Líder Transformacional

Por:  Renata Mello

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Fonte: Pixabay
Você já ouviu falar em líder transformacional? Robert Quinn, consultor e professor de comportamento organizacional da Michigan University Business School, aborda muito sobre este líder em sua publicação “O processo da Mudança: Ferramentas para ser um profissional preparado para as transformações“.
Em um mundo competitivo e com desafios complexos a serem enfrentados com rapidez e eficiência, a força de uma equipe empoderada e motivada pode resultar em soluções únicas e surpreendentes e neste processo o papel do líder transformacional é fundamental. Ele é o regente desta orquestra e como tal deve estimular o desenvolvimento pessoal dos integrantes e ao mesmo tempo gerar uma sintonia do grupo.
O primeiro passo que a pessoa em posição de liderança precisa dar é dedicar-se ao seu autoconhecimento. Não importa o contexto, seja conduzindo um país ou sendo um educador de uma universidade é de suma importância o líder estar fortalecido emocionalmente, fisicamente, espiritualmente e intelectualmente e com um propósito muito claro e definido da sua atuação.
Após essa viagem interior poderá resgatar a integridade do seu ser e a partir disso, estimular a transformação dos seus alunos, no caso de educadores, para que embarquem neste processo profundo, mas libertador. As ações deixam de ser voltadas aos interesses individuais e passam a trabalhar com foco real no bem-estar coletivo.
Todos crescem neste processo, pois o ambiente de trabalho fica mais aberto ao diálogo franco e o respeito cresce entre todos. Por que isso acontece? Porque há espaço para as diferenças e cada um com seu potencial e singularidade, pode contribuir sem medo de ser julgado. Como resultado, a leveza e a alegria aparecem e consequentemente o ambiente fica mais criativo e propício as soluções mais inovadoras.
O filme “Sociedade dos poetas mortos” retrata um exemplo de professor inspirador, que ensina os alunos a refletirem criticamente, despertando em cada um, suas habilidades e potencialidades. Apesar desta obra cinematográfica ser de 1989, suas lições são muito pertinentes para os novos rumos da educação e liderança governamental. Um belo exemplo de líder transformacional.
Carpe diem*!
*Aproveite o dia!
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Fluxonomia 4D: Uma ferramenta de futuro

Por: Renata Mello

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Fonte: Pixabay

Você já ouviu falar de Fluxonomia 4D?

Datise Biasi, consultora da empresa Crie Futuros, fez esse questionamento durante sua palestra no Unibes Cultural no último dia 16. Ela faz parte de um grupo liderado pela futurista Lala Deheinzelin que auxilia empresas a se conectarem com as mudanças econômicas e novas formas de trabalho através da ‘Fluxonomia 4D’.

Segundo, Datise, a Fluxonomia “é uma ferramenta de gestão e colaboração que combina futuro com novas economias” e está organizado em 4 dimensões, expostas a seguir:

1. Dimensão Cultural (Economia Criativa): Consiste em detectar os conhecimentos existentes, habilidades pessoais, experiências de vida, valores e histórias. Busca-se num primeiro momento, identificar os elementos em potencial para se trabalhar.

2. Dimensão Ambiental (Economia Compartilhada): Mapeia-se nesta fase os recursos naturais, os espaços, os equipamentos. Define-se a infraestrutura necessária para aplicar a fase anterior.

3. Dimensão Social (Economia Colaborativa): Que pessoas poderão se juntar em prol do mesmo trabalho ou ação? Etapa para reconhecer as comunidades, redes sociais e organizações convergentes.

4. Dimensão financeira (Economia Multimoedas): Resultado sobre a aplicação das etapas anteriores, que poderá ser em dinheiro, satisfação ou mesmo em reputação.

Essa ferramenta foi desenvolvida para auxiliar as pessoas e as corporações neste momento de transição, da Era Industrial para a Era da Informação. Uma mudança significativa, em que o capital era obtido por algo tangível e agora passa para o intangível. Novos tempos que exigem outras formas de ação.

Que venham as mudanças!

Para saber mais: Fluxonomia 4D

Nota: As informações desta matéria foram baseadas na palestra proferida por Datise Biasi durante o encontro mensal do MaturiJobs que ocorreu em Novembro no Unibes Cultural/SP.

Futuro: Tecnologia e Colaboração

Por: Renata Mello

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Imagem: Pixabay

Quais serão as questões que enfrentaremos em um futuro próximo? A tecnologia poderá atrapalhar nas relações humanas? Como será nossa convivência com robôs cada vez mais inteligentes?

As perguntas sobre o futuro são inúmeras, mas saber o que de fato viveremos, só os anos dirão. Se olharmos para o passado, notaremos que nos últimos 10 anos muitas coisas mudaram, os smartphones, por exemplo, surgiram trazendo facilidades de comunicação e acesso a internet antes inimagináveis. A tecnologia influenciou nossas relações humanas e continuará transformando nosso dia a dia. Mas, ao invés de afastar as pessoas poderá uni-las ainda mais.

Observar para onde os ventos da inovação estão apontando é fundamental, para se preparar para estes novos tempos. Todas as áreas profissionais serão impactadas e outras deixarão de existir. Novas formas de morar, trabalhar e nos relacionar pouco a pouco estão sendo criadas.

As habitações no sistema de Cohousing serão cada vez mais frequentes. Nelas as áreas comuns são compartilhadas e o espírito de comunidade mais acentuado. Seguindo a mesma lógica os escritórios de Coworking  também estimulam a dividir o espaço com profissionais de diversas áreas e dessa convivência podem surgir parcerias de trabalho e um enriquecimento pessoal e cultural muito elevado.

Outra tendência é do consumo colaborativo, em Portugal há uma iniciativa para reduzir o desperdício de frutas, verduras e legumes que não estão dentro das características aceitáveis pelo mercado. O projeto “Fruta Feia” recolhe os alimentos que estão fora do padrão e comercializa a preços mais populares entre os associados, que recebem semanalmente uma cesta com os produtos diversificados.

Além disso, a economia compartilhada também é uma realidade, empresas como Uber, Airbnb e Couchsurfing estão dentro desta onda. O que elas tem em comum? Transformam elementos ociosos em ativos. Condutores com carros particulares eram potencialmente motoristas que poderiam prestar o serviço de ir e vir com passageiros. A Uber viabilizou a inserção desses potenciais profissionais e alterou a dinâmica desse mercado.

Já a Airbnb conecta pessoas dispostas a alugar parte de seus imóveis a turistas ou demais interessados ativando novas formas de relações pessoais e econômicas. Por sua vez, o Couchsurfing oferece um sofá amigo sem custos a viajantes. O dono do imóvel se cadastra oferecendo esse espaço para receber sempre um novo hóspede em sua casa.  

Vale destacar, que foi através da tecnologia que essas pontes puderam ser criadas, conectando pessoas diferentes com interesses comuns. Os aplicativos de celular, encurtaram ainda mais o acesso a estas empresas.

A partir deste panorama é possível dizer que no futuro haverá mais iniciativas colaborativas integrando pessoas de diversas áreas para que juntas, possam trabalhar em um projeto ou causa comum e a tecnologia estreitará ainda mais esses contatos. O futuro será da tecnologia e da colaboração!