Barcelona: Hospital Santa Creu i Sant Pau

Por: Renata Mello

PORTUGUÊS

Barcelona é uma cidade que possui muitas obras singulares da arquitetura mundial, tendo como destaque as instalações do antigo “Hospital Santa Creu i Sant Pau”. Esse local possui um impressionante conjunto arquitetônico idealizado originalmente por 48 pavilhões destinados a saúde, os quais foram projetados pelo arquiteto modernista catalão Lluís Domènech i Montaner no ano de 1901. Concretamente apenas 27 edifícios foram construídos entre 1902 a 1930, mas somente 16 seguiram o projeto original.

Montaner estudou o que havia de vanguarda para a época do ponto de vista médico, tecnológico e arquitetônico e propôs soluções espaciais que nasciam em função das necessidades humanas. Após um período de pesquisas, o arquiteto projetou edifícios com numerosas janelas, implantados estrategicamente no terreno segundo a importância de suas funções dentro do sistema hospitalar. Além disso, os prédios foram posicionados para facilitar a entrada de luz natural, a ventilação constante e permitir o contato visual entre o interior e o jardim proposto, criando uma atmosfera salubre. As soluções adotadas favoreciam a pronta recuperação dos pacientes e melhoravam as condições laborais dos médicos e demais trabalhadores.

Efetivamente as atividades do complexo se iniciaram em 1916 e foram até 2009, mas desde 1997 é considerado Patrimônio Mundial da UNESCO, transcendendo sua importância inicial. Atualmente o antigo “Hospital Santa Creu i Sant Pau” está aberto à visitação e convida aos amantes das artes e da boa arquitetura a desfrutar deste lugar que encanta os olhos e traz paz a alma.

A seguir encontra-se uma exposição fotográfica contendo imagens captadas por Renata Mello, durante visita realizada em setembro de 2019. Desfrutem!

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ESPAÑOL

Barcelona es una ciudad que tiene muchas obras únicas de arquitectura mundial, destacando las instalaciones del antiguo “Hospital Santa Creu i Sant Pau“. Este sitio tiene un impresionante conjunto arquitectónico diseñado originalmente por 48 pabellones de salud, que fueron diseñados por el arquitecto modernista catalán Lluís Domènech i Montaner en el año 1901. Específicamente, solo se construyeron 27 edificios entre 1902 y 1930, pero 16 siguieron el proyecto original.

Montaner estudió lo que estaba a la vanguardia de la época desde un punto de vista médico, tecnológico y arquitectónico, y propuso soluciones espaciales que nacieron en respuesta a las necesidades humanas. Después de un período de investigación, el arquitecto diseñó edificios con numerosas ventanas, ubicadas estratégicamente en el suelo de acuerdo con la importancia de sus funciones dentro del sistema hospitalario. Además, los edificios se colocaron para facilitar la entrada de luz natural, ventilación constante y permitir el contacto visual entre el interior y el jardín propuesto, creando una atmósfera saludable. Las soluciones adoptadas favorecieron la pronta recuperación de los pacientes y mejoraron las condiciones de trabajo de los médicos y otros trabajadores.

De hecho, las actividades del complejo comenzaron en 1916 y fueron hasta 2009, pero desde 1997 se considera Patrimonio de la Humanidad por la UNESCO, trascendiendo su importancia inicial. Hoy en día, el antiguo “Hospital Santa Creu i Sant Pau” está abierto a los visitantes e invita a los amantes de las artes y la buena arquitectura a disfrutar de este lugar que deleita los ojos y trae paz al alma.

A continuación, se muestra una exposición fotográfica que contiene imágenes tomadas por Renata Mello durante una visita realizada en septiembre de 2019. ¡Disfruta!

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Luz na Arquitetura Hospitalar

Por: Renata Mello

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A arquitetura hospitalar tem se transformado ao longo dos séculos. Antes eram grandes salões com camas lado a lado onde os doentes eram tratados pelos médicos e assistentes. Ao longo do século XX os ambientes de saúde foram se transformando em espaços mais privativos, porém impessoais e frios. Nos últimos 20 anos este cenário tem sofrido novas alterações em decorrência da tecnologia e avanços em pesquisas que comprovam os impactos positivos sobre a recuperação das pessoas em condutas e locais mais humanizados.
Dentro deste panorama, cheios de desafios aos arquitetos que reformam ou desenvolvem novas instalações em edifícios ligados a saúde, foi desenvolvido o livro “Luz na Arquitetura Hospitalar” de autoria da Neide Senzi que discute a importância da iluminação no contexto da humanização destes ambientes. 
O lançamento desta publicação ocorreu dia 11 na loja da Puntoluce Gabriel contando com a palestra da autora e seus convidados Siegbert Zanettini e João Carlos Bross que tiveram participação especial nesta edição.
Como resultado das apresentações realizadas por esta equipe de gabaritados profissionais, é possível dizer que: os novos rumos da arquitetura voltada a saúde estão ligados ao equilíbrio entre a razão e a sensibilidade. O processo construtivo deve ser cada vez mais industrializado e otimizado, enquanto os ambientes resultantes devem emocionar e permitir maior flexibilidade de uso, conforme as necessidades e preferência dos usuários. 
Neste contexto, o projeto de iluminação artificial deverá contemplar a criação de cenas mais aconchegantes e outras mais eficientes a prática de procedimentos. Já a iluminação natural deve ser reinserida dentro destes espaços, inclusive nas unidades de tratamento intensivo. Tal medida, permitirá que o ciclo natural do organismo seja restabelecido, melhorando a vida dos que trabalham e dos pacientes que permanecem grandes períodos dentro dos hospitais.
Os desafios não se encerram na iluminação, uma vez que a telemedicina, a robótica em cirurgias e outras inúmeras novidades estão crescendo dentro desta temática, mas é certo que as condutas e locais serão mais humanizados. O futuro está sendo desenhado, mas os arquitetos deverão estar cada vez mais conectados as novas transformações.