Poesia: Caçador de Estrelas

Por: Renata Mello

Foto: Pixabay

PORTUGUÊS

Na imensidão da Via Láctea;
Seu olhar está sempre a viajar;
Sua busca é por estrelas;
Aquelas que brilham sem parar.

Em seu planeta pequenino;
Às vezes se sente menino;
Mas seu jeito curioso;
Nunca o deixa temeroso.

Quando a noite amadurece;
E o show de novas luzes aparece;
Seu espírito flutua;
Visitando até a Lua.

Mochileiro das Galáxias,
Recolhe brilhos estelares;
São luzes reluzentes;
Para seu amor, presentes.

ESPAÑOL

En la inmensidad de la Vía Láctea;
Su mirada siempre viaja;
Su búsqueda es de estrellas;
Aquellas que brillan sin parar.

En su planeta tan pequeñito;
A veces se siente un niñito;
Pero su forma de ser, curioso;
Nunca lo deja temeroso.

Cuando la noche madura;
Y el show de nuevas luces aparece;
Su espíritu flota;
Visitando incluso la Luna.

Mochilero de las Galaxias,
Recoge brillos estelares;
Son luces tan brillantes;
Para su amor, regalos.

Poesia: O viajante sonhador

Por: Renata Mello

PORTUGUÊS

Entre livros e cadernos;
Sua mente divagava;
Pelas tardes frias e solitárias;
Ele ali viajava.

Na quietude do seu quarto;
Tinha tempo de criar;
De viajar pelo Atlântico,
Pelo Índico e Além-mar.

Por sua mente curiosa;
Estudava sem parar;
Pesquisava novas culturas;
E voltava a imaginar.

Seu espírito aventureiro;
Sempre o convidava a continuar;
Desenhava muitos mapas;
Territórios novos a desbravar.

Assim o pequeno viajante;
Maravilhou-se com o mundo;
Se perdeu por seus caminhos;
E nunca mais parou de sonhar!

ESPAÑOL

Entre libros y cuadernos;
Su mente divagaba;
Por las tardes frías y solitarias;
Allí viajaba.

En la quietud de su cuarto;
Tenía tiempo de crear;
De viajar por el Atlántico,
Por el Índico y por ultramar.

En su mente curiosa;
Estudiaba sin parar;
Investigaba nuevas culturas;
Y volvía a imaginar.

Su espíritu aventurero;
Siempre lo invitaba a continuar;
Dibujaba muchos mapas;
Nuevos territorios para explorar.

Así que el pequeño viajero;
Maravillado por el mundo;
Se perdió en sus caminos;
¡Y nunca dejó de soñar!

Poesia: Amor

Por: Renata Mello

Foto: Renata Mello

PORTUGUÊS

Palavra curta e poderosa;
Por muito tempo escondida;
Sempre procurada;
Mesmo que não compreendida.

Nas profundezas do coração;
Ela ali permanecia;
Empoeirada pelo tempo;
Aguardava o seu dia.

Em meio ao caos da pandemia;
Resolveu gritar com energia;
No pulsar de um fim de tarde;
Floresceu e se fez dia!

ESPAÑOL

Palabra corta y poderosa;
Por mucho tiempo escondida;
Siempre tan anhelada;
Pero no comprendida.

En las profundidades del corazón;
Ella allí permanecía;
Polvorienta por el tiempo;
Aguardaba su día.

En medio del caos de la pandemia;
Decidió gritar con energía;
En el vibrar de una tarde;
¡Floreció y se convirtió en día!

A Ética morreu!?!

PORTUGUÊS

Por: Renata Mello

Em tempos acelerados
As cabeças anestesiadas
Os valores distorcidos
A Ética morreu!

Com muita pressão externa
E pouca conexão interna
A alma desequilibrou
A Ética morreu!

Quantos casos sociais 
De roubos e deslealdades
Normal!?! Como!?!
Normal! A Ética morreu!

Rouba-se trabalho escolar
Assume-se autoria inadequada de projeto
E a sociedade?
Normal! A Ética morreu!

Divulga-se gabarito de provas 
Chantagens por notas para passar
E a sociedade?
Normal! A Ética morreu!

Em provas anônimas 
Pressionam a revelação de autoria 
Trocam os resultados 
Normal! A Ética morreu!

O silêncio dos mais fracos
Fortalece o sistema corrompido
E a sociedade?
Normal! A Ética morreu!

Depois reclamam do governo!
Esquecem dos seus próprios deslizes!
A memória é fraca.
Normal! A Ética morreu!

Em dia cinzento 
Vela-se a morte da Ética 
Ao lado da despedida…
Uma flor! Símbolo de esperança.

Esperança por um novo mundo!
Do renascer da Ética 
Da transparência!
Da verdade!

Não! A ética não morrerá!
Ela deixa essa semente
Para que um dia…
Vire floresta!

 

ESPAÑOL

¡La ética murió!

Por: Renata Mello

En tiempos acelerados
Cabezas anestesiadas
Los valores distorsionados
¡La ética murió!

Con mucha presión externa
Y poca conexión interna
El alma desequilibrada
¡La ética murió!

Cuantos casos sociales
Robos y deslealtad
¡Normal! ¿Cómo?
¡Normal! ¡La ética murió!

El trabajo escolar es robado
Se asume la autoría inapropiada del proyecto.
¿Y la sociedad?
¡Normal! ¡La ética murió!

Se presentan las respuestas del examen escolar
Chantaje para pasar de año
¿Y la sociedad?
¡Normal! ¡La ética murió!

En pruebas anónimas
Presionan la divulgación de la autoría
Resultados son intercambiados
¡Normal! ¡La ética murió!

El silencio de los débiles
Fortalece el sistema corrupto.
¿Y la sociedad?
¡Normal! ¡La ética murió!

¡Entonces se quejan del gobierno!
¡Olvidan sus propios resbalones!
La memoria es débil.
¡Normal! ¡La ética murió!

En día gris
Se ve la muerte de la ética
Al lado de la despedida …
¡Una flor! Símbolo de esperanza

¡Esperanza de un nuevo mundo!
El renacimiento de la ética.
¡De la transparencia!
¡De la verdad!

¡No! ¡La ética no morirá!
Ella deja esta semilla
Esperando algún día…
¡Convertirse en bosque!

Barcelona: Como não te amar?

PORTUGUÊS

Por: Renata Mello

Ah, Barcelona!
Como não te amar?
Tu és cidade-única
Tu és cidade-plural
Tu és uma cidade-multicultural

Tu és Cidade-Gaudí
Com o dragão escondido da Batlló
Com os soldados da Milá
Com as curvas sinuosas do Parque Güell
Com a monumentalidade da Sagrada Família

Tu és Cidade-Sant Medir
Com a música abre alas
Com os cavaleiros pelas ruas
Com a vizinhança vibrante
Com os confeitos arremessados

Tu és Cidade-Sant Jordi
Com as pessoas no Passeio de Grácia
Com os homens recebendo livros
Com as mulheres acolhendo as rosas
Com a celebração dos corações apaixonados

Tu és Cidade-Sant Joan
Com as praias lotadas
Com as pessoas a bailar
Com a alegria espalhada
Com os fogos a iluminar

Tu és Cidade-Sant Mercè
Com as ruas cheias de arte
Com os povos reunidos
Com as águas de Montjuïc a bailar
Com o céu todo a iluminar

Tu és Cidade-Sant Esteban
Com a família toda reunida
Com a celebração da união
Com os canelones gratinados
Com as histórias saudosistas

Ah, Barcelona!
Como não te amar?
Tu és cidade-encanto
Tu és cidade-jovial
Tu és uma cidade-especial

ESPAÑOL

Barcelona: ¿Cómo no amarte?

Por: Renata Mello

¡Ah, Barcelona!
¿Cómo no amarte?
Eres ciudad-unica
Eres ciudad-plural
Eres una ciudad-multicultural

Tu es Ciudad-Gaudí
Con el dragón oculto de Batlló
Con los soldados de Milá
Con las curvas sinuosas del Park Güell
Con la monumentalidad de la Sagrada Familia

Tu es Ciudad-Sant Medir
Con música abre alas
Con los caballeros por las calles
Con los vecinos vibrantes
Con los caramelos lanzados

Tu es Ciudad-Sant Jordi
Con gente en el Paseo de Gracia
Con hombres recibiendo libros
Con mujeres ganando a las rosas
Con la celebración de corazones enamorados

Tu es Ciudad-Sant Joan
Con playas abarrotadas
Con personas bailando
Con alegría extendida
Con los fuegos encendidos

Tu es Ciudad-Sant Mercè
Con calles llenas de arte
Con la gente reunida
Con las aguas de Montjuïc bailando
Con todo el cielo iluminando

Tu es Ciudad-Sant Esteban
Con toda la familia junta
Con la celebración de la unión
Con canelones gratinados
Con las historias de nostalgia

¡Ah, Barcelona!
¿Cómo no amarte?
Eres ciudad-encantadora
Eres ciudad-jovial
Eres una ciudad-especial

Poesia: ¿Cuánto “bale”?

Por: Renata Mello
¿Cuánto “bale”?
Quanto vale isso? E aquilo?
Muito ou pouco?
Depende…
Quanto vale uma patente?
“bale”?
Muito ou pouco?
Depende…
Quanto vale um carro?
Novo ou velho?
Muito ou pouco?
Depende…
Quanto vale um serviço?
Todos os dias? Tempo integral?
Muito ou pouco?
Depende…
Quanto vale uma amizade?
Antiga? Recente?
Muito ou pouco?
Depende…
Quanto você vale?
Como???
Muito ou pouco?
Depende? Depende!
Sim, tudo vale.
Não, não vale.
Depende…
Depende do valor que agregamos.
Se vale muito…
Queremos
Se não vale nada,
Desprezamos.
Então…
Tudo está no valor,
Que damos as pessoas
E coisas.
No valor que damos,
A nós mesmos
Esse essencial valor
Para trocarmos.
Quanto temos para trocar?
Trocar não é doar,
Não é perder,
É ganhar.
Esse é o jogo.
Do ganha, ganha.
Troca-se quando
Se tem au-alto valor.

Poesia: Relacionamento

Por: Renata Mello
Tudo começa no olhar.
Linhas invisíveis se encontram.
Desperta o gosto por desvendar.
O sorriso aparece discreto.
A distância diminui.
As mãos se encontram.
O coração acelera.
O beijo acontece.
A doce brincadeira começa.
No toque sensível dos lábios.
No encontro suave da pele.
Na troca de perfumes discretos.
De repente uma pausa.
Um momento de contemplar.
Surge um pequeno espaço.
Que seduz.
Que briga para não existir.
Que desperta mais o desejo.
Que instiga uma pequena loucura.
E surge novamente um sorriso.
Uma malícia discreta.
Lúdica.
Criativa.
Intensa.
Palavras baixinhas aparecem.
Quase sem querer.
Ao pé do ouvido.
As pernas enfraquecem.
A respiração se acentua.
Os abraços fortalecem.
Os olhos se aproximam.
Os corpos se reconhecem.
Recomeçam novos carinhos.
A emoção transparece.
A confiança cresce.
O ritmo perfeito acontece.
Festeja-se o encontro.
Não objetivamente marcado.
Mas surpreendentemente ocorrido.
Que embala e encanta.
O tempo e o espaço.
Divide.
O som do coração.
Ensurdece.
Palavras escritas são trocadas.
Um novo encontro marcado.
Lembranças na mente desabrocham.
O tempo parece adormecido.
A espera angustia.
Mas…
Aperfeiçoa.
Lapida.
Perdido na multidão.
Um som familiar aparece.
As mãos novamente se encontram.
A cumplicidade cresce.
Os ciclos de descobertas recomeçam.
Novas emoções surpreendem.
Uma dança cósmica acontece.
Cheio de encantos e carícias.
O mágico momento permanece.
A emoção eterniza.
A mente vivifica.
O amor que se anuncia.

Poesia: Viver deixa marcas

Por: Renata Mello

Conforme os dias passam,
E as folhas do calendário caem,
Vamos deixando as nossas marcas,
E também recebendo outras.

Nossos primeiros traços…
O choro que ecoa na maternidade;
O pezinho registrado no teste;
E a mão pintada na escola.

O rosto com formas arredondadas,
Demonstram nossa jovialidade,
Inexperiência,
Curiosidade.

Marcas roxas aparecem,
Pelo jogo de queimada,
Volei,
Ou por outra aventura.

Às vezes surge, um joelho ralado,
Uns pontos na testa,
Uns dentes quebrados,
Por mais algumas estripulias…

Mas isso não intimida.
Não nessa fase de descobertas.
Da cara lisinha.
Do sorriso inocente.

Muitos calendários são trocados.
O rosto modificado,
O olhar mais maduro,
O sorriso mutável.

A impressão digital estampada,
Em documentos com fotos,
Retratam que o tempo passou,
E que algumas pegadas já ficaram para trás.

Nossa! Quantas histórias…
Que marcaram por intensidade,
E por emoções,
Ora de alegria, Ora de tristeza.

Como nos transformamos!
Variações que nos ajustam…
E nos desajustam…
Uma constante mudança.

Acho que viver é isso.
As certezas virando dúvidas.
As dúvidas… certeza.
Uma dualidade constante.

Loucura?
Talvez!
Mas assim amadurecemos,
Somando as marcas.

Marcas que contam histórias,
De amores,
Aventuras,
Amizades,
Viagens…

A cada ano que chega,
Renovam-se as possibilidades,
De estampar as nossas ideias,
Os nossos sonhos.

Em palavras,
Em desenhos,
Em poemas,
Em canções.

Isso terá fim?
Acho que não.
Pois esses vestígios.
Eternizam-nos.

Poesia: Flores

Por: Renata Mello

Apenas são!
Extremamente belas.
Simplesmente sensacionais.
Sensibilidade extremada.

Obras perfeitas.
Surpreendente nas formas.
Sutileza nos detalhes.
Arrojadas nas cores.

Beleza que encanta.
Delicadeza que seduz.
Vibram positivamente.
Causam fascínio.

Seres da Abundância.
Da magnitude.
Do amor.
Da luz.

Únicas e cativantes.
Divinas por natureza.
Transmutam perante os olhos.
Modificam-se com o tempo.

Raras ou abundantes.
Necessitam de cuidados.
Pedem com delicadeza.
Para serem cultivadas.

Oferecem seu perfume.
Presenteiam com as cores.
Acariciam ao tocá-las.
Conquistam no silêncio.

Energia poderosa.
Que transforma os corações.
Ilumina os olhares.
Une as pessoas.