Artista Dedé: Entre Linhas

Por: Renata Mello
Dedé* é um artista baiano com influências catalãs, que desenvolve quadros, objetos e murais a partir de sua expertise em publicidade e design gráfico. Seu processo criativo começa com linhas compostas no papel que depois são transferidas para o computador, buscando através deste ferramental, maior precisão a sua intensão artística.
As matérias primas que servem como base de suas obras, variam conforme os achados do artista, adotando por vezes o couro, a borracha e a madeira, onde são impressos seus traçados. As cores de fundo de suas produções também são oriundas dos próprios materiais garimpados, variando muito de trabalho para trabalho, mas tendem a ser tons mais fechados, trazendo um ar de contemporaneidade e sofisticação.
Seus trabalhos estão expostos na Arte Hall Galeria e podem ser conferidos até dia 01 de Março de 2018. Veja alguns destaques desta mostra:

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Fotos: Renata Mello
*Renato Lins
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Casa Portoro

Por: Renata Mello

A Casa Portoro é um novo ponto de encontro de arquitetos, designers e artistas. O local possui 14 ambientes decorados, com propostas que buscam atender aos mais variados gostos e preferências. É possível encontrar soluções dentro do estilo urbano, do contemporâneo até ligadas a Pop Art.

Os espaços foram elaborados por profissionais do segmento de interiores visando expor revestimentos atuais, peças de arte e produtos voltados a decoração, facilitando desta forma, a escolha destes itens por parte dos clientes e arquitetos. Vale a pena conferir!

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Fotos: Renata Mello, 2018

Desenho de Cidades Seguras e Acessíveis

Por: Renata Mello

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Foto: Renata Mello

“Desenho de Cidades Seguras e Acessíveis” foi o tema da palestra proferida por Hannah Machado, coordenadora de Desenho Urbano e Mobilidade da empresa Bloomberg Philanthropies, durante o 1º Seminário de Acessibilidade e Desenho Universal no Contexto Urbano organizado pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo, nesta última terça 19. 

Hannah destaca que a organização onde trabalha promove ações para ampliar a segurança global no trânsito, a fim de reduzir a taxa de 1,25 milhões de mortes registradas anualmente no mundo em decorrência de acidentes nas vias de tráfego de veículos. 

Menciona que a redução de velocidade para 50 km/h imposta aos condutores de veículos automotores já reduziu os índices de acidentes, mas tal ação isolada ainda não resolve significativamente o problema. Um ponto importante de mudança seria o de planejar as cidades com foco nos transeuntes ao invés dos automóveis. Essa premissa coloca o pedestre como prioridade, depois os transportes coletivos, os de carga e por último os carros individuais, conforme ilustração abaixo.

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Fonte: Hannah Machado –  imagem extraída da apresentação

Desta forma, para melhorar a segurança das pessoas, seria preciso adotar algumas estratégias de Desenho Urbano, ampliando as calçadas, áreas de espera e encurtando os pontos de travessias. Hanna enumera 12 possibilidades, que seguem:

  1. Travessia de pedestres;
  2. Ilha de refúgio;
  3. Travessia elevada;
  4. Cruzamento elevado;
  5. Extensão do meio fio;
  6. Estreitamento dos raios de conversão;
  7. Lombada;
  8. Almofadas Atenuadoras;
  9. Chicana;
  10. Estreitamento da via;
  11. Reconfiguração de cruzamentos;
  12. Mini rotatória.

Para conhecer com mais profundidade estas opções, baixe os livros: “O Desenho de cidades seguras” ou o “Global street design guide” disponíveis gratuitamente na internet.

Outra boa notícia é que iniciativas de projetos urbanos pensados a partir da priorização dos pedestres, já estão em andamento na capital paulista. O bairro de São Miguel Paulista, por exemplo, está sendo estudado e redesenhado em pontos estratégicos. Serão 18 pontos de intervenção com o intuito de criar uma centralidade mais segura e caminhável. Quiçá seja replicado para outras localidades da cidade. Os cidadãos agradecem!

Curso:: Universo das cores na arquitetura de interiores: teoria e prática

Por: Renata Mello

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Foto: Pixabay

No primeiro semestre de 2018, Renata Mello ministrará o curso “Universo das Cores na Arquitetura de Interiores: teoria e prática” na Universidade Aberta do Tempo Útil da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

O objetivo será instruir os alunos sobre o universo teórico e prático das cores para a aplicação harmônica nos diversos estilos de arquitetura de interiores. As inscrições estão abertas para todos os interessados maiores de 18 anos. As aulas serão terças ou quintas-feiras no período da manhã ou tarde em 16 encontros de 90 minutos. 

Valor do Investimento: 5 parcelas de R$ 160,00.

Para maiores informações: http://up.mackenzie.br/extensao/uatu/

 

O que é o Universal Design?

Por: Renata Mello

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Foto: Renata Mello – 1ª Mostra Casa e Corporativo Acessíveis – 2010

O Universal Design é um conceito que surgiu nos Estados Unidos e se popularizou no Brasil como Desenho Universal. Trata-se de uma forma de conceber os projetos, produtos ou serviços para a maior extensão possível das pessoas, incluindo as variações antropométricas, sensoriais e de compreensão.

Para tanto, os profissionais devem observar sete princípios que servem como norteadores, no desenvolvimento dos seus projetos. Aspectos como: proporcionar igualdade de uso dos espaços e produtos; o de criar opções de acesso ou manuseio respeitando as preferencias e habilidades individuais; o de minimizar o risco de acidentes; o de oferecer mais de uma forma de alerta em áreas que demandam mais atenção; o de ser simples e intuitivo facilitando na utilização de um equipamento ou ambiente; o de proporcionar áreas de aproximação e condições para desempenhar as atividades propostas; e o de assegurar baixo esforço físico.

Na prática, significa por exemplo, criar ambientes inclusivos que atendam a diversidade humana, como é o caso do “atelier do estilista de moda jovem” elaborado pela arquiteta Maria Fernanda Rodrigues para a 1ª Mostra Casa e Corporativo – 2010. O projeto propôs bancada de trabalho ergonômica e mobiliários de apoio que permitiam que uma pessoa sentada em cadeira de rodas ou de escritório, acessasse todas as áreas disponíveis.

Com essa mudança de paradigma, as soluções arquitetônicas, tecnológicas e de design podem proporcionar melhores condições de uso e percepção para uma maior extensão possível de pessoas, beneficiando diretamente aos idosos, crianças, obesos, gestantes e pessoas com deficiência que encontram mais barreiras físicas, porque suas necessidades nem sempre são contempladas.

Cores e Criatividade

Por: Renata Mello

Nesta quarta-feira (2), a empresa Portoro especializada em revestimentos, louças e metais sanitários ofereceu aos arquitetos e designers, a palestra “Cores e Criatividade” com Elisabeth Wey, pesquisadora conhecida por definir bienalmente as cores-tendências brasileiras e por presidir o Comitê Brasileiro de Cores (CECAL). 

O evento também contou com a participação especial do publicitário Paulo Lacerda, que expôs sua expertise sobre o tema da criatividade, após sua permanência na Universidade de Buffalo em Nova Iorque. 

No início destas apresentações, uma indagação!

O que é criatividade para você?

Paulo deixou claro que NÃO significa INVENÇÃO. Criatividade para ele é RESOLVER PROBLEMAS. Para tanto é necessário olhar, perguntar, questionar e duvidar. O arquiteto ou designer precisa inicialmente compreender profundamente seu cliente e definir com clareza o problema. Entre a descoberta do desafio apresentado até o momento “Eureka”, o trabalho deve ser árduo, envolvendo uma profunda imersão, pesquisa, crítica e muita lapidação para que de fato uma ideia se torne um projeto.

Elisabeth ilustrou esse trajeto criativo, contando o processo de elaboração de seu livro “Cores do Brasil”, que começou com uma pergunta aparentemente óbvia, mas difícil de ser respondida: “Quais são as cores do Brasil?”

O primeiro instante foi de incertezas, mas após muitas conversas com profissionais de diversas áreas, chegou-se a conclusão que a atmosfera brasileira é única e que a paleta de cores deveria ser extraída desse recorte. O olhar para a natureza foi essencial para captar os momentos efêmeros do nascer e do entardecer e suas nuances cromáticas.

Como resultado do processo, as matizes encontradas foram tons mesclados. O efeito próprio encontrado pela aquarela. Após chegar nessa conclusão, Elisabeth convidou alguns profissionais para criarem produtos com esta proposta, como é o caso da estampa produzida pela arquiteta Ana Cristina Ávila, que teve seu trabalho exposto no evento. 

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Arte de Ana Cristina Ávila – Foto: Renata Mello, 2017

Outra novidade revelada neste encontro foi que as cores do Brasil definidas como tendência pela cartela CECAL para 2017 – 2019 já estão disponíveis na Portoro para a pintura de paredes, madeiras e metais. 

Sem dúvida, uma boa notícia para os profissionais que possuem como desafio trabalhar constantemente com a criatividade e que desejam surpreender positivamente seus clientes. “Bora criar”! 

 

Outro olhar sobre a Casa Cor

Por: Renata Mello

A exposição virtual “Outro olhar sobre a Casa Cor” apresenta fotos artísticas e poéticas captadas a partir de uma busca atenta e minuciosa de Renata, durante a importante mostra de decoração instalada na capital paulista. Confira!

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Fotos: Renata Mello – Casa Cor/SP, 2017