Hitler vs Picasso

Por: Renata Mello

HitlerPicasso

PORTUGUÊS

Todas as terças-feiras o Cine Verdi Barcelona apresenta sessões especiais de cinema. A programação está pautada em oferecer filmes que abordam a biografia de artistas renomados ou outros temas correlacionados as artes plásticas. 

O filme exibido esta semana foi Hitler vs Picasso no qual conta histórias ligadas com roubos e aquisições de obras de arte pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial e os padrões de beleza pregados no período.

O interesse dos nazistas pela arte era principalmente de ascensão social e para tanto adquiriam ou confiscavam peças com grande valor artístico.

É importante saber que nas décadas de 30 e 40 quem detinha esse capital artístico e cultural eram os judeus. Muitos atuavam comercializando obras de arte e liderando galerias. Com o avanço da guerra foram forçados a vender suas obras como forma de obter uma passagem de fuga. Outros, no entanto, não tiveram a mesma possibilidade, vendo seus bens confiscados e depois sendo mortos nos campos de concentração.

Apesar de muitos anos terem passado desde que a guerra acabou, algumas marcas permanecem até os dias de hoje. Famílias foram brutalmente separadas e seu patrimônio apreendido.  O tempo em parte vem revelando algumas lacunas criadas e permitindo através de processos judiciais obter novamente os bens tomados.

Além disso, o filme aborda sobre o juízo de valor dado as obras impressionistas, expressionistas, cubistas, entre outras de vanguarda da época. Esses quadros eram considerados pelos nazistas como arte “degenerada”, exposta em julho de 1937 em Munique como algo não desejado. 

Esse tipo de arte estava fora dos padrões de perfeição e beleza pregados pelos nazistas. Apesar do discurso, muitas foram guardadas por eles e redescobertas anos depois. Hoje podem ser apreciadas em museus de grandes capitais.

O filme, sem dúvida, é um convite para observar o passado da sociedade e da arte e seus reflexos no presente e no futuro. Vale a pena assistir!

ESPAÑOL

Todos los martes el Cine Verdi Barcelona presenta sesiones especiales de cine. La programación está pautada en ofrecer películas que abordan la biografía de artistas renombrados u otros temas correlacionados a las artes plásticas.

La película exhibida esta semana fue Hitler vs Picasso en el que cuenta historias ligadas con robos y adquisiciones de obras de arte por los nazis durante la Segunda Guerra Mundial y los patrones de belleza clavados en el período.

El interés de los nazis por el arte era principalmente de ascenso social y para tanto adquirían o confiscaban piezas con gran valor artístico.

Es importante saber que en las décadas de 30 y 40 quien poseía ese capital artístico y cultural eran los judíos. Muchos actuaban comercializando obras de arte y liderando galerías. Con el avance de la guerra fueron forzados a vender sus obras como forma de obtener un paso de fuga. Otros, sin embargo, no tuvieron la misma posibilidad, viendo sus bienes confiscados y luego siendo muertos en los campos de concentración.

A pesar de que muchos años han pasado desde que la guerra acabó, algunas marcas permanecen hasta los días de hoy. Las familias fueron brutalmente separadas y su patrimonio incautado. El tiempo en parte viene revelando algunas lagunas creadas y permitiendo a través de procesos judiciales obtener nuevamente los bienes tomados.

Además, la película aborda sobre el juicio de valor dados las obras impresionistas, expresionistas, cubistas, entre otras de vanguardia de la época. Estos cuadros eran considerados por los nazis como arte “degenerado”, expuesto en julio de 1937 en Múnich como algo no deseado.

Este tipo de arte estaba fuera de los patrones de perfección y belleza clavados por los nazis. A pesar del discurso, muchas fueron guardadas por ellos y redescubrir años después. Hoy se pueden apreciar en museos de grandes capitales.

La película, sin duda, es una invitación para observar el pasado de la sociedad y del arte y sus reflejos en el presente y en el futuro. ¡Vale la pena ver!

 

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Toulouse-Lautrec: Moulin Rouge

Por: Renata Mello

Moulin Rouge

Foto: Capa do filme Moulin Rouge (1952)

O pintor francês Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901) foi um importante artista do final do século XIX. Nascido em uma família abastada, teve uma boa formação intelectual e conhecimento dos códigos de conduta formais da época. Isso o ajudou no convívio com a burguesia quanto com o proletariado e artistas.

Seu trabalho se destacou por retratar a vida boêmia dos bordéis e cabarés, principalmente daqueles localizados no agitado bairro de Montmartre em Paris. Nesta região se localiza até hoje o famoso Moulin Rouge que na época possuia apresentações de cancan e bailes animados voltados aos burgueses e suas acompanhantes.

Henri costumava ir até o local para beber e captar as cenas cotidianas através dos seus croquis. Esse material coletado a noite, lhe servia de base para a criação de suas pinturas e posteriormente para o desenvolvimento de cartazes publicitários dos espetáculos, que se tornaram muito conhecidos.

Fisicamente o artista se destacava também por sua baixa estatura, decorrente de problemas nos ossos das pernas, que o impediram de ter um desenvolvimento adequado. Essa particularidade física o incomodava e muitas vezes o inibia no contato amoroso. Para suprir esse desconforto emocional, se apoiava muito na bebida. 

O excesso de álcool e a vida intensa de boemia encurtou sua vida, vindo a falecer prematuramente aos 37 anos. Apesar de morrer precocemente, deixou uma obra expressiva, que retrata a intimidade de prostitutas, dançarinas e a vida noturna fervilhante de Paris no final do século XIX. 

Para imergir nesta biografia é possível assistir o filme Moulin Rouge de John Huston do ano de 1952. A obra foi vencedora de 2 Oscar´s (fotografia e direção de arte) e permite uma compreensão da vida e obra deste importante artista francês.

Vale a pena conferir!