Design Week de Milão: Tendências

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Por: Renata Mello

A badalada Design Week de Milão ocorreu entre os dias 17 a 22 de Abril e atraiu  pessoas de todos os continentes que foram fazer negócios, identificar novas tecnologias, trocar experiências e captar as tendências propostas pelos renomados designers e arquitetos. Estes profissionais participaram das inúmeras instalações, dentro do salão do móvel e nos eventos simultâneos espalhados pela capital milanesa.

Para identificar as novidades deste evento, Renata assistiu palestras sobre os destaques de Milão com as jornalistas responsáveis pela edição da revista Casa Claudia, Eliana Sanches e Denise Gustavsen e outra com a arquiteta Marília Pellegrini. Para somar as suas fontes, leu a edição da revista Casa Vogue sobre o evento. 

O que se destaca em todos os discursos é que cada vez mais os ambientes, objetos e acabamentos estão sendo elaborados para proporcionar experiências únicas, através de instalações sensoriais.  

Somado a este cenário, as cores quentes como os vermelhos e os alaranjados foram aplicadas juntas ou associadas aos tons de violeta. Outra combinação predominante foi o terracota com o verde estando em quase todos os lugares. Já o rosê foi considerado a cor neutra do momento. 

Para contrapor com as matizes explosivas, os tons pastéis estiveram presentes em peças com efeito degradê compondo os acabamentos de mobiliários, cortinas e peças de design. 

Esses tons mais serenos também predominaram nos ambientes internos que foram concebidos para estimular paz e quietude ao espírito, convidando as pessoas a momentos de relaxamento em meio ao caos vivenciado em suas rotinas.

Outra tendência que se manteve forte foi a crescente consciência ecológica, a partir do reuso de objetos e materiais. Um forte exemplo esteve presente na 3D Housing 05, casa impressa em 3D, do arquiteto Massimiliano Locatelli, na qual foram utilizados restos de demolição como matéria prima.

Além dos materiais ecológicos, destacou-se também o uso crescente de vidros e espelhos com alta tecnologia e com efeitos plásticos variados que poderão enriquecer ainda mais os ambientes.

Em meio a tantos lançamentos e proposições, mais uma boa notícia: o Brasil se sobressaiu na semana por sua crescente produção no design de qualidade. Um excelente indicador para o mercado nacional. Que siga crescendo e estimulando novas criações!

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Tapetes brilham na décor 2018

Por: Renata Mello

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Foto: Renata Mello, 2018 – Vitrine da loja Botteh Handmade Rugs

Você sabia que um dos destaques da semana do Design em Milão foi o uso de tapetes nas paredes? Sim, eles voltaram fortemente para abrilhantar na decoração residencial, variando em cores, texturas e formas.

Para demonstrar essa tendência na prática, a loja Botteh convidou a arquiteta Marília Pellegrini que em parceria com o designer Edson Nunes ambientaram a vitrine desta temporada. O espaço foi concebido com tapetes produzidos manualmente no Nepal e na Índia, contextualizados com móveis e peças nacionais, confecionados com fibras naturais extraídas da bananeira e do tucum.

Na foto acima, é possível conferir o resultado final desta composição que orquestra várias peças artesanais que trazem a este cenário: força, história e identidade. Vale a pena conferir!

Festival: mObgraphia 2018

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Foto: Renata Mello, 2018

 

Por: Renata Mello
O mObgraphia 2018 é a quinta edição do festival dedicado a produção de fotografias com smartphones. Para coroar o início das atividades, na sexta (20) ocorreu no MIS – Museu da Imagem e do Som – o anúncio dos vencedores ao prêmio mObgraphia 2018* nas 6 categorias abertas: arte; documental; paisagem; preto & branco; retrato e street. 
Os convidados da noite de abertura puderam apreciar a poética visual das obras premiadas. Essas fotografias estão disponíveis para contemplação pública nos meses de Abril e Maio no MIS/SP. Vale a pena conferir!
Em paralelo ocorrerão exposições exclusivas na Biblioteca Mario de Andrade de 1 de Maio a 17 de Junho e fórum de educação visual no início de Junho neste mesmo local.
Além disso, o festival contará com a ação social: “Mobgraphia Inclusiva” promovendo oficinas nos CEUS da capital ao longo do mês de Maio, com o intuito de democratizar a prática de retratar as cenas da vida utilizando smartphones.
Com todas estas ações simultâneas, o mObgraphia via reforçar o poder dos registros fotográficos através dos celulares como uma forma importante de comunicação no mundo atual. Bora fotografar!
*Para conhecer mais sobre os vencedores do prêmio “mObgraphia 2018” veja no instagram: @renatamello.blog

Gustavo Rosa: Instituto

Por: Renata Mello

O artista plástico Gustavo Rosa, conhecido por seu valoroso trabalho no contexto da arte brasileira devido as composições cromáticas vibrantes, ineditismo na forma humorada e irreverente de expressar personagens e temas do cotidiano, faleceu em 2013.

Para perpetuar suas obras e sua memória, os familiares decidiram criar em 2016, um Instituto que leva o seu nome. A sede localizada no Jardim Paulista, abriga a antiga residência-ateliê do artista. 

O ambiente dialoga diretamente com as produções de Gustavo, apresentando um clima leve, alegre e descontraído. Ao longo da visitação é possível conhecer as diversas fases produtivas do artista através de suas pinturas e esculturas. 

Para conhecer mais, veja algumas obras selecionadas:

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Fotos: Renata Mello, 2018

O Instituto possui inúmeras ações educativas e sociais para trazer a arte ao grande público, estando aberto de segunda a sexta das 9:00hs às 18:00hs e todo primeiro sábado do mês (11-15h). Vale a pena conferir!

 

SP Arte 2018: uma livre narrativa

Por: Renata Mello
A SP Arte 2018 está ocorrendo na Bienal do Ibirapuera até dia 15 de Abril. O evento conta com a participação de galerias nacionais e internacionais que juntas somam mais de 140 estabelecimentos voltados as artes visuais, apresentando artistas consagrados e jovens talentos.
Renata esteve na abertura do evento e conferiu as novidades deste ano. A partir desta experiência, criou uma livre narrativa utilizando de seus registros para convidar o leitor a uma reflexão sobre as relações entre a natureza, o homem e as cidades e como algumas dessas ligações podem gerar conexões desarmônicas que criam tensões e crises. Em contrapartida é possível fazer ligações harmoniosas, mais positivas e equilibradas, criando desta forma uma nova realidade.
Partindo da premissa que a arte é um reflexo da sociedade na qual está inserida, a autora convida o expectador a refletir sobre as imagens coletadas.
Fotos: Renata Mello, 2018
Obra 1: Hugo Mendes – Galeria Ybakatu / Obra 2: Roland Gebhardt – Karla Osorio Galeria / Obra 3: Romy Pocztaruk – Zipper Galeria / Obra 4: Jorge Mayet – Galeria Inox, Rio de Janeiro / Obra 5: Janaina Mello Landini – Zipper Galeria / Obra 6: Gabriel Wickbold – Gabriel Wickbold Studio and Gallery, São Paulo / Obra 7: Vini Parisi – Luis Maluf Art Gallery, São Paulo / Obra 8: Toz- Movimento Arte Contemporânea, Rio de Janeiro / Obra 9: Matias Mesquita – Zipper Galeria / Obra 10: Hidelbrando de Castro – Lurixs: Arte Contemporânea / Obra 11: Evandro Soares – Arte Hall Galeria de Arte, São Paulo / Obra 12: Bruno Faria – Periscópio Arte Contemporânea, Belo Horizonte / Obra 13: Ai Weiwei – Neugerriemschneider, Berlin / Obra 14: Wesley Duke Lee – Bergamin & Gomide, São Paulo / Obra 15: Horácio Frutuoso – Balcony Gallery, Lisboa / Obra 16: Horácio Frutuoso – Balcony Gallery, Lisboa / Obra 17: Paulo Aquarone – Andrea Rehder Arte Contemporânea / Obra 18: Andrea Rehder Arte Contemporânea / Obra 19: Ignacio Gatica – Casa Nova Arte e Cultura Contemporânea / Obra 20: Simone Cupello – Central Galeria, São Paulo / Obra 21: Simone Cupello – Central Galeria, São Paulo / Obra 22: Não identificado / Obra 23: Martinho Patrício – Galeria Superfície, São Paulo / Obra 24: Andrea Rehder Arte Contemporânea / Obra 25: Andy Warhol – Galeria Houssein Jarouche / Obra 26: Alê Jordão – Choque cultural Galeria, São Paulo / Obra 27: Alê Jordão – Choque cultural Galeria, São Paulo / Obra 28: Juliana Stein – Sim Galeria, Curitiba e São Paulo/ Obra 29: Não identificado / Obra 30: Horácio Frutuoso – Balcony Gallery, Lisboa / Obra 31: Almandrade – Baró Galeria, São Paulo / Obra 32: Túlio Pinto – Baró Galeria / Obra 33: Paul Setúbal e Dora Smék – Andrea Rehder Arte Contemporânea / Obra 34: Florian Raiss – Galeria Lume / Obra 35: Florian Raiss – Galeria Lume / Obra 36: Gustavo Rezende – Fernando Pradilla, Bogotá / Obra 37: Gustavo Rezende – Fernando Pradilla, Bogotá / Obra 38: Giovani Caramello- Oma Galeria, São Bernardo do Campo / Obra 39: Giovani Caramello- Oma Galeria, São Bernardo do Campo / Obra 40: Fundação Oscar Niemeyer em parceria com a Etel / Obra 41: Flávio Rossi – Luis Maluf Art Gallery, São Paulo / Obra 42: Vermelho Steam, João Cunha & Crespo – Luis Maluf Art Gallery, São Paulo / Obra 43: Ariel Orozco – Licenciado, Cidade do México / Obra 44: Roberto Magalhães – Referência Galeria de Arte, Brasília / Obra 45: Almandrade – Karla Osorio Galeria / Obra 46: Abidiel Vicente – Galeria Houssein Jarouche / Obra 47: Claudia Melli – Galeria Eduardo Fernandes e Kubikgallery, Porto / Obra 48: Ana Neute – Por Itens, São Paulo / Obra 49: Os Gêmeos – Fortes D´Aloia & Gabriel, São Paulo e Rio de Janeiro.
Para saber mais das obras e artistas, acesse o site das galerias ou fornecedores:
Ana Neute – Por Itens
Andrea Rehder Arte Contemporânea
Arte Hall Galeria de Arte
Balcony Gallery
Baró Galeria
Bergamin & Gomide
Casa Nova Arte e Cultura Contemporânea
Central Galeria
Etel
Fernando Pradilla
Fortes D´Aloia & Gabriel
Gabriel Wickbold Studio and Gallery
Galeria Eduardo Fernandes
Galeria Houssein Jarouche
Galeria Inox
Galeria Lume
Galeria Superfície
Galeria Ybakatu
Karla Osorio Galeria

Licenciado gallery
Luis Maluf Art Gallery
Lurixs: Arte Contemporânea
Movimento Arte Contemporânea
Neugerriemschneider
Oma Galeria
Choque cultural Galeria
Periscópio Arte Contemporânea
Referência Galeria de Arte
Zipper Galeria

Cores e sabores no Piola Jardins

Por: Renata Mello
O Piola Jardins está mais colorido do que de costume. Entre os dias 2 a 15 de Abril recebe em suas instalações, o coletivo de arte idealizado por Elisa Monde. A profissional organizou a exposição “Homens na arte” com trabalhos de 20 artistas* que passam pelo surrealismo, hiperrealismo, o abstrato, street art, entre outros.
Em um ambiente descontraído, as cores e os sabores se misturam criando uma experiência única! Um casamento perfeito entre gastronomia e a arte. Vale a pena conferir!
Conheça alguns destaques desta mostra:

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*Artistas: Andree Guittcis, Aravena, Casé, Celau, Cleverson Andrade, Daniel Pastor, Erick Amarante, Erik Ops, Fernando Arcon, Fernando Spaziani, Jeremias Ortiz, João Naccarato, Leo Dco, Lucas Pennacchi, Luciano de Oliveira, Marcelo Colares, Marcos Damascena, Scarfig, Toni Braz, Renato Gave

Arquitetura Árabe

Por: Renata Mello

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Grande Mesquita Sheikh Zayed – Fonte: Pixabay
A Casa Portoro foi o palco da ‘I Conferência de Arquitetura Árabe Contemporânea’ nesta última quarta-feira (14). Nesta ocasião, o arquiteto sírio Hasan Alharek abordou sobre três temas distintos da arquitetura árabe. 
O primeiro enfoque da discussão foi sobre as antigas casas típicas da capital Síria, Damasco. Segundo Hasan, as construções são muito próximas umas das outras, por isso, as residências não são voltadas para o exterior, mas para um pátio central interno, onde fica localizado um fontanário. A função principal desse átrio central é de facilitar a circulação de ar fresco e de permitir a entrada de luz natural, assegurando a salubridade das casas e o conforto térmico das mesmas. Já o interior destas moradias é rico em ornamentos geométricos remetendo a plantas e animais. Esses elementos são utilizados na concepção de qualquer ambiente, aplicados tanto nos pisos quanto nas paredes.
Após esse panorama geral sobre as moradias, o palestrante expôs a respeito das mesquitas islâmicas. Cabe mencionar, que os países árabes possuem três religiões predominantes: o cristianismo, o judaísmo e o islamismo. No entanto, para ilustrar a arquitetura árabe, Hasan escolheu se aprofundar nas tipologias das mesquitas. Para tanto, apresentou o seguinte vídeo:
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=4ykDTwjY7fs – Acesso em 19.03.2018
Os pontos principais expostos:
  1. Arquitetura islâmica possui ornamentos geométricos e caligrafia árabe nas paredes;
  2. Cúpula como elemento de aproximação com o céu e que permite ampliar verticalmente as construções;
  3. As mesquitas possuem um elemento chamado de Malgaf que serve para conduzir o ar para os ambientes internos e uma torre de vento conhecida como Badgir para direcioná-lo. Desta forma, busca-se uma ventilação natural eficiente nestes edifícios;
  4. Estas construções sagradas também possuem painéis decorativos nas aberturas (Mashrabiya), que filtram a luz e mantêm a privacidade do local;
  5. Outra particularidade das mesquitas é que sempre indicam a direção de Meca, cidade considerada a mais sagrada no mundo para os muçulmanos.
    Por fim, o foco da apresentação se voltou para a arquitetura contemporânea árabe com destaque para algumas construções de Dubai. As formas geométricas permanecem nos interiores, mas de forma mais sutil, como por exemplo, aplicadas em apenas alguns elementos da construção. O uso da tecnologia nos edifícios também é outro denominador comum. 
    Sem dúvida, uma arquitetura rica em história, significado e religiosidade!
Para conhecer mais, vejam os livros:
  • Arquitectura Islámica en Andalucía da editora Taschen – autores: Marianne Barrucand e Achim Bednorz
  • Caligrafia Árabe da Bibliaspa – autor: Moafak Dib Helaihel