracteriza por la asociación de su PARTE BIOLÓGICA ASOCIADA A SUS CULTIVOS – CULTURA.
Dependiendo de las demandas locales, de las variables climáticas, de las ofertas de alimentos, cada grupo de individuos se fue adaptando y creando gastronomías propias, organizaciones sociales específicas, expresiones artísticas singulares que éstos creían que eran las ideales para sus existencias.
Además, el hombre creó sistemas de signos a través de mitos, lenguaje, arte, ciencia, religión e historia, llevando al filósofo alemán, Ernst Cassirer (1874-1945), a clasificar al hombre como “el animal simbólico”.
Estos códigos son de suma importancia en el proceso de IDENTIDAD y PERTENIMIENTO de las personas a un grupo o nación, pues ellas comunican de un mismo idioma, de hábitos alimentarios semejantes, de creencias y expresiones artísticas que reflejan su mundo interior.
Tales códigos culturales se transmiten a través de la educación formal e informal, perpetuando a lo largo del tiempo, las prácticas lingüísticas, las conductas sociales o incluso las fiestas populares. Este proceso, sin embargo, no es estático, pudiendo transformarse por la adopción de nuevos valores e intereses o incluso con la llegada de inmigrantes, que aporta otros costumbres.
Un ejemplo reciente y aún polémico en España está relacionado con las prácticas de corridas de toros. Es curioso conocer un poco de esta historia y saber que los toros[1] eran considerados un símbolo de fertilidad por los pueblos antiguos del Mediterráneo. De esta forma, las cacerías ocurrían antes de los matrimonios, cuando el novio mataba al animal como presagio de unión próspera.
A lo largo de los siglos esa práctica se consolidó en la región Ibérica y en el año 1135, comenzó a cambiar la propuesta original. En este momento, pasó a contar con la presencia de un noble torero en su caballo, algunos asistentes y el toro. Sólo en el siglo XVIII que esta acción cultural se popularizó entre las clases sociales menos favorecidas. Teniendo como auge, el inicio del siglo XX, donde se transforma en pasión e identidad nacional. 
Sin embargo, en el siglo XXI, los valores de parte de los españoles cambiaron. Los jóvenes principalmente comenzaron a luchar contra los malos tratos de estos animales[2], logrando extinguir esta práctica secular de muchas ciudades españolas o a veces cohibiendo acciones agresivas a esos animales. En Barcelona, ​​por ejemplo, la antigua “Plaza de Toros” ahora alberga un moderno Shopping, dejando sólo la arquitectura exterior como registro de su antigua actividad cultural.
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Fonte da imagem: Pixabay – 2019
En lo que se refiere a la inmigración como forma de transformación cultural cabe también observar el caso de Barcelona. Desde 1992 con los Juegos Olímpicos, esta ciudad vino abriéndose más para los extranjeros. Hoy se considera la novena[3] capital cultural europea que recibe a personas de todas partes del mundo.
Por esa apertura, es posible fácilmente encontrar caminando por sus calles, restaurantes de comida oriental, italiana, argentina, brasileña que viene a sumar a los hábitos gastronómicos ya existentes. Hay una posibilidad de comer platos típicos españoles llenos de mariscos, como la “paella”, pero también se ofrece sushi o sashimi, propio de las costumbres japoneses.
El intercambio entre culturas no es una novedad proveniente de la GLOBALIZACIÓN[4]. A lo largo de los siglos, muchas personas han migrado de sus países de origen debido a problemas climáticos, guerras, escasez de alimentos o de agua, siempre en la esperanza de mejores condiciones de vida.
Y ese intercambio siempre aportó positivamente las culturas que las recibieron, sin embargo, lo que se cuestiona actualmente es la intensidad del intercambio. El intercambio cultural no ocurre sólo con la llegada de los inmigrantes, sino también por los medios de comunicación masivos, así como por la entrada de importantes empresas transnacionales, que emplean sus productos y costumbres principalmente en países menos desarrollados del mundo occidental.
Los intereses políticos y económicos están al frente de este proceso actual. A finales del siglo XX e inicio del siglo XXI surge una nueva forma de dominación cultural, aquella que se instala lentamente a través de los bienes de consumo y de los medios, influenciando las dinámicas culturales locales sin precedentes. ¿Cuáles serán los impactos de esa influencia económica global sobre las culturas locales? ¿La humanidad perderá sus singularidades en detrimento de los intereses financieros de algunas naciones? Hay algunas preguntas para la reflexión.
Es válido recordar que esas diferencias de hábitos, costumbres y creencias son patrimonio de la humanidad y compone la multiplicidad cultural. Cada nación se caracteriza por sus singularidades, conteniendo soluciones distintas que pueden ser percibidas al transitar por los diversos territorios del planeta.  
De esta forma, cabrá investigaciones académicas y reflexiones más profundas sobre la globalización y sus influencias dentro de las culturas locales, en el afán por soluciones que tengan un intercambio equilibrado y saludable entre las naciones.
[1] Fuente: https://super.abril.com.br/saude/como-surgiu-a-tourada/. Visitado en 29/12/2018.
[2] Fuente: Lei na Espanha restringe violência nas touradas –  https://oglobo.globo.com/sociedade/lei-na-espanha-restringe-violencia-nas-touradas-21644468 . Visitado en 29/12/2018.
[3] Fuente: https://www.elperiodico.com/es/barcelona/20180402/clasificacion-capitales-culturales-europa-barcelona-madrid-6730105 . Visitado en 29/12/2018.
[4]“La Globalización es un término elaborado en la década de 1980 para describir el proceso de intensificación de la integración económica y política internacional, marcado por el avance en los sistemas de transporte y de comunicación”. Traducción nuestra [4] A Globalização é um termo elaborado na década de 1980 para descrever o processo de intensificação da integração econômica e política internacional, marcado pelo avanço nos sistemas de transporte e de comunicação. Fuente: https://brasicascola.uol.com.br/o-que-y/geografía/o-que-e-globalizacion.htm . Visitado en 29/12/2018.

Picasso – Picabia: A Pintura em Questão

Por: Renata Mello

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Foto montagem: Renata Mello, 2018

PORTUGUÊS

A Fundação Mapfre em Barcelona está com a exposição “Picasso – Picabia: La Pintura en Cuestión”. O foco está em apresentar as semelhanças e diferenças entre estes dois importantes pintores do século XX.

A semelhança destes artistas não está só nos nomes, mas também por possuírem almas inquietas sempre em busca do novo. Cada um a sua maneira contribuiu com obras singulares, alinhadas aos discursos sociais e artísticos de seu tempo e são referencias marcantes dentro do campo da arte.

Ambos dominavam muito a técnica de pintura clássica, mas não se limitavam a esse conhecimento. Exatamente por terem este profundo saber, gostavam de experimentar os diferentes estilos de época, não com o interesse de assumi-los, mas para compreende-los e superá-los.

Vale a pena percorrer a exposição e perceber as variações expressivas de ambos ao longo do tempo.

+ fotos no Instagram: @renatamello.blog

 

Picasso – Picabia: La pintura en cuestión

ESPAÑOL

Por: Renata Mello

La Fundación Mapfre en Barcelona está con la exposición “Picasso – Picabia: La Pintura en cuestión”. El foco está en presentar las similitudes y diferencias entre estos dos importantes pintores del siglo XX.

La semejanza de estos artistas no está sólo en los nombres, sino también por poseer almas inquietas siempre en busca de lo nuevo. Cada uno a su manera contribuyó con obras singulares, alineadas a los discursos sociales y artísticos de su tiempo y son referencias marcantes dentro del campo del arte.

Ambos dominaban mucho la técnica de pintura clásica, pero no se limitaban a ese conocimiento. Exactamente por tener este profundo saber, les gustaba experimentar los diferentes estilos de época, no con el interés de asumirlos, sino para comprenderlos y superarlos.

Vale la pena recorrer la exposición y percibir las variaciones expresivas de ambos a lo largo del tiempo.

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Hitler vs Picasso

Por: Renata Mello

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PORTUGUÊS

Todas as terças-feiras o Cine Verdi Barcelona apresenta sessões especiais de cinema. A programação está pautada em oferecer filmes que abordam a biografia de artistas renomados ou outros temas correlacionados as artes plásticas. 

O filme exibido esta semana foi Hitler vs Picasso no qual conta histórias ligadas com roubos e aquisições de obras de arte pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial e os padrões de beleza pregados no período.

O interesse dos nazistas pela arte era principalmente de ascensão social e para tanto adquiriam ou confiscavam peças com grande valor artístico.

É importante saber que nas décadas de 30 e 40 quem detinha esse capital artístico e cultural eram os judeus. Muitos atuavam comercializando obras de arte e liderando galerias. Com o avanço da guerra foram forçados a vender suas obras como forma de obter uma passagem de fuga. Outros, no entanto, não tiveram a mesma possibilidade, vendo seus bens confiscados e depois sendo mortos nos campos de concentração.

Apesar de muitos anos terem passado desde que a guerra acabou, algumas marcas permanecem até os dias de hoje. Famílias foram brutalmente separadas e seu patrimônio apreendido.  O tempo em parte vem revelando algumas lacunas criadas e permitindo através de processos judiciais obter novamente os bens tomados.

Além disso, o filme aborda sobre o juízo de valor dado as obras impressionistas, expressionistas, cubistas, entre outras de vanguarda da época. Esses quadros eram considerados pelos nazistas como arte “degenerada”, exposta em julho de 1937 em Munique como algo não desejado. 

Esse tipo de arte estava fora dos padrões de perfeição e beleza pregados pelos nazistas. Apesar do discurso, muitas foram guardadas por eles e redescobertas anos depois. Hoje podem ser apreciadas em museus de grandes capitais.

O filme, sem dúvida, é um convite para observar o passado da sociedade e da arte e seus reflexos no presente e no futuro. Vale a pena assistir!

ESPAÑOL

Todos los martes el Cine Verdi Barcelona presenta sesiones especiales de cine. La programación está pautada en ofrecer películas que abordan la biografía de artistas renombrados u otros temas correlacionados a las artes plásticas.

La película exhibida esta semana fue Hitler vs Picasso en el que cuenta historias ligadas con robos y adquisiciones de obras de arte por los nazis durante la Segunda Guerra Mundial y los patrones de belleza clavados en el período.

El interés de los nazis por el arte era principalmente de ascenso social y para tanto adquirían o confiscaban piezas con gran valor artístico.

Es importante saber que en las décadas de 30 y 40 quien poseía ese capital artístico y cultural eran los judíos. Muchos actuaban comercializando obras de arte y liderando galerías. Con el avance de la guerra fueron forzados a vender sus obras como forma de obtener un paso de fuga. Otros, sin embargo, no tuvieron la misma posibilidad, viendo sus bienes confiscados y luego siendo muertos en los campos de concentración.

A pesar de que muchos años han pasado desde que la guerra acabó, algunas marcas permanecen hasta los días de hoy. Las familias fueron brutalmente separadas y su patrimonio incautado. El tiempo en parte viene revelando algunas lagunas creadas y permitiendo a través de procesos judiciales obtener nuevamente los bienes tomados.

Además, la película aborda sobre el juicio de valor dados las obras impresionistas, expresionistas, cubistas, entre otras de vanguardia de la época. Estos cuadros eran considerados por los nazis como arte “degenerado”, expuesto en julio de 1937 en Múnich como algo no deseado.

Este tipo de arte estaba fuera de los patrones de perfección y belleza clavados por los nazis. A pesar del discurso, muchas fueron guardadas por ellos y redescubrir años después. Hoy se pueden apreciar en museos de grandes capitales.

La película, sin duda, es una invitación para observar el pasado de la sociedad y del arte y sus reflejos en el presente y en el futuro. ¡Vale la pena ver!

 

Gauguin: Viagem ao Taiti

Por: Renata Mello

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Foto: Renata Mello, 2018
PORTUGUÊS
O pintor francês Paul Gauguin (1848-1903) foi um importante artista pós impressionista. Sua trajetória é marcada pela paixão a pintura e busca incessante por cenários que valessem ser retratados.  A combinação destes dois elementos motivou Gauguin a mudar sua vida em Paris para o Taiti em 1891.
Essa mudança, no entanto, fez ele deixar sua mulher e filhos para se aventurar de forma solitária na maior ilha da Polinésia Francesa. O filme “Gauguin: Viagem ao Taiti” retrata justamente essa fase da vida do artista, mostrando suas inquietudes, fraquezas e também a ânsia por criar, desenhar e retratar as cores e belezas naturais.
Nesta experiência conhece uma jovem local chamada Tehura com quem vive intensamente algum tempo. Ela passa a ser sua inspiração e foi retratada em muitos dos seus quadros mais conhecidos.
Vale a pena assistir!

 

Gauguin: Viaje a Tahití

Por: Renata Mello
ESPAÑOL
El pintor francés Paul Gauguin (1848-1903) fue un importante artista pós impresionista. Su trayectoria es marcada por la pasión a la pintura y busca incesante por escenarios que valieran ser retratados. La combinación de estos dos elementos motivó a Gauguin a cambiar su vida en París hacia el Tahití en 1891.
Este cambio, sin embargo, le hizo dejar a su mujer e hijos para aventurarse de forma solitaria en la mayor isla de la Polinesia Francesa. La película “Gauguin: Viaje a Tahití” retrata justamente esa fase de la vida del artista, mostrando sus inquietudes, debilidades y también el anhelo por crear, dibujar y retratar los colores y bellezas naturales.
En esta experiencia conoce a una joven local llamada Tehura con quien vive intensamente algún tiempo. Ella pasa a ser su inspiración y fue retratada en muchos de sus cuadros más conocidos.
¡Vale la pena ver!

Casa Batlló: Antoni Gaudí

Por: Renata Mello
PORTUGUÊS
A Casa Batlló é uma parada obrigatória para quem visita Barcelona e é amante das artes e da arquitetura. A construção é de autoria do reconhecido arquiteto modernista catalão Antoni Gaudí (1852-1926).
Essa obra se destaca na paisagem urbana por possuir um estilo próprio, apresentando formas orgânicas inspiradas na natureza. A fachada é multicolorida por ladrilhos e vidros que se harmonizam com os terraços brancos em formato de máscaras. O cenário só muda no dia de “Sant Jordi” (São Jorge), quando flores vermelhas são adicionadas as sacadas em celebração ao santo.
Dizem que a cobertura da casa remete as escamas de um dragão e a cruz de 4 pontas associa-se a espada de São Jorge, por isso esse emblemático edifício muda sua roupagem durante essa comemoração.
Não somente o exterior vale ser apreciado. O interior do edifício é uma viagem surreal que o visitante pode experimentar. Além dos elementos físicos existentes, é possível solicitar um audioguia com realidade aumentada que transmite cenas de como os espaços eram originalmente compostos, permitindo uma imersão mais completa.
A casa é cheia de detalhes. Antoni Gaudí buscou projetar todos os elementos construtivos da casa, desde a maçaneta, os vitrais, os ladrilhos, até os revestimentos da cobertura. O resultado é surpreendente. Vale a visita!
Confira a seguir algumas imagens criadas a partir de fotos extraídas em visita recente a Casa Batlló.

 

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Fotos: Renata Mello, 2018
ESPAÑOL
La Casa Batlló es una parada obligada para quien visita Barcelona y es amante de las artes y la arquitectura. La construcción es de autoría del reconocido arquitecto modernista catalán Antoni Gaudí (1852-1926).
Esta obra se destaca en el paisaje urbano por poseer un estilo propio, presentando formas orgánicas inspiradas en la naturaleza. La fachada es multicolor por azulejos y vidrios que se armonizan con las terrazas blancas en forma de máscaras. El escenario sólo cambia el día de Sant Jordi, cuando las flores rojas se agregan los balcones en celebración al santo.
Se dice que la cubierta de la casa remite las escamas de un dragón y la cruz de 4 puntas se asocia con la espada de San Jordi, por lo que ese emblemático edificio cambia su ropaje durante esa conmemoración.
No sólo el exterior vale ser apreciado. El interior del edificio es un viaje surrealista que el visitante puede experimentar. Además de los elementos físicos existentes, es posible solicitar un audioguía con realidad aumentada que transmite escenas de cómo los espacios eran originalmente compuestos, permitiendo una inmersión más completa.
La casa está llena de detalles. Antoni Gaudí buscó proyectar todos los elementos constructivos de la casa, desde la manija, los vitrales, los ladrillos, hasta los revestimientos de la cubierta. El resultado es sorprendente. ¡Vale la visita!
A continuación algunas imágenes creadas a partir de fotos extraídas en una visita reciente a Casa Batlló.

 

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Fotos: Renata Mello, 2018

Em Foco: Isabelle Borges

Por: Renata Mello

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Foto: Renata Mello, 2018
A artista plástica brasileira Isabelle Borges apresenta uma obra abstrata com forte influência carioca e berlinense devido sua permanência e formação cultural nestas duas cidades.
Seu processo criativo é muito peculiar! Isabelle sempre busca inspiração em um lago localizado em Berlim, onde costuma captar através de fotos, a vegetação que nasce nestas águas. Após esse registro, adota o recurso da colagem, para sobrepor linhas e formas sobre estas fotografias, com o intuito de destacar as principais composições, numa busca incessante de dar ordem ao caos.
Seus trabalhos ora em colagem ora em pintura, trazem sempre a sensação de movimento, numa comunhão entre o tempo e o espaço efêmero. Já suas cores costumam ser sintéticas, como expressa a própria artista. Elas nascem durante um processo muito introspectivo da criadora com sua obra. Nada é premeditado em termos cromáticos. É durante o processo de pintura que as nuances e as cores tomam vida.
Outro ponto marcante de sua produção é que nem sempre suas telas se limitam a este espaço, avançando até os planos arquitetônicos. A foto deste post retrata um exemplo desta conexão entre a arte e a arquitetura e pode ser conferida na exposição “Campos Sintéticos” da galeria Emmathomas até dia 27 de Outubro.
Um trabalho expressivo, que vale a pena conferir!
+ fotos no instagram: @renatamello.blog

Em foco: Beatriz Milhazes

Por: Renata Mello

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Foto: Renata Mello, 2018 – Extraída da capa do DVD “Arquitetura da Cor: Beatriz Milhazes

Beatriz Milhazes, artista brasileira de destaque internacional, possui uma obra muito consistente. Ao longo de sua trajetória profissional, desenvolve trabalhos com resultados plásticos inconfundíveis, a partir de composições formais sobrepostas e cores marcantes.

Suas pinturas abstratas resultam de uma mescla de referenciais. Suas fontes de inspiração estão pautadas principalmente nas belezas naturais, na cultura popular brasileira, com grande destaque ao carnaval carioca e produções de grandes artistas como Mondrian e Matisse.

Durante o processo de composição cromática e formal de suas obras, Beatriz atua como um regente que comanda sua orquestra, como resultado entrega aos espectadores obras que esbanjam cores e que produzem um efeito visual que aguça os sentidos. Sem dúvida, uma artista singular!

Para conhecer mais sobre sua biografia e produções, recomenda-se assistir ao documentário “Arquitetura da Cor: Beatriz Milhazes” disponível em algumas livrarias. Esta obra cinematográfica explicita seu processo criativo e apresenta também o ateliê da artista. Vale a pena conferir!