Gauguin: Viagem ao Taiti

Por: Renata Mello

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Foto: Renata Mello, 2018
O pintor francês Paul Gauguin (1848-1903) foi um importante artista pós impressionista. Sua trajetória é marcada pela paixão a pintura e busca incessante por cenários que valessem ser retratados.  A combinação destes dois elementos motivou Gauguin a mudar sua vida em Paris para o Taiti em 1891.
Essa mudança, no entanto, fez ele deixar sua mulher e filhos para se aventurar de forma solitária na maior ilha da Polinésia Francesa. O filme “Gauguin: Viagem ao Taiti” retrata justamente essa fase da vida do artista, mostrando suas inquietudes, fraquezas e também a ânsia por criar, desenhar e retratar as cores e belezas naturais.
Nesta experiência conhece uma jovem local chamada Tehura com quem vive intensamente algum tempo. Ela passa a ser sua inspiração e foi retratada em muitos dos seus quadros mais conhecidos.
Vale a pena assistir!
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Casa Batlló: Antoni Gaudí

Por: Renata Mello
PORTUGUÊS
A Casa Batlló é uma parada obrigatória para quem visita Barcelona e é amante das artes e da arquitetura. A construção é de autoria do reconhecido arquiteto modernista catalão Antoni Gaudí (1852-1926).
Essa obra se destaca na paisagem urbana por possuir um estilo próprio, apresentando formas orgânicas inspiradas na natureza. A fachada é multicolorida por ladrilhos e vidros que se harmonizam com os terraços brancos em formato de máscaras. O cenário só muda no dia de “Sant Jordi” (São Jorge), quando flores vermelhas são adicionadas as sacadas em celebração ao santo.
Dizem que a cobertura da casa remete as escamas de um dragão e a cruz de 4 pontas associa-se a espada de São Jorge, por isso esse emblemático edifício muda sua roupagem durante essa comemoração.
Não somente o exterior vale ser apreciado. O interior do edifício é uma viagem surreal que o visitante pode experimentar. Além dos elementos físicos existentes, é possível solicitar um audioguia com realidade aumentada que transmite cenas de como os espaços eram originalmente compostos, permitindo uma imersão mais completa.
A casa é cheia de detalhes. Antoni Gaudí buscou projetar todos os elementos construtivos da casa, desde a maçaneta, os vitrais, os ladrilhos, até os revestimentos da cobertura. O resultado é surpreendente. Vale a visita!
Confira a seguir algumas imagens criadas a partir de fotos extraídas em visita recente a Casa Batlló.

 

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Fotos: Renata Mello, 2018
ESPAÑOL
La Casa Batlló es una parada obligada para quien visita Barcelona y es amante de las artes y la arquitectura. La construcción es de autoría del reconocido arquitecto modernista catalán Antoni Gaudí (1852-1926).
Esta obra se destaca en el paisaje urbano por poseer un estilo propio, presentando formas orgánicas inspiradas en la naturaleza. La fachada es multicolor por azulejos y vidrios que se armonizan con las terrazas blancas en forma de máscaras. El escenario sólo cambia el día de Sant Jordi, cuando las flores rojas se agregan los balcones en celebración al santo.
Se dice que la cubierta de la casa remite las escamas de un dragón y la cruz de 4 puntas se asocia con la espada de San Jordi, por lo que ese emblemático edificio cambia su ropaje durante esa conmemoración.
No sólo el exterior vale ser apreciado. El interior del edificio es un viaje surrealista que el visitante puede experimentar. Además de los elementos físicos existentes, es posible solicitar un audioguía con realidad aumentada que transmite escenas de cómo los espacios eran originalmente compuestos, permitiendo una inmersión más completa.
La casa está llena de detalles. Antoni Gaudí buscó proyectar todos los elementos constructivos de la casa, desde la manija, los vitrales, los ladrillos, hasta los revestimientos de la cubierta. El resultado es sorprendente. ¡Vale la visita!
A continuación algunas imágenes creadas a partir de fotos extraídas en una visita reciente a Casa Batlló.

 

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Fotos: Renata Mello, 2018

Toulouse-Lautrec: Moulin Rouge

Por: Renata Mello

Moulin Rouge

Foto: Capa do filme Moulin Rouge (1952)

O pintor francês Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901) foi um importante artista do final do século XIX. Nascido em uma família abastada, teve uma boa formação intelectual e conhecimento dos códigos de conduta formais da época. Isso o ajudou no convívio com a burguesia quanto com o proletariado e artistas.

Seu trabalho se destacou por retratar a vida boêmia dos bordéis e cabarés, principalmente daqueles localizados no agitado bairro de Montmartre em Paris. Nesta região se localiza até hoje o famoso Moulin Rouge que na época possuia apresentações de cancan e bailes animados voltados aos burgueses e suas acompanhantes.

Henri costumava ir até o local para beber e captar as cenas cotidianas através dos seus croquis. Esse material coletado a noite, lhe servia de base para a criação de suas pinturas e posteriormente para o desenvolvimento de cartazes publicitários dos espetáculos, que se tornaram muito conhecidos.

Fisicamente o artista se destacava também por sua baixa estatura, decorrente de problemas nos ossos das pernas, que o impediram de ter um desenvolvimento adequado. Essa particularidade física o incomodava e muitas vezes o inibia no contato amoroso. Para suprir esse desconforto emocional, se apoiava muito na bebida. 

O excesso de álcool e a vida intensa de boemia encurtou sua vida, vindo a falecer prematuramente aos 37 anos. Apesar de morrer precocemente, deixou uma obra expressiva, que retrata a intimidade de prostitutas, dançarinas e a vida noturna fervilhante de Paris no final do século XIX. 

Para imergir nesta biografia é possível assistir o filme Moulin Rouge de John Huston do ano de 1952. A obra foi vencedora de 2 Oscar´s (fotografia e direção de arte) e permite uma compreensão da vida e obra deste importante artista francês.

Vale a pena conferir!

Em Foco: Isabelle Borges

Por: Renata Mello

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Foto: Renata Mello, 2018
A artista plástica brasileira Isabelle Borges apresenta uma obra abstrata com forte influência carioca e berlinense devido sua permanência e formação cultural nestas duas cidades.
Seu processo criativo é muito peculiar! Isabelle sempre busca inspiração em um lago localizado em Berlim, onde costuma captar através de fotos, a vegetação que nasce nestas águas. Após esse registro, adota o recurso da colagem, para sobrepor linhas e formas sobre estas fotografias, com o intuito de destacar as principais composições, numa busca incessante de dar ordem ao caos.
Seus trabalhos ora em colagem ora em pintura, trazem sempre a sensação de movimento, numa comunhão entre o tempo e o espaço efêmero. Já suas cores costumam ser sintéticas, como expressa a própria artista. Elas nascem durante um processo muito introspectivo da criadora com sua obra. Nada é premeditado em termos cromáticos. É durante o processo de pintura que as nuances e as cores tomam vida.
Outro ponto marcante de sua produção é que nem sempre suas telas se limitam a este espaço, avançando até os planos arquitetônicos. A foto deste post retrata um exemplo desta conexão entre a arte e a arquitetura e pode ser conferida na exposição “Campos Sintéticos” da galeria Emmathomas até dia 27 de Outubro.
Um trabalho expressivo, que vale a pena conferir!
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Em foco: Arte e Design

Por: Renata Mello

Nas últimas semanas de Agosto, a cidade de São Paulo recebeu inúmeros eventos ligados a arte e ao design, agraciando os apreciadores destes segmentos. Ocorreu a ABCasa Fair, a SP-Arte foto e a Design Weekend. Esta última com eventos espalhados por toda a cidade.

Foram inúmeras novidades apresentadas! Confira a seguir um balanço de cada evento:

. ABCasa Fair: A feira contou com expositores ligados aos segmentos de presentes, utensílios domésticos e decoração. Como novidade trouxeram muitos acessórios ligados ao mundo Geek, como esculturas e luminárias.

Já os quadros figurativos foram marcantes no universo da decoração retratando através de fotos, os animais silvestres, as cenas urbanas ou os elementos geométricos, muitas vezes com imagens compostas em mais de uma peça .

Os painéis com mensagens curtas e pontuais também se destacaram, trazendo uma proposta mais despojada para os ambientes. Além disso, foi possível encontrar diversos elementos que remetessem a asas de anjo ou de borboleta e os rosados flamingos.

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Fotos: Renata Mello

. SP- Arte foto: Essa mostra de fotografia ocorreu no JK Iguatemi e movimentou o mercado das galerias e museus de arte. Quem circulou pelos espaços pôde conferir muitas fotografias oriundas de processos experimentais. A artista Paula Clerman compôs sua obra a partir da desconstrução da paisagem para recriar uma nova, fundamentada nas linhas compositivas. Já Guilherme Ghisoni criou suas imagens com base em pesquisas ligadas a filosofia da fotografia. Como resultado construiu obras que retratam o somatório da parte e do todo ao mesmo tempo. 

O Gabriel Wickbold usou como base rostos associados a elementos naturais como flores e frutos para criar fotos marcantes e expressivas. Outro fotógrafo de destaque foi Robério Braga que trouxe a força e a beleza da mulher e sua conexão com o espaço arquitetônico. Em paralelo o artista David LaChapelle manteve sua irreverência e ousadia para compor imagens únicas, alinhadas ao seu estilo artístico.

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Fotos: Renata Mello

. Design Weekend – SP: Os eventos ocorridos durante a semana compreendida entre os dias 29/08 a 02/09 agitaram a vida dos arquitetos, artistas e designers. Foram mais de 300 atividades em 120 locais. Lógico que foi humanamente impossível passar por todas as instalações.

Dentre os diversos acontecimentos foi possível conferir o espaço da By Kamy, da Ornare, da Estar Móveis Conceito e da Feira Rosenbaum. Cada local apresentou algo muito particular.

A By Kamy trouxe como linha de frente a tapeçaria voltada exclusivamente para a decoração de paredes, o Arazzo. Houve o interesse em resgatar estas peças como obras de arte. Os trabalhos expostos foram baseados principalmente nos quadros de Tarsila do Amaral e de Gilvan Samico.

A Ornare, loja de móveis, utilizou sua matéria prima como pano de fundo em obras de arte no formato de coração em uma ação focada ao bem. No coquetel promovido pela empresa, diversos convidados puderam adquirir os corações em uma ação beneficente.

A Estar Móveis Conceito trouxe uma proposta bem arrojada em sua mostra “Emergência”. Foi destacado questões ligadas ao imediatismo vivido pelas pessoas e como essa demanda de urgência impacta no ser humano negativamente. Destacaram o uso excessivo dos medicamentos; os desequilíbrios emocionais e como tudo isso têm se refletido na produção artística.

Já a feira Rosenbaum ocorreu na “A CASA – museu do objeto brasileiro” e como não podia ser diferente, a brasilidade marcou fortemente a edição. Muitas peças expostas foram produzidas pelos moradores da região amazônica, outras por designers brasileiros preocupados no resgate das madeiras nobres e típicas do país, entre outras propostas.

Cores e texturas ligadas ao DNA da nação marcaram os produtos apresentados por artesões e artistas de todas as regiões. A gastronomia não ficou fora dessa, destacando os pães de queijo mineiro saídos na hora, para que a viagem pelo Brasil ficasse completa.

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Fotos: Renata Mello

Em breve mais novidades!

Exposição: Harpias XXI

Por: Renata Mello

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Artista: Maria Augusta Justi Pisani – Foto: Renata Mello, 2018

A última quinta (23) foi coroada com a inauguração da exposição “Harpias XXI” no Centro Histórico e Cultural da Universidade Mackenzie – SP. Esta pulsante mostra artística apresenta as inquietudes da alma materializadas em quadros e instalações criados por Maria Augusta Justi Pisani e Fanny Feigenson.

A figura feminina permeia as obras, retratando a fúria e ao mesmo tempo o acolhimento, num processo criativo que busca a harmonia e o equilíbrio após um estado de fúria e desorientação.

Neste sentido a representação da Harpia, figura mitológica grega que retrata uma mulher com garras que busca alinhar e reajustar os desvios de conduta do ser a partir da justiça, aparece como ponto central nos trabalhos e convida o expectador a esta viagem interior de limpeza e purificação. 

Um mostra forte e transformadora!

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Em foco: Evandro Soares

Por: Renata Mello

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O artista Evandro Soares nasceu no interior da Bahia, em uma cidade pequena e tranquila, longe da dinâmica própria das capitais. Sua primeira experiência em meio aos arranha-céus foi em Goiânia, quando se viu maravilhado com as paisagens e possibilidades culturais encontradas nas grandes cidades.
Por tal encantamento, decidiu se mudar para esta cidade, onde atuou durante alguns anos como serralheiro. Em meio as suas produções na oficina, desenvolvia poucas obras artísticas, até que resolveu migrar em definitivo para o universo das artes.
Sua experiência profissional anterior, permitiu um domínio sobre os metais, que utiliza até hoje para desenvolver seus quadros-esculturas, onde recria espacialmente escadas, janelas e outros elementos da urbe.
Em suas últimas produções, Evandro fez uso também de fotografias de prédios construídos ou em processo de construção. Tendo como pano de fundo estas imagens, extraiu suas linhas compositivas e as retratou no espaço tridimensional através de elementos metálicos em perspectiva.
O resultado destes trabalhos recentes podem ser conferidos na Arte Hall Galeria na exposição “Arquitetura Inventada” até dia 27 de Julho. Vale a pena conferir!
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