Luz na Arquitetura Hospitalar

Por: Renata Mello

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A arquitetura hospitalar tem se transformado ao longo dos séculos. Antes eram grandes salões com camas lado a lado onde os doentes eram tratados pelos médicos e assistentes. Ao longo do século XX os ambientes de saúde foram se transformando em espaços mais privativos, porém impessoais e frios. Nos últimos 20 anos este cenário tem sofrido novas alterações em decorrência da tecnologia e avanços em pesquisas que comprovam os impactos positivos sobre a recuperação das pessoas em condutas e locais mais humanizados.
Dentro deste panorama, cheios de desafios aos arquitetos que reformam ou desenvolvem novas instalações em edifícios ligados a saúde, foi desenvolvido o livro “Luz na Arquitetura Hospitalar” de autoria da Neide Senzi que discute a importância da iluminação no contexto da humanização destes ambientes. 
O lançamento desta publicação ocorreu dia 11 na loja da Puntoluce Gabriel contando com a palestra da autora e seus convidados Siegbert Zanettini e João Carlos Bross que tiveram participação especial nesta edição.
Como resultado das apresentações realizadas por esta equipe de gabaritados profissionais, é possível dizer que: os novos rumos da arquitetura voltada a saúde estão ligados ao equilíbrio entre a razão e a sensibilidade. O processo construtivo deve ser cada vez mais industrializado e otimizado, enquanto os ambientes resultantes devem emocionar e permitir maior flexibilidade de uso, conforme as necessidades e preferência dos usuários. 
Neste contexto, o projeto de iluminação artificial deverá contemplar a criação de cenas mais aconchegantes e outras mais eficientes a prática de procedimentos. Já a iluminação natural deve ser reinserida dentro destes espaços, inclusive nas unidades de tratamento intensivo. Tal medida, permitirá que o ciclo natural do organismo seja restabelecido, melhorando a vida dos que trabalham e dos pacientes que permanecem grandes períodos dentro dos hospitais.
Os desafios não se encerram na iluminação, uma vez que a telemedicina, a robótica em cirurgias e outras inúmeras novidades estão crescendo dentro desta temática, mas é certo que as condutas e locais serão mais humanizados. O futuro está sendo desenhado, mas os arquitetos deverão estar cada vez mais conectados as novas transformações.
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Em foco: Evandro Soares

Por: Renata Mello

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O artista Evandro Soares nasceu no interior da Bahia, em uma cidade pequena e tranquila, longe da dinâmica própria das capitais. Sua primeira experiência em meio aos arranha-céus foi em Goiânia, quando se viu maravilhado com as paisagens e possibilidades culturais encontradas nas grandes cidades.
Por tal encantamento, decidiu se mudar para esta cidade, onde atuou durante alguns anos como serralheiro. Em meio as suas produções na oficina, desenvolvia poucas obras artísticas, até que resolveu migrar em definitivo para o universo das artes.
Sua experiência profissional anterior, permitiu um domínio sobre os metais, que utiliza até hoje para desenvolver seus quadros-esculturas, onde recria espacialmente escadas, janelas e outros elementos da urbe.
Em suas últimas produções, Evandro fez uso também de fotografias de prédios construídos ou em processo de construção. Tendo como pano de fundo estas imagens, extraiu suas linhas compositivas e as retratou no espaço tridimensional através de elementos metálicos em perspectiva.
O resultado destes trabalhos recentes podem ser conferidos na Arte Hall Galeria na exposição “Arquitetura Inventada” até dia 27 de Julho. Vale a pena conferir!
Quer conhecer mais obras deste artista? Acesse o Instagram: @renatamello.blog

Em foco: Elisa Mondè

Por: Renata Mello

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Obra: Greta Kressa – Artista Elisa Mondè 

Foto: Renata Mello, 2018 – Piola Jardins

 

Elisa Mondè é uma profissional de inúmeras habilidades. Muito comunicativa, se expressa através de uma conversa cativante, mas é através de suas obras como artista plástica que deixa sua marca visual.
Nascida no interior de São Paulo, desde muito cedo se apaixonou pela arquitetura das construções antigas, pelas artes visuais e pelo universo da moda, treinando sua percepção para captar texturas e composições formais marcantes do seu dia a dia. 
Sempre  aberta a novos desafios, cria a partir deste somatório de elementos que permeiam seus universos de interesse, resultando em um discurso compositivo que sobrepõem imagens e se conectam ao estilo de Beatriz Milhazes. Como resultado, apresenta quadros cheios de cores, formas e muitas referências de sua história pessoal. Vale a pena conhecer seu trabalho!
Confira + obras da artista no instagram: @renatamello.blog 

Psicologia das cores

Por: Renata Mello

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Foto: Pixabay
As cores estão presentes no dia a dia das pessoas compondo as paisagens naturais e os ambientes construídos. Elas interferem tanto na emoção como na razão, variando conforme o contexto cultural nas quais estão inseridas.
Esse é um tema muito instigante e é tratado no livro ” A psicologia das cores” de Eva Heller em que são discutidos os universos: subjetivo e objetivo das cores a partir de pesquisa realizada juntos aos cidadãos alemães. Se essa investigação fosse aplicada em outra comunidade, os resultados poderiam ser diferentes, pois os valores, costumes e tradições interferirem na interpretação de cada cor.
Mas independente das variações culturais, a maior parte dos indivíduos são impactados pelas cores, até algumas pessoas com deficiência visual relatam que apesar de não enxergarem sentem vibrações distintas conforme a cor refletindo diretamente nas suas percepções.
Desta forma, os publicitários, arquitetos, estilistas, artistas e demais profissionais que trabalham com a composição cromática costumam estudar com profundidade esse universo para propor projetos, produtos ou obras adequados para cada demanda.
Independente do grau de conhecimento técnico sobre o tema, cada indivíduo possui uma leitura intuitiva sobre as cores. Ao se falar na cor amarela, o que vem a mente? Muitos podem responder: o Sol. O que o Astro rei traz como simbologia? Calor, verão, alegria. Essas interpretações são compatíveis com a cor amarela. Sabendo disso, o mercado publicitário cria embalagens de protetor solar com essa cor. O setor de cervejas adota muitas vezes esta coloração em suas campanhas.
A mesma reflexão pode ser feita para as demais cores, veja o caso do verde. O verde remete a natureza, a verdura, ao natural, ao saudável. Sendo assim, empresas com a preocupação voltada a esses elementos compõem suas logomarcas com tons de verde. Além disso, essa cor também remete a tranquilidade e ao equilíbrio, sendo muito utilizada em quartos de dormir.
O azul está associado ao céu, ao infinito e a paz; o laranja ao próprio fruto, ao sabor cítrico e a diversão; o violeta a flor, ao místico e a espiritualidade. O branco no ocidente, traz a paz e o preto a sofisticação ou o luto, entre outras possibilidades.
Esse universo das cores é muito rico e não acaba nesta discussão, cabendo mergulhar em outras leituras que abram ainda mais esse horizonte. Bons estudos!!!

Natureza para o bem-estar: Casa Cor SP

Por: Renata Mello

A Casa Cor São Paulo 2018 abre oficialmente para o público e segue até dia 29 de julho. O desafio lançado aos profissionais desta edição foi de criar ambientes baseados no mote “a casa viva”.

A partir de hoje (22), os visitantes podem se inspirar nos 82 espaços baseados na natureza, com cores e elementos que buscam trazer o equilíbrio entre mente, corpo e espírito, resultando na sensação de completo bem-estar.

As proposições deste ano reforçam a ideia da casa como um refúgio e compactuam com a tendência identificada pela conceituada designer holandesa Li Edelkoort que diz:

 “As pessoas buscam por paz em casa já que não há paz fora dela. Sua casa é onde você consegue se retrair quase como uma fortaleza ou um santuário, para contemplar, acalmar a mente e olhar para objetos lindos”.

Para trazer essa tranquilidade aos ambientes internos alguns escritórios e profissionais de arquitetura como: Paola Ribeiro, Fernando Brandão, Camila Bevilacqua, Marcelo Salum, Andrea Teixeira, Fernanda Negrelli, GDL Arquitetura, Jóia Bergamo, Triplex Arquitetura, Roberto Migotto, MN Arquitetura e interiores, Très Arquitetura, Suíte Arquitetos, entre tantos outros, apostaram no uso da natureza viva associada a elementos em tons de verde e/ou terracota.

Outro recurso amplamente adotado está na utilização de elementos decorativos feitos artesanalmente ou que possuam forte ligação com a história de um lugar ou comunidade.

Cabe destacar ainda que o espaço chave neste processo de relaxamento é o banheiro. Os projetados para a Casa Cor estão integrados aos jardins externos, possuindo vistas harmoniosas e que transmitem paz.

Abaixo confira alguns destaques que entram na atmosfera de promover o bem-estar:

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Fotos: Renata Mello, 2018

+ fotos no Instagram: @renatamello.blog

Tapetes brilham na décor 2018

Por: Renata Mello

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Foto: Renata Mello, 2018 – Vitrine da loja Botteh Handmade Rugs

Você sabia que um dos destaques da semana do Design em Milão foi o uso de tapetes nas paredes? Sim, eles voltaram fortemente para abrilhantar na decoração residencial, variando em cores, texturas e formas.

Para demonstrar essa tendência na prática, a loja Botteh convidou a arquiteta Marília Pellegrini que em parceria com o designer Edson Nunes ambientaram a vitrine desta temporada. O espaço foi concebido com tapetes produzidos manualmente no Nepal e na Índia, contextualizados com móveis e peças nacionais, confecionados com fibras naturais extraídas da bananeira e do tucum.

Na foto acima, é possível conferir o resultado final desta composição que orquestra várias peças artesanais que trazem a este cenário: força, história e identidade. Vale a pena conferir!

Em foco: Beatriz Milhazes

Por: Renata Mello

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Foto: Renata Mello, 2018 – Extraída da capa do DVD “Arquitetura da Cor: Beatriz Milhazes

Beatriz Milhazes, artista brasileira de destaque internacional, possui uma obra muito consistente. Ao longo de sua trajetória profissional, desenvolve trabalhos com resultados plásticos inconfundíveis, a partir de composições formais sobrepostas e cores marcantes.

Suas pinturas abstratas resultam de uma mescla de referenciais. Suas fontes de inspiração estão pautadas principalmente nas belezas naturais, na cultura popular brasileira, com grande destaque ao carnaval carioca e produções de grandes artistas como Mondrian e Matisse.

Durante o processo de composição cromática e formal de suas obras, Beatriz atua como um regente que comanda sua orquestra, como resultado entrega aos espectadores obras que esbanjam cores e que produzem um efeito visual que aguça os sentidos. Sem dúvida, uma artista singular!

Para conhecer mais sobre sua biografia e produções, recomenda-se assistir ao documentário “Arquitetura da Cor: Beatriz Milhazes” disponível em algumas livrarias. Esta obra cinematográfica explicita seu processo criativo e apresenta também o ateliê da artista. Vale a pena conferir!