Casa Portoro

Por: Renata Mello

A Casa Portoro é um novo ponto de encontro de arquitetos, designers e artistas. O local possui 14 ambientes decorados, com propostas que buscam atender aos mais variados gostos e preferências. É possível encontrar soluções dentro do estilo urbano, do contemporâneo até ligadas a Pop Art.

Os espaços foram elaborados por profissionais do segmento de interiores visando expor revestimentos atuais, peças de arte e produtos voltados a decoração, facilitando desta forma, a escolha destes itens por parte dos clientes e arquitetos. Vale a pena conferir!

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Fotos: Renata Mello, 2018
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Fundação Maria Luisa e Oscar Americano

Por: Renata Mello

A Fundação Maria Luisa e Oscar Americano localizada no Morumbi é um oásis em meio a cidade de São Paulo. O local abriga uma reserva vegetal de aproximadamente 25.000 árvores de espécies nativas brasileiras, que criam uma barreira natural que impedem a chegada de ruídos externos à propriedade, proporcionando aos visitantes um agradável passeio. 

Esse refúgio é ponto obrigatório aos amantes das artes e da arquitetura, pois encontra-se a antiga residência da família Americano, projetada pelo renomado arquiteto modernista Oswaldo Arthur Bratke. A construção datada de 1953 é um exemplo singular da arquitetura brasileira.

Hoje transformada em museu, aloja obras de arte de Cândido Portinari, Di Cavalcanti, peças sacras e principalmente objetos e quadros do período Imperial Brasileiro. 

Além disso, ao percorrer os caminhos naturais que circundam o edifício é possível encontrar belas esculturas posicionadas estrategicamente que embelezam ainda mais a visitação.

Sem dúvida, a Fundação agrega de forma harmoniosa a natureza, as diversas artes e a arquitetura. A boa música também não poderia faltar. Ao longo do ano importantes musicistas realizam concertos que chegam para somar neste ambiente que transpira requinte, bom gosto e sensibilidade artística.

Confira algumas fotos do local.

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Fotos: Renata Mello

Desenho de Cidades Seguras e Acessíveis

Por: Renata Mello

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Foto: Renata Mello

“Desenho de Cidades Seguras e Acessíveis” foi o tema da palestra proferida por Hannah Machado, coordenadora de Desenho Urbano e Mobilidade da empresa Bloomberg Philanthropies, durante o 1º Seminário de Acessibilidade e Desenho Universal no Contexto Urbano organizado pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo, nesta última terça 19. 

Hannah destaca que a organização onde trabalha promove ações para ampliar a segurança global no trânsito, a fim de reduzir a taxa de 1,25 milhões de mortes registradas anualmente no mundo em decorrência de acidentes nas vias de tráfego de veículos. 

Menciona que a redução de velocidade para 50 km/h imposta aos condutores de veículos automotores já reduziu os índices de acidentes, mas tal ação isolada ainda não resolve significativamente o problema. Um ponto importante de mudança seria o de planejar as cidades com foco nos transeuntes ao invés dos automóveis. Essa premissa coloca o pedestre como prioridade, depois os transportes coletivos, os de carga e por último os carros individuais, conforme ilustração abaixo.

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Fonte: Hannah Machado –  imagem extraída da apresentação

Desta forma, para melhorar a segurança das pessoas, seria preciso adotar algumas estratégias de Desenho Urbano, ampliando as calçadas, áreas de espera e encurtando os pontos de travessias. Hanna enumera 12 possibilidades, que seguem:

  1. Travessia de pedestres;
  2. Ilha de refúgio;
  3. Travessia elevada;
  4. Cruzamento elevado;
  5. Extensão do meio fio;
  6. Estreitamento dos raios de conversão;
  7. Lombada;
  8. Almofadas Atenuadoras;
  9. Chicana;
  10. Estreitamento da via;
  11. Reconfiguração de cruzamentos;
  12. Mini rotatória.

Para conhecer com mais profundidade estas opções, baixe os livros: “O Desenho de cidades seguras” ou o “Global street design guide” disponíveis gratuitamente na internet.

Outra boa notícia é que iniciativas de projetos urbanos pensados a partir da priorização dos pedestres, já estão em andamento na capital paulista. O bairro de São Miguel Paulista, por exemplo, está sendo estudado e redesenhado em pontos estratégicos. Serão 18 pontos de intervenção com o intuito de criar uma centralidade mais segura e caminhável. Quiçá seja replicado para outras localidades da cidade. Os cidadãos agradecem!

Cohousing: Uma alternativa promissora

Por: Renata Mello

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Fonte: Pixabay

Já parou para imaginar como serão os próximos anos de sua vida? Quais pessoas irão morar com você? Que local viverá? Que atividades pessoais e profissionais estará desempenhando? Estas foram algumas perguntas que docentes da UNICAMP se fizeram.

A partir destas inquietudes decidiram pesquisar modelos de habitações que poderiam proporcionar maior qualidade de vida, sem onerar muito nos custos e que ao mesmo tempo ampliasse as relações sociais. Como resultado deste processo descobriram que a modalidade de Cohousing, originária da Dinamarca, é um modelo viável também em terras brasileiras.

As estruturas de Cohousing possuem sempre casas privativas para todos os moradores e uma espécie de clube interno, local onde converge as atividades coletivas, como reuniões, festas e almoços de confraternização, o que estimula a convivência entre as pessoas que ali residem, reforçando muito os laços sociais.

A constituição desta modalidade de moradia, consiste em um primeiro momento, agrupar pessoas com interesses afins e que estão dispostas em residir em “condomínios intencionais”.

Identificado os possíveis moradores, formaliza-se uma associação em que são definidos em grupo, as regras que estarão vigentes no residencial. No caso brasileiro, a primeira Cohousing ainda está nesta fase de formalização, mas já foi batizada de Vila ConViver.

Num segundo estágio adquiri-se um terreno que atenda a demanda desta comunidade. Após definido o local, todos os envolvidos corroboram no desenvolvimento do projeto arquitetônico junto de profissionais da construção.

Além do projeto arquitetônico possuir uma co-participação de todos os envolvidos, as demais definições operacionais e de manutenção seguem a mesma prática democrática.  Todos os residentes possuem o mesmo poder de decisão, não havendo hierarquia dentro desta estrutura. Outra característica comum deste modelo é que os integrantes pagam uma taxa mensal, destinada a manutenção das áreas verdes e edificações comuns.

E quais são as vantagens de viver em uma Cohousing?

As vantagens de optar em viver em uma Cohousing é a construção de uma rede de parceiros e amigos que compartilham as alegrias e as tristezas naturais da vida, o que enriquece a experiência humana. Os integrantes costumam ter diversas idades, permitindo a troca intergeracional. No caso brasileiro, o primeiro conjunto será destinado a idosos, mas esse modelo, não é necessariamente o padrão. O fator econômico também se destaca como uma vantagem, pois os gastos coletivos são distribuídos igualmente entre todos, suavizando as despesas no final do mês.

Sem dúvida, um modelo muito convidativo de morar!

Nota: As informações desta matéria foram baseadas nas palestras de Laura Fitch e de Sérgio Mühlen (Vila ConViver) apresentadas durante o “1°Fórum de Moradia para a Longevidade” promovido pelo Secovi, Estadão e Imaginare no dia 9 de Novembro em São Paulo.

Aconselhamento Profissional

Por: Renata Mello

O mercado profissional tem mudado para todas as áreas, se tornando essencial investir no autoconhecimento. Ter um diploma universitário não é suficiente para assegurar um trabalho, é necessário ir além. As empresas não estão em busca apenas de um bom técnico ou especialista, mas de uma pessoa que saiba resolver problemas de forma rápida e econômica. Buscam profissionais comunicativos que saibam interagir com grupos heterogêneos, que possuam habilidades de negociação e efetivação de importantes parcerias para a concretização de um projeto, por exemplo. 

Dentro desse mar chamado mercado é imprescindível saber seus diferenciais e colocá-los a serviço. Não importa se é em um corporação ou dentro de uma jornada como autônomo. Por isso invista em descobrir suas potencialidades.

Esse processo de auto-descobertas não é fácil, exige determinação e coragem. É um exercício que vale fazer ao longo de toda a existência, refletindo diretamente no âmbito profissional, mas também nas demais áreas da vida.

Se precisar de um apoio inicial, procure por um aconselhamento profissional!

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Foto: Renata Mello

[Detalhes] Artefacto D&D 2017

Por: Renata Mello

Nesta última quarta-feira (3), a Artefacto do Shopping D&D inaugurou mais uma Mostra de Decoração atraindo arquitetos e personalidades, que vieram conferir as novidades. As palavras que resumem os espaços são: sofisticação, sutileza, poética, equilíbrio e harmonia compositiva. Os resultados podem ser conferidos a seguir:

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Tendências de Milão 2017

Por: Renata Mello

Milão é uma importante metrópole italiana que atrai visitantes do mundo inteiro, em especial durante a destacada semana de Design, quando criadores de produtos, arquitetos, jornalistas, lojistas e amantes de tendências, podem circular entre as mais renomadas marcas do setor moveleiro dentro do “Salone del Mobile Milano”. Em paralelo outros pontos da cidade apresentam instalações temporárias com propostas ligadas as artes, ao design autoral ou correlatas ao espírito do período.

Diante da relevância deste acontecimento anual, o Shopping D & D  promoveu nesta quarta-feira (3) um evento em que se destacou a apresentação da diretora de redação da Casa Vogue, Taissa Buescu. O foco foi apresentar 6 tendências para o ano de 2017 identificadas durante a semana de Design em Milão, a partir de peças selecionadas por ela e sua equipe. Confira os destaques apontados:

1- Tons da Natureza

Em 2017, os diversos nuances de verde e de laranja estarão em alta, com destaque para o caramelo, o ferrugem e o verde musgo. Os vinhos, os rosês e alguns tons de azul também marcarão presença.

Fotos de Renata Mello feitas durante a apresentação de Taissa Buesco

2- Geometria Angular

As formas geométricas oriundas de formações não ortogonais também comporão os móveis neste ano, como mostram os exemplos a seguir. 

Fotos de Renata Mello feitas durante a apresentação de Taissa Buesco

3 – Circulares

Outro destaque foi a aplicação de alta tecnologia e novos materiais em luminárias, sofás, cadeiras, mesas e banquetas, com recorrência nos formatos circulares. A mesa Talisman, por exemplo, exposta pela Luis Vuitton é composta por elementos geométricos em couro que resulta em um efeito plástico único e marcante.

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Fotos de Renata Mello feitas durante a apresentação de Taissa Buesco

4 – Poéticos

Além da inspiração cromática, a natureza também serviu como ponto de partida para a criação de peças com apelo poético. A lua, o satélite natural da terra, inspirou muitos designers, mas o destaque foi para a peça Liquefy que conseguiu reproduzir no vidro a movimentação das águas. 

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Fotos de Renata Mello feitas durante a apresentação de Taissa Buesco

5- Componíveis

Móveis e objetos concebidos para atender as variadas demandas e/ou preferências. Os sofás modulares estarão muito presentes, além de peças customizáveis, como propõe a obra Gaku, em que os elementos de dentro do cubo podem ser trocados facilmente.

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Fotos de Renata Mello feitas durante a apresentação de Taissa Buesco

6- Vibe Millennial

Essa tendência está alinhada ao perfil da geração Millennial. Segundo publicação da Deloitte, corresponde as pessoas nascidas após 1982 já imersas as facilidades tecnológicas e que valorizam mais o propósito do negócio do que o lucro. Dessa forma, como seria a linguagem das peças para essa geração? A obra Alphabet of light exposta em Milão traz a inovação alinhada a esse grupo geracional, através da iluminação no formato da tipografia própria dos computadores.

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Fotos de Renata Mello feitas durante a apresentação de Taissa Buesco

Essas foram as principais tendências e imagens captadas por Renata Mello durante o evento nesta última quarta-feira. Maiores detalhes sobre a feira de Milão estão disponíveis na edição da Casa Vogue deste mês.