Intercâmbio em Barcelona (P1)

Por: Renata Mello

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Foto: Arquivo pessoal – Renata Mello, 2019

PORTUGUÊS

Morar temporariamente em outro país é o desejo recorrente de muitas pessoas. As razões são diversas, dentre elas, o de imergir em uma nova cultura, o de aprender um novo idioma, o de conhecer pessoas, o de realizar um curso de aperfeiçoamento ou de viver tudo isso simultaneamente.

Recentemente, a autora deste blog vivenciou essa experiencia e descreverá em primeira pessoa, suas vivencias e aprendizados em dois posts! O primeiro relato pode ser conferido a seguir:

O sonho de realizar um intercâmbio surgiu próximo aos meus vinte e poucos anos, mas devido a alguns compromissos familiares teve que ser adiado. A ideia original era estudar inglês em Londres.

Os anos passaram e esse desejo parecia cada vez mais impossível. Eu vivia trabalhando intensamente, me dividindo entre projetos de arquitetura, acompanhamentos de obra somados a ministrar algumas disciplinas na faculdade de arquitetura e design de interiores.

Eu estava muito contente com minha louca rotina, principalmente com a docência. Ficava maravilhada com o progresso dos meus alunos. Acho que era uma professora apaixonada! Não media esforços para que eles aprendessem e saíssem das minhas aulas empoderados para atuarem no mercado de trabalho.

Durante esse período que atuei como docente, me transformei internamente. A disciplina na qual ensinava sobre o universo das cores, mexeu comigo. Despertou antigos interesses que estavam adormecidos. Eu precisava fazer algo!

Na época eu fazia terapia e minha psicóloga me disse: “Por que não retoma seu sonho de desbravar o mundo e de ter contato com o universo cultural?”. Na hora fiquei espantada e depois segui pensativa. Imaginava que não tinha mais idade para isso e ela me incentivou dizendo que não havia idade adequada para realizar sonhos.

Durante três anos fiquei germinando essa ideia. Pensei em morar no Canadá para estudar inglês, mas desisti. Depois surgiu a possibilidade de estudar um segundo mestrado e eu embarquei por esse caminho.

Então, escolhi estudar Gestão Cultural na cidade que sempre me encantou, Barcelona. Era uma relação antiga de amor que nasceu em 2002 e desde o primeiro contato com a cidade, fiquei com o desejo de morar neste lugar. Como poderia imaginar que anos depois eu estaria diariamente circulando por suas ruas, desfrutando da gastronomia mediterrânea e de outras particularidades da cultura catalã.

O intercâmbio efetivamente começou depois que passei no processo seletivo para realizar um mestrado universitário. Em primeiro de outubro de 2019, cheguei sozinha a Barcelona. Nessa ocasião, sabia somente que estava matriculada na Universidade, porém não conhecia ninguém e tampouco tinha casa para morar. Os primeiros dias me hospedei em um hotel.

Pouco tempo depois, as aulas começaram em meio a busca por residência, regularização de visto e outras questões burocráticas de base. Quanta alegria, euforia e esperança misturada a incertezas.

O primeiro mês mudei de casa cinco vezes, até me fixar em uma residência de estudantes na qual permaneci até o final da minha experiencia. Os primeiros trinta dias foram tão intensos que nem senti muito bem o que estava acontecendo.

Na Universidade o espírito era de muita alegria, pois todos estavam realizando o sonho da pós-graduação. Havia alunos de diversas partes do mundo, principalmente originários da América Latina. O clima era de puro intercâmbio cultural!

Paralelo a essa atmosfera de descontração, residia em mim um certo temor em relação a conseguir realizar um mestrado em espanhol. Eu havia estudado o idioma entre meus 22 e 24 anos e naquele momento estava com 38. É fato que já não me recordava de muitas estruturas gramaticais.

Para superar esse desafio, tive que estudar MUITO! Passei inúmeros finais de semana estudando os novos conteúdos e em como poderia escrever essas informações em espanhol.  Meus cadernos sempre estavam em português e depois tinha que traduzi-los. O desafio foi em dobro.

O segundo mês do intercambio foi um dos mais difíceis, pois neste momento percebi efetivamente a mudança. Literalmente a “ficha caiu”! Sentia muita falta da família, dos amigos e do feijão. Exatamente como você está lendo, eu senti saudades do feijão. Isso foi bastante curioso, uma vez que no Brasil eu não era uma consumidora assídua. No início não sentia muita familiaridade com a comida e isso me deixava bastante abalada. Chorava muito!

O tempo passou e pouco a pouco fui me adaptando a nova realidade. O desconhecido se tornou amigável e encantador. Conheci novos lugares e pessoas e comecei a construir histórias afetivas.

Na faculdade, a euforia inicial passou e a seriedade tomou conta dos companheiros de estudo. Cada um tentou fazer da melhor forma seus trabalhos e ainda alguns tentaram conciliar com os estágios.

Naquele momento, optei em realizar posteriormente essa experiencia laboral, pois já era desafio suficiente estudar uma nova área em outro idioma. No final, acabei validando meu estágio com atuações profissionais anteriores e passei satisfatoriamente nesta disciplina.

Paralelo ao mestrado também optei em realizar um processo profundo de autoconhecimento, assessorado por uma profissional especializada que atendia aos alunos da Universidade. Quantos desafios enfrentei nesta viagem interior!

Meses depois, entrei em uma crise profunda. Minha avó paterna faleceu e eu não pude retornar ao Brasil. Neste momento lembranças do passado se somaram a esse fato e eu entrei em colapso. Anos atrás, em meu primeiro mestrado, perdi meus avós maternos e meu pai. Agora estudando novamente, sofria outra perda importante.

Graças ao apoio da minha coach e seus conselhos, pude reagir e após esse fato, resgatei toda a minha força para concluir o mestrado. Voltei com tudo! Não media esforços para obter excelentes resultados nos estudos e assim foi até o fim.

Neste processo reaprendi a ser aluna, depois de ter passado tantos anos como professora. Acredito que essa vivência também contribuirá para que futuramente eu seja uma docente ainda melhor.

Além disso, constato que esses nove meses de mestrado foram realmente de estudos intensos, reflexões pessoais e eventualmente alguns passeios para conhecer a cidade e outras regiões circundantes. Meu tempo de lazer era realmente muito escasso, mas eu não me arrependo das minhas escolhas.

Pessoalmente aprendi a importância de exercitar o perdão e a gratidão. De quão valido é viajar pela própria história e retirar o que não serve mais para que novos voos possam ser alçados futuramente. Como amadureci com todas essas reflexões!

Diferente dos meus companheiros de mestrado, optei em morar sozinha, justamente porque queria ter esse ganho interno, no qual pude chegar através de muito silencio e meditação.

Na reta final do mestrado, parei com esse processo introspectivo e foquei exclusivamente em terminar as disciplinas até o final de maio de 2019. Depois de muitas noites sem dormir, consegui atingir o objetivo. Com isso, iniciava uma nova etapa, a de realizar a dissertação.

Dia após dia, durante trinta dias, eu e meu companheiro de trabalho escrevíamos sem parar. Quantos debates para chegarmos a um trabalho completo e relevante para o campo da museologia e museografia. Eu fiquei muito orgulhosa com o resultado! A consagração veio com a apresentação final e com os comentários positivos recebidos pelos avaliadores. Enfim, nós tínhamos conseguido!

Em julho de 2019, recebi oficialmente o título de Mestre em Gestão Cultural!

Com essa conquista, encerrei a primeira fase do meu intercâmbio.

 

(Continua futuramente no post: “Intercâmbio em Barcelona (P2)”

 

Intercambio en Barcelona (P1)

Por: Renata Mello

ESPAÑOL

Vivir temporalmente en otro país es un deseo recurrente de muchas personas. Las razones son diversas, entre ellas, sumergirse en una nueva cultura, aprender un nuevo idioma, conocer gente, hacer un posgrado o vivirlo todo simultáneamente.

Recientemente, la autora de este blog vivió esta experiencia y describirá en primera persona sus experiencias y su aprendizaje en dos publicaciones. El primer informe se puede ver a continuación:

El sueño de hacer un intercambio se acercó a mis veinte años, pero debido a algunos compromisos familiares, tuvo que posponerse. La idea original era estudiar inglés en Londres.

Pasaron los años y ese deseo parecía cada vez más imposible. Siempre estaba trabajando intensamente, dividiéndome entre proyectos y monitoreo de trabajos de arquitectura, añadidos a la enseñanza de algunas asignaturas en la facultad de arquitectura y diseño de interiores.

Estaba muy contenta con mi rutina loca, especialmente con la enseñanza. Me quedaba sorprendida con el progreso de mis alumnos. ¡Creo que era una profesora apasionada! Yo hacia de todo para que aprendieran y dejaran mis clases capacitados para trabajar en el mercado laboral.

Durante este período que trabajé como profesora, me transformé internamente. La asignatura en la que enseñé sobre el universo de los colores me cambió. Despertó viejos intereses que estaban inactivos. ¡Necesitaba hacer algo!

En ese momento, estaba en terapia y mi psicóloga me dijo: “¿Por qué no reanudas tu sueño de explorar el mundo y tener contacto con el universo cultural?”. En ese momento me sorprendió y luego seguí pensativa. Pensé que estaba demasiada mayor para lograr este sueño y ella me animó diciendome que no había una edad adecuada para hacer realidad los sueños.

Esta idea germinó durante tres años. Pensé en vivir en Canadá para estudiar inglés, pero decidí no seguir este camino. Luego apareció la posibilidad de estudiar un segundo máster y embarqué en este camino.

Entonces, elegí estudiar Gestión Cultural en la ciudad que siempre me ha encantado, Barcelona. Era una antigua relación de amor que nació en 2002 y desde el primer contacto con la ciudad, me quedé con el deseo de vivir en este lugar. ¿Cómo podría imaginarme que años más tarde estaría caminando por sus calles todos los días, disfrutando de la cocina mediterránea y otras peculiaridades de la cultura catalana?

El intercambio en realidad empezó después de ingresar en el proceso de selección del master. El 1 de octubre de 2019, llegué a Barcelona solita. En ese momento, solo sabía que estaba inscrita en la Universidad, pero no conocía a nadie y ni siquiera tenía un hogar para vivir. Los primeros días me quedé en un hotel.

Poco después, las clases comenzaron en medio de la búsqueda de vivienda, regularización de visas y otros asuntos burocráticos básicos. Tanta alegría, euforia y esperanza mezcladas con incertidumbre.

El primer mes me mudé a casa cinco veces, hasta que me instalé en una residencia de estudiantes donde me quedé hasta el final de mi experiencia. Los primeros treinta días fueron tan intensos que ni siquiera sentí muy bien lo que estaba pasando.

En la Universidad, el espíritu era muy alegre, ya que todos cumplían el sueño de hacer un posgrado. Había estudiantes de diferentes partes del mundo, principalmente de Latino America. ¡El ambiente era de puro intercambio cultural!

Paralelamente a este ambiente relajado, había un cierto miedo en mí para obtener un máster en español. Había estudiado el idioma entre mis 22 y 24 años y en ese momento tenía 38. Por eso, ya no me acordaba muchas estructuras gramaticales.

Para superar este desafío, tuve que estudiar MUCHO! Pasé innumerables fines de semana estudiando el nuevo contenido y cómo podría escribir esa información en español. Mis cuadernos siempre estaban en portugués y luego tuve que traducirlos. El desafío fue doble.

El segundo mes del intercambio fue uno de los más difíciles, porque en este momento realmente noté el cambio. Extrañaba mucho a mi familia, amigos y frijoles. ¡Si! Extrañé los frijoles. Esto fue bastante curioso, ya que en Brasil no era una consumidora habitual. Al principio no me sentía muy familiarizada con la comida y me dejó muy molesta. Lloré mucho!

Pasó el tiempo y poco a poco fui adaptandome a la nueva realidad. El extraño se volvió amigable y encantador. Conocí nuevos lugares y personas y comencé a construir historias afectivas.

En la universidad, la euforia inicial pasó y la seriedad se hizo cargo de los compañeros. Cada uno trató de hacer su trabajo de la mejor manera y aún algunos trataron de conciliar con las prácticas profesionales.

En ese momento, opté por llevar a cabo esta experiencia laboral más tarde, ya que era desafío suficiente estudiar una nueva área en otro idioma. Al final, terminé validando mis prácticas con actividades profesionales anteriores y pasé esta disciplina satisfactoriamente.

Paralelamente al máster, también opté por llevar a cabo un profundo proceso de autoconocimiento, asesorada por una profesional especializada que atendió a los estudiantes de la Universidad. ¡Cuántos desafíos enfrenté en este viaje interior!

Meses después, entré en una profunda crisis. Mi abuela paterna falleció y no pude regresar a Brasil. En ese momento, los recuerdos del pasado se sumaron a ese hecho y colapsé. Hace años, en mi primer máster, perdí a mis abuelos maternos y a mi padre. Ahora estudiando de nuevo, sufri otra pérdida importante.

Gracias al apoyo de mi coach y su consejo, pude reaccionar y después de eso, recuperé todas mis fuerzas para completar mi máster. Regresé con todo! Yo hice todo esfuerzo por obtener excelentes calificaciones en los estudios y así continuó hasta el final.

En este proceso aprendí a ser estudiante de nuevo, después de haber pasado tantos años como profesora. Creo que esta experiencia también contribuirá a hacerme una mejor profesional en el futuro.

Además, noto que estos nueve meses de máster fueron realmente de intensos estudios, reflexiones personales y hice también algunos viajes para conocer la ciudad y otras regiones circundantes. Mi tiempo libre era realmente escaso, pero no me arrepiento de mis elecciones.

Personalmente aprendí la importancia de ejercer el perdón y la gratitud. Cuán válido es viajar a través del su historia personal y eliminar lo que ya no sirve para poder tomar nuevos vuelos en el futuro. ¡Cómo maduré con todas estas reflexiones!

A diferencia de mis compañeros de máster, elegí vivir sola, precisamente porque quería tener este viaje de autoconocimiento, que pude alcanzar a través de mucho silencio y meditación.

En el tramo final de los estudios, detuve este proceso introspectivo y me concentré exclusivamente en terminar las asignaturas para fines de mayo de 2019. Después de muchas noches de insomnio, logré alcanzar la meta. Con eso, comenzó una nueva etapa, la de llevar a cabo la disertación.

Día tras día, durante treinta días, mi compañero de trabajo y yo escribimos sin parar. Cuántos debates para llegar a un trabajo completo y relevante para el campo de la museología y la museografía. ¡Estaba muy orgullosa del resultado! La consagración llegó con la presentación final y los comentarios positivos recibidos por los evaluadores. Habíamos superado con éxito este desafío.

¡En julio de 2019, recibí oficialmente el título de Máster en Gestión Cultural!

Con este logro, terminé la primera fase de mi intercambio.

(Continúa en el futuro post: “Intercambio en Barcelona (P2)”

Barcelona: Como não te amar?

PORTUGUÊS

Por: Renata Mello

Ah, Barcelona!
Como não te amar?
Tu és cidade-única
Tu és cidade-plural
Tu és uma cidade-multicultural

Tu és Cidade-Gaudí
Com o dragão escondido da Batlló
Com os soldados da Milá
Com as curvas sinuosas do Parque Güell
Com a monumentalidade da Sagrada Família

Tu és Cidade-Sant Medir
Com a música abre alas
Com os cavaleiros pelas ruas
Com a vizinhança vibrante
Com os confeitos arremessados

Tu és Cidade-Sant Jordi
Com as pessoas no Passeio de Grácia
Com os homens recebendo livros
Com as mulheres acolhendo as rosas
Com a celebração dos corações apaixonados

Tu és Cidade-Sant Joan
Com as praias lotadas
Com as pessoas a bailar
Com a alegria espalhada
Com os fogos a iluminar

Tu és Cidade-Sant Mercè
Com as ruas cheias de arte
Com os povos reunidos
Com as águas de Montjuïc a bailar
Com o céu todo a iluminar

Tu és Cidade-Sant Esteban
Com a família toda reunida
Com a celebração da união
Com os canelones gratinados
Com as histórias saudosistas

Ah, Barcelona!
Como não te amar?
Tu és cidade-encanto
Tu és cidade-jovial
Tu és uma cidade-especial

ESPAÑOL

Barcelona: ¿Cómo no amarte?

Por: Renata Mello

¡Ah, Barcelona!
¿Cómo no amarte?
Eres ciudad-unica
Eres ciudad-plural
Eres una ciudad-multicultural

Tu es Ciudad-Gaudí
Con el dragón oculto de Batlló
Con los soldados de Milá
Con las curvas sinuosas del Park Güell
Con la monumentalidad de la Sagrada Familia

Tu es Ciudad-Sant Medir
Con música abre alas
Con los caballeros por las calles
Con los vecinos vibrantes
Con los caramelos lanzados

Tu es Ciudad-Sant Jordi
Con gente en el Paseo de Gracia
Con hombres recibiendo libros
Con mujeres ganando a las rosas
Con la celebración de corazones enamorados

Tu es Ciudad-Sant Joan
Con playas abarrotadas
Con personas bailando
Con alegría extendida
Con los fuegos encendidos

Tu es Ciudad-Sant Mercè
Con calles llenas de arte
Con la gente reunida
Con las aguas de Montjuïc bailando
Con todo el cielo iluminando

Tu es Ciudad-Sant Esteban
Con toda la familia junta
Con la celebración de la unión
Con canelones gratinados
Con las historias de nostalgia

¡Ah, Barcelona!
¿Cómo no amarte?
Eres ciudad-encantadora
Eres ciudad-jovial
Eres una ciudad-especial

Ser imigrante no século XXI

Por: Renata Mello

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Imagem de Capri23auto por Pixabay

PORTUGUÊS

Viajar para terras distantes sempre foi uma prática humana, devido a necessidade de uma vida melhor, seja por fuga de um acidente natural, por guerras, por questões financeiras, por conquistas territoriais ou simplesmente pela curiosidade sobre o inusitado.

É certo que efetuar uma mudança geográfica ficou facilitada com a inserção de meios de transporte mais eficientes, como trens de alta velocidade e aviões. No entanto, dependendo da razão da viagem, nem sempre é possível chegar a nova terra almejada de maneira tranquila e confortável. De qualquer forma, sempre se exigiu muita coragem para se cruzar a fronteira do conhecido e se tornar um imigrante.

Ser um imigrante, dentro de uma visão poética, significa que seu coração se divide em dois territórios ou mais. Existe um forte amor pela terra natal e simultaneamente há uma outra parte afetiva que vai sendo construída neste novo lugar. Pouco a pouco a bagagem da partida contendo objetos e fotos que recordam a família e amigos se mesclam com outros elementos do novo mundo.

Viver em outro país sempre foi e será desafiador, pois se faz necessário deixar seu habitat confortável para se aventurar no desconhecido. Emoções como o medo e a euforia se mesclam constantemente. O porvir será auspicioso ou não, dependendo da sorte de cada um. No caminho haverá sempre pessoas que te apoiarão e outras que te desafiarão. De qualquer maneira, todas chegarão para te ensinar algo.

Nunca haverá uma idade adequada para passar por essa experiencia. Em qualquer fase da vida o desafio ocorrerá em menor ou maior grau. Nos primeiros anos de vida será mais fácil para se adaptar a vida local e apreender corretamente o idioma. Na juventude, o espírito estará mais aberto a romper com o estabelecido, podendo se tornar uma vantagem, mas também um perigo caso não possua uma base fortalecida de princípios.

Na fase adulta, às vezes, pode custar mais, pois já foram construídas algumas coisas na vida e os hábitos já foram consolidados. Em contrapartida, por haver mais maturidade é possível ganhar em experiencias mais profundas que podem transformar a alma. Tudo dependerá de cada pessoa.

Não importa a idade, sempre haverá ganhos e perdas. O velho território constantemente fica na memória enquanto o novo pouco a pouco vai presenteando amigos, te convidando a viver distintas experiencias e ampliando sua visão de mundo. Mesmo que um dia regresse, nunca mais será como antes.

Aprenderá também a encarar o preconceito! Infelizmente ele ainda existe e causa exclusões. As razões são diversas, seja pela raça, classe social, diferença cultural, enfim, um imigrante seguramente viverá em algum momento atos de preconceito e aprenderá a viver apesar disso.

Como benefício de todas essas vivencias receberá o fortalecimento do espírito e a expansão da consciência. Se estiver receptivo, poderá também descobrir um segredo escondido! Reconhecerá que todos os seres humanos são iguais, com sonhos e temores. Poderá entender que a divisão territorial é apenas uma ilusão e que para o amor entre as pessoas não existe fronteiras! Somos todos um!

Ser inmigrante en el siglo XXI

POR: Renata Mello

ESPAÑOL

Viajar a tierras lejanas siempre ha sido una práctica humana, debido a la necesidad de una vida mejor, ya sea por escapar de un accidente natural, guerras, problemas financieros, conquistas territoriales o simplemente por curiosidad sobre lo inusual.

Es cierto que hacer un cambio geográfico se hizo más fácil con la introducción de medios de transporte más eficientes, como los trenes de alta velocidad y los aviones. Sin embargo, dependiendo del motivo del viaje, no siempre es posible llegar a la nueva tierra deseada de una manera tranquila y cómoda. En cualquier caso, se necesitó mucho coraje para cruzar la frontera de lo conocido y convertirse en inmigrante.

Ser inmigrante, dentro de una visión poética, significa que su corazón está dividido en dos territorios o más. Hay un fuerte amor por la patria y al mismo tiempo hay otra parte afectiva que se está construyendo en este nuevo lugar. Poco a poco, el equipaje de salida que contiene objetos y fotos que recuerdan a familiares y amigos se mezcla con otros elementos del nuevo mundo.

Vivir en otro país siempre ha sido y será un desafío, ya que es necesario dejar su cómodo hábitat para aventurarse en lo desconocido. Emociones como el miedo y la euforia se mezclan constantemente. El futuro será auspicioso o no, dependiendo de la suerte de cada uno. En el camino siempre habrá personas que lo apoyarán y otros que lo desafiarán. De cualquier manera, todos vendrán a enseñarte algo.

Nunca habrá una edad adecuada para pasar por esta experiencia. En cualquier etapa de la vida, el desafío ocurrirá en mayor o menor grado. En los primeros años de vida será más fácil adaptarse a la vida local y aprender el idioma correctamente. En la juventud, el espíritu estará más abierto a romper con lo establecido, lo que puede convertirse en una ventaja, pero también en un peligro si no tiene una base de principios fortalecida.

En la edad adulta, a veces puede costar más, ya que algunas cosas ya fueron construidas  en la vida y los hábitos ya se consolidaron. Por otro lado, la persona con más madurez, puede obtener experiencias más profundas que llevan a transformación del alma. Todo dependerá de cada persona.

No importa la edad, siempre habrá ganancias y pérdidas. El antiguo territorio está constantemente en la memoria, mientras que el nuevo poco a poco está dando regalos como amigos, invitándolo a vivir diferentes experiencias y expandiendo su visión del mundo. Incluso si algún día regresa, nunca volverá a ser el mismo.

¡También aprenderás a enfrentar los prejuicios! Lamentablemente, todavía existe y causa exclusiones. Las razones son diversas, ya sea debido a la raza, clase social, diferencia cultural, en resumen, un inmigrante seguramente experimentará actos de prejuicio en algún momento y aprenderá a vivir a pesar de esto.

Como beneficio de todas estas experiencias, recibirás el fortalecimiento del espíritu y la expansión de la conciencia. Si eres receptivo, ¡también puedes descubrir un secreto oculto! Reconocerá que todos los seres humanos son iguales, con sueños y miedos. ¡Puedes entender que la división territorial es solo una ilusión y que para el amor entre las personas no hay fronteras! Todos somos uno!

Educação do futuro

Por Renata Mello

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PORTUGUÊS

Você já parou para pensar a respeito de como deveria ser a educação do futuro? Sobre qual seria a melhor forma de preparar as crianças e os adultos para as novas demandas da sociedade?

Nos próximos anos, as pessoas conviverão cada vez mais com sistemas computacionais inteligentes, onde máquinas poderão otimizar ações repetitivas do dia a dia, ou mesmo atuarem como secretárias virtuais em outras solicitações da jornada diária.

Além disso, o limite de tempo e espaço como se entende hoje se transformará devido a ultra mobilidade proporcionada pelos dispositivos eletrônicos. A realidade física e a virtual estarão cada vez mais interconectadas. 

Devido a tantas mudanças, paira no ar também um estado de insegurança e incertezas quanto ao futuro de algumas profissões e sobre como surfar bem nestas ondas de inovações.  

No campo da educação a reflexão consiste em: “Será que falar sobre matemática, biologia, química e outras áreas afins, serão as temáticas suficientes para enfrentar esta nova era?”  Renata, educadora universitária, acredita que não.

Então, como deveria ser a educação do futuro?

Para responder a essa pergunta, Renata visitou recentemente a escola rural L´Estany localizada no interior da Catalunha, Espanha. Essa escola foi escolhida por apresentar soluções inovadoras que tentam responder as estas novas demandas. Nela, os professores, os pais e os alunos co-criam diariamente, transformando o ato de aprender em um processo contínuo, beneficiando todos os envolvidos.

Existem três pilares chaves neste processo. O primeiro é que as pessoas sejam felizes, o segundo, que o aprendizado ocorra durante o desenvolvimento de projetos reais e por último que todos atuem em prol da comunidade. 

A revista escolar é um exemplo prático deste processo de ensino. Os alunos com idade até 12 anos, escrevem os artigos da revista e depois eles mesmos saem pela comunidade em busca de patrocínio e publicidade para viabilizar a publicação de cada exemplar. 

Essa dinâmica de trabalhar por projeto e com equipes de alunos de diversas idades, associada a parceria entre escola, pais e comunidade local, permite desenvolver indivíduos mais empoderados. Os pequenos são treinados desde cedo, a pensarem, planejarem e efetivarem seus projetos na vida real. 

Outro aspecto a destacar é que após cada atividade educativa, eles recebem três perguntas básicas: 

  • O que você fez?
  • O que aprendeu?
  • Como se sentiu?

Essa última pergunta exercita o aluno a expressar suas emoções de forma livre e sem julgamentos. Essa prática fortalece a inteligência emocional e permite que o indivíduo se posicione de forma mais transparente e verdadeira nos processos.

Outra característica inovadora consiste em reuniões diárias entre as crianças e os professores, as chamadas “assembleias”. Neste espaço todos tem direitos iguais para opinar e apresentar ideias destinadas a solucionar problemas ou tomar decisões relevantes que impactam no coletivo da escola.

Com todas essas iniciativas, as crianças vão progressivamente desenvolvendo diversas habilidades e competências para enfrentar qualquer tipo de situação no presente e no futuro. Espera-se com isso, formar seres humanos mais empoderados, críticos e conscientes de seus papéis como agentes transformadores de seu meio social.

Você conhece outras iniciativas? Compartilhe e enriqueça essa discussão!

Educacion del futuro

Por Renata Mello

ESPAÑOL

¿Alguna vez te has parado a pensar cómo debería ser la educación del futuro? ¿Cuál sería la mejor manera de preparar a niños y adultos para las nuevas demandas de la sociedad?

En los próximos años, las personas vivirán cada vez más con sistemas informáticos inteligentes, donde las máquinas podrán optimizar las acciones diarias repetitivas, o incluso actuar como secretarios virtuales en otras solicitudes del viaje diario.

Además, el límite de tiempo y espacio tal como se entiende hoy cambiará debido a la ultra movilidad proporcionada por los dispositivos electrónicos. La realidad física y virtual estará cada vez más interconectada.

Debido a tantos cambios, también existe un estado de inseguridad e incertidumbre sobre el futuro de algunas profesiones y sobre cómo navegar bien en estas oleadas de innovaciones.

En el campo de la educación, la reflexión consiste en: “¿Hablar de matemáticas, biología, química y otras áreas relacionadas será suficiente para enfrentar esta nueva era?” Renata, una educadora universitaria, cree que no.

Entonces, ¿cómo debería ser la educación del futuro?

Para responder a esta pregunta, Renata visitó recientemente la escuela rural L´Estany ubicada en el interior de Cataluña, España. Esta escuela fue elegida por presentar soluciones innovadoras que intentan responder a estas nuevas demandas. En él, maestros, padres y alumnos co-crean diariamente, transformando el acto de aprender en un proceso constante, beneficiando a todos los involucrados.

Hay tres pilares clave en este proceso. El primero es que las personas están felices, el segundo, que el aprendizaje ocurre durante el desarrollo de proyectos reales y, por último, que todos trabajan para la comunidad.

La revista escolar es un ejemplo práctico de este proceso de enseñanza. Los estudiantes de hasta 12 años escriben los artículos de la revista y luego salen a la comunidad en busca de patrocinio y publicidad para permitir la publicación de cada número.

Esta dinámica de trabajar por proyecto y con equipos de estudiantes de diferentes edades, asociada con la asociación entre la escuela, los padres y la comunidad local, permite desarrollar individuos más empoderados. Los más pequeños están entrenados desde una edad temprana para pensar, planificar y llevar a cabo sus proyectos en la vida real.

Otro aspecto a destacar es que después de cada actividad educativa, reciben tres preguntas básicas:

  • ¿Que hiciste?
  • ¿Que has aprendido?
  • ¿Como te sentiste?

Esta última pregunta ejercita al alumno para expresar sus emociones libremente y sin juzgar. Esta práctica fortalece la inteligencia emocional y permite al individuo posicionarse de manera más transparente y veraz en los procesos.

Otra característica innovadora consiste en reuniones diarias entre niños y maestros, las llamadas “asambleas”. En este espacio, todos tienen los mismos derechos para expresar opiniones y presentar ideas destinadas a resolver problemas o tomar decisiones relevantes que afecten al colectivo de la escuela.

Con todas estas iniciativas, los niños desarrollan progresivamente diferentes habilidades y competencias para enfrentar cualquier tipo de situación en el presente y en el futuro. Con esto, se espera formar seres humanos más empoderados, críticos y conscientes de sus roles como agentes que transforman su entorno social.

¿Conoces otras iniciativas? ¡Comparte y enriquece esta discusión!

 

Barcelona: Hospital Santa Creu i Sant Pau

Por: Renata Mello

PORTUGUÊS

Barcelona é uma cidade que possui muitas obras singulares da arquitetura mundial, tendo como destaque as instalações do antigo “Hospital Santa Creu i Sant Pau”. Esse local possui um impressionante conjunto arquitetônico idealizado originalmente por 48 pavilhões destinados a saúde, os quais foram projetados pelo arquiteto modernista catalão Lluís Domènech i Montaner no ano de 1901. Concretamente apenas 27 edifícios foram construídos entre 1902 a 1930, mas somente 16 seguiram o projeto original.

Montaner estudou o que havia de vanguarda para a época do ponto de vista médico, tecnológico e arquitetônico e propôs soluções espaciais que nasciam em função das necessidades humanas. Após um período de pesquisas, o arquiteto projetou edifícios com numerosas janelas, implantados estrategicamente no terreno segundo a importância de suas funções dentro do sistema hospitalar. Além disso, os prédios foram posicionados para facilitar a entrada de luz natural, a ventilação constante e permitir o contato visual entre o interior e o jardim proposto, criando uma atmosfera salubre. As soluções adotadas favoreciam a pronta recuperação dos pacientes e melhoravam as condições laborais dos médicos e demais trabalhadores.

Efetivamente as atividades do complexo se iniciaram em 1916 e foram até 2009, mas desde 1997 é considerado Patrimônio Mundial da UNESCO, transcendendo sua importância inicial. Atualmente o antigo “Hospital Santa Creu i Sant Pau” está aberto à visitação e convida aos amantes das artes e da boa arquitetura a desfrutar deste lugar que encanta os olhos e traz paz a alma.

A seguir encontra-se uma exposição fotográfica contendo imagens captadas por Renata Mello, durante visita realizada em setembro de 2019. Desfrutem!

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ESPAÑOL

Barcelona es una ciudad que tiene muchas obras únicas de arquitectura mundial, destacando las instalaciones del antiguo “Hospital Santa Creu i Sant Pau“. Este sitio tiene un impresionante conjunto arquitectónico diseñado originalmente por 48 pabellones de salud, que fueron diseñados por el arquitecto modernista catalán Lluís Domènech i Montaner en el año 1901. Específicamente, solo se construyeron 27 edificios entre 1902 y 1930, pero 16 siguieron el proyecto original.

Montaner estudió lo que estaba a la vanguardia de la época desde un punto de vista médico, tecnológico y arquitectónico, y propuso soluciones espaciales que nacieron en respuesta a las necesidades humanas. Después de un período de investigación, el arquitecto diseñó edificios con numerosas ventanas, ubicadas estratégicamente en el suelo de acuerdo con la importancia de sus funciones dentro del sistema hospitalario. Además, los edificios se colocaron para facilitar la entrada de luz natural, ventilación constante y permitir el contacto visual entre el interior y el jardín propuesto, creando una atmósfera saludable. Las soluciones adoptadas favorecieron la pronta recuperación de los pacientes y mejoraron las condiciones de trabajo de los médicos y otros trabajadores.

De hecho, las actividades del complejo comenzaron en 1916 y fueron hasta 2009, pero desde 1997 se considera Patrimonio de la Humanidad por la UNESCO, trascendiendo su importancia inicial. Hoy en día, el antiguo “Hospital Santa Creu i Sant Pau” está abierto a los visitantes e invita a los amantes de las artes y la buena arquitectura a disfrutar de este lugar que deleita los ojos y trae paz al alma.

A continuación, se muestra una exposición fotográfica que contiene imágenes tomadas por Renata Mello durante una visita realizada en septiembre de 2019. ¡Disfruta!

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Pavilhão Alemão de Barcelona

Por: Renata Mello

PORTUGUÊS

O Pavilhão Alemão projetado pelo arquiteto Mies van der Rohe foi construído para uma exposição internacional que ocorreu na cidade de Barcelona em 1929 e se tornou um importante símbolo do Movimento Moderno. Esse edifício emblemático também conhecido pelos arquitetos como Pavilhão Barcelona, existiu até 1930, quando foi desmontado.

Pela relevância da linguagem do edifício e novas soluções técnicas para a época, decidiu-se reconstruir este edifício a partir dos documentos originais, tendo como data de inauguração o ano de 1986. Atualmente os amantes de arquitetura podem percorrer os espaços abertos do Pavilhão, admirar a escultura localizada ao fundo e sentar em uma “Cadeira Barcelona” para desfrutar da paisagem ao redor. Uma parada obrigatória aos estudantes e arquitetos que passam pela cidade catalã.

Confira o álbum com fotos atuais: 

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Fotos: Renata Mello, 2018

Para saber mais: “Um passeio virtual pelo Pavilhão de Barcelona de Mies van der Rohe” do Arch Daily

 

Pabellón Alemán de Barcelona

ESPAÑOL

Por: Renata Mello

El Pabellón Alemán proyectado por el arquitecto Mies van der Rohe fue construido para una exposición internacional que tuvo lugar en la ciudad de Barcelona en 1929 y se convirtió en un importante símbolo del Movimiento Moderno. Este edificio emblemático también conocido por los arquitectos como Pabellón Barcelona, ​​existió hasta 1930, cuando fue desmontado.

Por la relevancia del lenguaje del edificio y nuevas soluciones técnicas para la época, se decidió reconstruir este edificio a partir de los documentos originales, teniendo como fecha de inauguración el año 1986. Actualmente los amantes de la arquitectura pueden recorrer los espacios abiertos del Pabellón, admirar la escultura ubicada al fondo y sentarse en una “Silla Barcelona” para disfrutar del paisaje circundante. Una parada obligada a los estudiantes y arquitectos que pasan por la ciudad catalana.

El álbum con fotos actuales:

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Fotos: Renata Mello, 2018

Para saber más: “Un paseo virtual por el Pabellón de Barcelona de Mies van der Rohe” del Arch Daily

Em foco: Paul Cézanne

Por: Renata Mello

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Foto: Pixabay
PORTUGUÊS
Paul Cézanne foi um importante artista francês que viveu entre 1839 a 1906. Ao longo de sua trajetória produziu quase 1.000 pinturas, entre elas, 200 retratos, que expunham a imagem do próprio pintor, familiares, amigos ou conhecidos. Sua esposa, por exemplo, foi tema de 29 de suas produções. Estas pinturas trazem a tona a melancolia, a tristeza ou as inquietudes dos retratados.
Apesar de Paul possuir trabalhos consistentes e alinhados as novas técnicas de seu tempo, viu suas obras sendo rechaçadas pelos Salões Franceses em inúmeros momentos. Essas decepções o levaram a viver cada vez mais isolado e davam mais força para que ele se voltasse apenas as suas pinturas, pois acreditava que a arte era a expressão mais íntima do que somos.
Essa não aceitação dentro do mercado de arte gerou muitos problemas financeiros ao longo de sua vida. Ele não conseguia obter dinheiro suficiente com seu trabalho de artista. Para sobreviver dependia das mesadas de seu pai, importante banqueiro da época, ou de contribuições de amigos. Essas ajudas foram cessadas, apenas com a morte de seu progenitor, que lhe rendeu uma herança que o apoiou depois nos anos seguintes.
Atualmente é tido como um importante artista pós-impressionista e que serviu de referência chave aos pintores modernos, tendo suas pinturas expostas em conceituados museus do mundo. Um reconhecimento pós-morte que ainda ronda a realidade de muitos vanguardistas.
Para conhecer +: Filme “Cézanne: Retratos de una vida”
ESPANÕL
Paul Cézanne fue un importante artista francés que vivió entre 1839 a 1906. A lo largo de su trayectoria produjo casi 1.000 pinturas, entre ellas, 200 retratos, que exponían la imagen del propio pintor, familiares, amigos o conocidos. Su esposa, por ejemplo, fue tema de 29 de sus producciones. Estas pinturas traen a la luz la melancolía, la tristeza o las inquietudes de los retratados.
A pesar de que Paul poseía trabajos consistentes y alineados las nuevas técnicas de su tiempo, vio sus obras siendo rechazadas por los Salones Franceses en innumerables momentos. Estas decepciones lo llevaron a vivir cada vez más aislado y daban más fuerza para que se volviera sólo sus pinturas, pues creía que el arte era la expresión más íntima de lo que somos.
Esta no aceptación dentro del mercado de arte ha generado muchos problemas financieros a lo largo de su vida. Él no podía obtener suficiente dinero con su trabajo de artista. Para sobrevivir dependía de las mesadas de su padre, importante banquero de la época, o de contribuciones de amigos. Estas ayudas fueron cesadas, sólo con la muerte de su progenitor, que le rindió una herencia que lo apoyó después en los años siguientes.
Actualmente es considerado un importante artista post-impresionista y que sirvió de referencia clave a los pintores modernos, teniendo sus pinturas expuestas en prestigiosos museos del mundo. Un reconocimiento post-muerte que aún ronda la realidad de muchos vanguardistas.
Para conocer +: Película “Cézanne: Retratos de una vida”