Intercâmbio em Barcelona (P2)

Por: Renata Mello

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Foto: Arquivo pessoal – Renata Mello, 2019

PORTUGUÊS

O ato de viajar sempre foi e será um convite para expandir horizontes, para sair da rotina diária e se aventurar em um mundo novo. Foi neste processo de descobertas que Renata se envolveu. Esta publicação apresenta a segunda parte dos desafios e conquistas vividos por ela, durante o intercâmbio em Barcelona que ocorreu entre outubro de 2018 a março de 2020. Leia a seguir o seu relato:

Eu gosto de dividir essa viagem em dois momentos. O primeiro marcado principalmente por um processo de adaptação cultural, somado aos estudos do mestrado e ao processo de autoconhecimento com a coach, que compreendeu entre outubro de 2018 a julho de 2019.

O segundo momento se iniciou em setembro de 2019, logo após um período de férias no Brasil. Meus objetivos eram de concluir o trabalho da coach, estudar espanhol, praticar esportes, buscar uma colocação profissional e de viajar pelo país.

Para que tudo isso fosse possível, precisei renovar minha autorização de permanência por mais um ano. Alterei meu visto de estudante para outro que me permitia buscar trabalho. Confesso que durante esse processo de atualização fiquei um pouco tensa. Eram tantos documentos para comprovar a minha sustentabilidade financeira, somado ao pagamento de inúmeras taxas, que me geraram um certo desgaste físico e emocional. Só quem já passou por isso, compreende essa angústia pré-visto.

Durante este processo, descobri que minha autorização de permanência na Espanha me enquadrava como profissional altamente qualificada e que só poderia atuar no setor Cultural, que era o que havia estudado nos últimos meses. Acrescido a esse “detalhe” que já me restringia profissionalmente, também não poderia ocupar a vaga laboral de nenhum espanhol. Enfim, as barreiras eram quase intransponíveis para o trabalho, mas segui com fé até o último dia. Infelizmente não encontrei uma maneira de me inserir regularmente no mercado profissional.

Posso dizer, que as regras para estrangeiros são realmente muito restritivas, principalmente quando você não possui um passaporte europeu. Ter uma boa qualificação profissional, não é o suficiente!

Paralelo aos trâmites consulares, atualizei meu currículo, me inscrevi na academia e no curso de espanhol. Essas foram as primeiras ações, assim que retornei. Queria criar uma rotina saudável! Passei a praticar esportes duas a três vezes na semana. Comecei a comprar alimentos sem agrotóxico e busquei cozinhar minha própria comida.

Até comprei panelas e um fogareiro para cozinhar no quarto. Exatamente isso! Minha casa era composta por um quarto, banheiro e uma pequena varanda. Não havia cozinha privativa, só uma coletiva no térreo. Por isso precisei criar uma cozinha móvel dentro do meu quarto para ter um pouco de qualidade alimentar. Mesmo com espaço bem restrito, eu amava o meu habitat. Saudades do meu quarto, o amado 422.

Para me incentivar na produção gastronômica, comprei uma panela de baixa pressão cor de rosa. Eu sou apaixonada por essa cor e toda vez que olhava minha panela colorida, ficava empolgada para cozinhar nela. Tive que adotar estratégias de psicologia comigo mesma e vi que funcionou superbem!

Outra decisão acertada foi ter me inscrito no curso de espanhol. A professora não queria me colocar na turma, dizendo que estava acima do nível básico 3, mas eu quis assim mesmo. Esse local não tinha cursos intermediários, mas era muito próximo da minha casa e pela praticidade resolvi frequentar as aulas.

Acho que esse foi um dos grandes presentes do intercâmbio. Comecei a estudar em uma classe com pessoas de vinte nacionalidades diferentes e conforme foi passando o tempo, me dei conta de que não havia muitas diferenças entre nós. Os sonhos, os medos, a ânsia de transformar o mundo eram pontos em comum. Eu confesso que fiquei maravilhada com essa descoberta de que não importava a origem, em essência éramos todos iguais. As fronteiras eram ilusórias.

Conheci pessoas incríveis nesta turma! Grande parte dos meus companheiros de estudo já haviam realizado inúmeras viagens pelo mundo ou mesmo já haviam morado em vários países. Por tais feitos, possuíam uma cabeça muito mais aberta a diversidade. Estavam mais conectadas as pessoas do que com uma nação em específica, se transformando em cidadãos do mundo. Como aprendi com essa rica experiência.

Outra surpresa positiva desta fase foi a de encontrar o “Grupo de Mulheres do Brasil em BCN”, associação destinada a apoiar as imigrantes brasileiras residentes na cidade e arredores. A base do trabalho era toda voluntária e cada uma se agrupava a partir de seus interesses e habilidades.

Logo me identifiquei com a proposta e me tornei uma delas. Junto com a Bruna, por exemplo, passei a liderar o comitê de cultura e pouco a pouco fomos organizando eventos e planejando as ações para 2020. Foi uma vivência maravilhosa e extremamente enriquecedora. Conheci mulheres incríveis!

Juntas, nos tornamos mais fortes! Começamos a crescer dentro da sociedade catalã através de importantes parcerias com empresas locais. Tudo isso em tão pouco tempo! Sinto muita alegria e satisfação por ter contribuído neste trabalho que tem como nobre propósito o de acolher e empoderar a imigrante brasileira, colocando-a como protagonista dentro de seu meio.

Além disso, ganhei mais presentes da vida. Fiz outras amizades especiais, tais como, com meus vizinhos de residência, com meu amigo gestor cultural do México, com meus companheiros do mestrado e seus namorados, com meu professor preferido do mestrado, com minhas amigas intelectuais brasileiras, entre tantos outros que me acolheram com palavras de amor e carinho, ou mesmo com um abraço sincero.

Outra coisa mágica que aconteceu neste período, foi o de reencontrar amigos muito antigos que fazia anos que não nos víamos. Foi o caso dos encontros históricos com a amiga venezuelana Manena, com o amigo mexicano, Juan Carlos e com o francês, companheiro de aventuras, Nicolas. Como poderia imaginar que Barcelona seria o ponto de convergência de tantas conexões afetivas!

Quantos milagres! Quantos presentes! Como não agradecer tudo isso! Obrigada ao universo por todas essas experiências que me enriqueceram a alma. Viver em Barcelona não foi fácil! Enfrentei inúmeros desafios internos e externos, mas evolui muito como pessoa. Me emocionei com a generosidade humana!

Também recebi visitas e conselhos de amigos queridos que já me conheciam de longa data. Como foi importante todas essas conexões! Meus amigos brasileiros também me acompanharam de perto. Mesmo estando longe fisicamente, não estava desconectada deles.

E minha família? Lógico que eles gostariam que eu não estivesse longe, mas eu não estava. Falava constantemente com eles por telefone em longas chamadas de vídeo. Acompanhava suas histórias e conquistas mesmo vivendo em outro país. Eu sei que para eles a minha ausência foi a mais difícil, mas eu precisava construir o meu caminho. Minha alma pedia expansão e eu segui esse chamado.

Alguns poderão me perguntar e o trabalho da coach? Você terminou? Eu concluí 85% do meu objetivo. Tive que efetuar uma pausa. Nem sempre foi possível permanecer em estado introspectivo. Necessitei agir em muitas circunstâncias externas e não podia seguir canalizando minha energia para dentro. Como os espanhóis diriam: Não passa nada!

Esse processo de autoconhecimento continua pela vida. Essa permanência em Barcelona fez parte de mais uma etapa nesta viagem! Não mencionei muito sobre as viagens físicas que realizei, pois elas formam parte deste cenário de tantos aprendizados.

E o futuro? Eu ainda não sei. Ficarei no Brasil? Morarei em outro país? Não estou preocupada com isso agora, sei que dia a dia me preparo para atuar neste novo mundo e irei para onde for necessário o meu trabalho.

Por fim, quero agradecer a você, leitor!

Obrigada por viajar comigo nesta história. Até a próxima!

Intercambio en Barcelona (P2)

Por: Renata Mello

ESPAÑOL

El acto de viajar siempre ha sido y será una invitación a expandir horizontes, salir de la rutina diaria y aventurarse en un mundo nuevo. Fue en este proceso de descubrimientos que Renata se involucró. Esta publicación presenta la segunda parte de los desafíos y logros experimentados por ella, durante el intercambio en Barcelona que tuvo lugar entre octubre de 2018 y marzo de 2020. Lea su historia a continuación:

Me gusta dividir este viaje en dos momentos. El primero estuvo marcado principalmente por un proceso de adaptación cultural, agregado a los estudios del máster y al proceso de autoconocimiento con la coach, que comprendió entre octubre de 2018 y julio de 2019.

El segundo momento comenzó en septiembre de 2019, justo después de unas vacaciones en Brasil. Mis objetivos eran completar el trabajo de coaching, estudiar español, practicar deportes, buscar una colocación profesional y viajar por el país.

Para que todo esto fuera posible, tuve que renovar mi autorización para quedarme por un año más. Cambié mi visa de estudiante por una que me permitiera buscar trabajo. Confieso que durante este proceso de actualización estaba un poco tensa. Había tantos documentos para demostrar mi sostenibilidad financiera, además del pago de numerosas tasas, lo que generó cierta tensión física y emocional. Solo aquellos que han pasado por esto, entienden esta angustia antes de obtener la vista.

Durante este proceso, descubrí que mi autorización para permanecer en España me clasificó como una profesional altamente calificada y que solo podía trabajar en el sector Cultural, que era lo que había estudiado en los últimos meses. Además de este “detalle” que ya me restringía profesionalmente, no podía ocupar la vacante de trabajo de ningún español. De todos modos, las barreras eran casi insuperables para el trabajo, pero seguí con fe hasta el último día. Desafortunadamente, no encontré una manera de ingresar al mercado profesional regularmente.

Puedo decir que las reglas para los extranjeros son en realidad muy estrictas, especialmente cuando no tienes un pasaporte europeo. ¡Tener una buena calificación profesional no es suficiente!

Paralelo a los procedimientos consulares, actualicé mi currículo, me inscribí en la academia y en el curso de español. Esas fueron las primeras acciones, así que regresé. ¡Quería crear una rutina saludable! Empecé a practicar deportes dos o tres veces por semana. Comencé a comprar alimentos sin pesticidas e intenté cocinar mi propia comida.

Incluso compré ollas y sartenes para cocinar en la habitación. ¡Exactamente eso! Mi casa constaba de un dormitorio, baño y un pequeño balcón. No había cocina privada, solo una colectiva en la planta baja. Así que tuve que crear una cocina móvil dentro de mi habitación para tener algo de calidad alimentaria. Incluso con espacio limitado, me encantaba mi hábitat. Echo de menos mi habitación, la amada 422.

Para animarme en la producción gastronómica, compré una olla rosa de baja presión. Me encanta este color y cada vez que miraba mi olla de color, me invitaba cocinar en ella. ¡Tuve que adoptar estrategias de psicología conmigo misma y vi que funcionó de manera excelente!

Otra decisión correcta fue inscribirse en el curso de español. La profesora no quería ponerme en la clase, diciendo que estaba por encima del nivel básico 3, pero yo dice que quería de todos modos. Este lugar no tenía cursos intermedios, pero estaba muy cerca de mi casa y por razones prácticas decidí asistir a clases.

Creo que ese fue uno de los grandes regalos del intercambio. Comencé a estudiar en una clase con personas de veinte nacionalidades diferentes y, con el tiempo, me di cuenta de que no había muchas diferencias entre nosotros. Los sueños, los miedos, la necesidad de transformar el mundo eran puntos comunes. Confieso que estaba encantada con este descubrimiento de que no importaba de dónde viniéramos, en esencia todos éramos iguales. Las fronteras eran ilusorias.

¡Conocí gente increíble en esta clase! La mayoría de mis compañeros de estudios ya habían realizado numerosos viajes alrededor del mundo o incluso vivido en varios países. Para tales logros, tenían una mente mucho más abierta a la diversidad. Ellos estaban más conectados con la gente que con una nación específica, convirtiéndose en ciudadanos del mundo. Como aprendí de esta rica experiencia.

Otra sorpresa positiva de esta fase fue encontrar el “Grupo de Mulheres do Brasil em BCN”, una asociación diseñada para apoyar a las inmigrantes brasileñas que viven en la ciudad y sus alrededores. La base del trabajo era voluntaria y cada persona se agrupaba frente a sus grupos de intereses y habilidades.

Luego me identifiqué con la propuesta y pronto me convertí en una de ellas. Junto con Bruna, por ejemplo, comencé a dirigir el comité de cultura y poco a poco fuimos organizando eventos y planificando acciones para 2020. Fue una experiencia maravillosa y extremadamente enriquecedora. ¡Conocí mujeres increíbles!

¡Juntos, nos hacemos más fuertes! Comenzamos a crecer dentro de la sociedad catalana a través de importantes asociaciones con empresas locales. ¡Todo esto en tan poco tiempo! Siento mucha alegría y satisfacción por haber contribuido a este trabajo, cuyo noble propósito es acoger y empoderar a las inmigrantes brasileñas, colocándolas como protagonistas dentro de su entorno.

Además, recibí más regalos de la vida. Hice otras amistades especiales, como, con mis vecinos de residencia, con mi amigo gestor cultural de México, con mis compañeros en la maestría y sus novios, con mi profesor favorito del máster, con mis amigas intelectuales brasileñas, entre muchos otros que me dieron la bienvenida, con palabras de amor y cariño, o incluso con un abrazo sincero.

Otra cosa mágica que sucedió durante este período fue encontrarse con viejos amigos que no se habían visto en años. Este fue el caso de encuentros históricos con la amiga venezolana Manena, con el amigo mexicano Juan Carlos y con el francés, compañero de aventuras, Nicolas. ¡Cómo podría imaginar que Barcelona sería el punto focal de tantas conexiones afectivas!

¡Cuántos milagros! ¡Cuántos regalos! ¡Cómo no agradecer todo esto! Gracias al universo por todas estas experiencias que han enriquecido mi alma. ¡Vivir en Barcelona no fue fácil! Enfrenté innumerables desafíos internos y externos, pero evolucioné mucho como persona. ¡Me conmovió la generosidad humana!

También recibí visitas y consejos de queridos amigos que me conocían desde hace mucho tiempo. ¡Qué importantes fueron todas estas conexiones! Mis amigos brasileños también me siguieron de cerca. Aunque estaba físicamente lejos, no estaba desconectado de ellos.

¿Y mi familia? Por supuesto, desearían que no estuviera lejos, pero no lo estaba. Constantemente hablaba con ellos por teléfono durante largas videollamadas. Yo seguí sus historias y logros a pesar de que vivía en otro país. Sé que mi ausencia fue la más difícil para ellos, pero necesitaba abrirme camino. Mi alma pidió expansión y seguí esa llamada.

Algunos de vosotros podrían preguntarme sobre el trabajo de autoconocimiento con la coach. ¿Tu terminaste? Completé el 85% de mi objetivo. Tuve que tomar un descanso. No siempre fue posible permanecer en un estado introspectivo. Necesitaba actuar en muchas circunstancias externas y no podía continuar canalizando mi energía hacia adentro. Como dirían los españoles: ¡no pasa nada!

Este proceso de autoconocimiento continuará durante toda la vida. ¡Esta estancia en Barcelona fue parte de este viaje! No mencioné mucho sobre los viajes físicos que hice, ya que son parte de este escenario de tantos aprendizajes.

¿Y el futuro? Todavía no lo sé. ¿Me quedaré en Brasil? ¿Viviré en otro país? No estoy preocupada con eso ahora, sé que día a día me estoy preparando para actuar en este nuevo mundo e iré a donde se necesita mi trabajo.

¡Finalmente, quiero agradecerle, lector!

Gracias por viajar conmigo en esta historia. ¡Hasta la próxima!

Educação do futuro

Por Renata Mello

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PORTUGUÊS

Você já parou para pensar a respeito de como deveria ser a educação do futuro? Sobre qual seria a melhor forma de preparar as crianças e os adultos para as novas demandas da sociedade?

Nos próximos anos, as pessoas conviverão cada vez mais com sistemas computacionais inteligentes, onde máquinas poderão otimizar ações repetitivas do dia a dia, ou mesmo atuarem como secretárias virtuais em outras solicitações da jornada diária.

Além disso, o limite de tempo e espaço como se entende hoje se transformará devido a ultra mobilidade proporcionada pelos dispositivos eletrônicos. A realidade física e a virtual estarão cada vez mais interconectadas. 

Devido a tantas mudanças, paira no ar também um estado de insegurança e incertezas quanto ao futuro de algumas profissões e sobre como surfar bem nestas ondas de inovações.  

No campo da educação a reflexão consiste em: “Será que falar sobre matemática, biologia, química e outras áreas afins, serão as temáticas suficientes para enfrentar esta nova era?”  Renata, educadora universitária, acredita que não.

Então, como deveria ser a educação do futuro?

Para responder a essa pergunta, Renata visitou recentemente a escola rural L´Estany localizada no interior da Catalunha, Espanha. Essa escola foi escolhida por apresentar soluções inovadoras que tentam responder as estas novas demandas. Nela, os professores, os pais e os alunos co-criam diariamente, transformando o ato de aprender em um processo contínuo, beneficiando todos os envolvidos.

Existem três pilares chaves neste processo. O primeiro é que as pessoas sejam felizes, o segundo, que o aprendizado ocorra durante o desenvolvimento de projetos reais e por último que todos atuem em prol da comunidade. 

A revista escolar é um exemplo prático deste processo de ensino. Os alunos com idade até 12 anos, escrevem os artigos da revista e depois eles mesmos saem pela comunidade em busca de patrocínio e publicidade para viabilizar a publicação de cada exemplar. 

Essa dinâmica de trabalhar por projeto e com equipes de alunos de diversas idades, associada a parceria entre escola, pais e comunidade local, permite desenvolver indivíduos mais empoderados. Os pequenos são treinados desde cedo, a pensarem, planejarem e efetivarem seus projetos na vida real. 

Outro aspecto a destacar é que após cada atividade educativa, eles recebem três perguntas básicas: 

  • O que você fez?
  • O que aprendeu?
  • Como se sentiu?

Essa última pergunta exercita o aluno a expressar suas emoções de forma livre e sem julgamentos. Essa prática fortalece a inteligência emocional e permite que o indivíduo se posicione de forma mais transparente e verdadeira nos processos.

Outra característica inovadora consiste em reuniões diárias entre as crianças e os professores, as chamadas “assembleias”. Neste espaço todos tem direitos iguais para opinar e apresentar ideias destinadas a solucionar problemas ou tomar decisões relevantes que impactam no coletivo da escola.

Com todas essas iniciativas, as crianças vão progressivamente desenvolvendo diversas habilidades e competências para enfrentar qualquer tipo de situação no presente e no futuro. Espera-se com isso, formar seres humanos mais empoderados, críticos e conscientes de seus papéis como agentes transformadores de seu meio social.

Você conhece outras iniciativas? Compartilhe e enriqueça essa discussão!

Educacion del futuro

Por Renata Mello

ESPAÑOL

¿Alguna vez te has parado a pensar cómo debería ser la educación del futuro? ¿Cuál sería la mejor manera de preparar a niños y adultos para las nuevas demandas de la sociedad?

En los próximos años, las personas vivirán cada vez más con sistemas informáticos inteligentes, donde las máquinas podrán optimizar las acciones diarias repetitivas, o incluso actuar como secretarios virtuales en otras solicitudes del viaje diario.

Además, el límite de tiempo y espacio tal como se entiende hoy cambiará debido a la ultra movilidad proporcionada por los dispositivos electrónicos. La realidad física y virtual estará cada vez más interconectada.

Debido a tantos cambios, también existe un estado de inseguridad e incertidumbre sobre el futuro de algunas profesiones y sobre cómo navegar bien en estas oleadas de innovaciones.

En el campo de la educación, la reflexión consiste en: “¿Hablar de matemáticas, biología, química y otras áreas relacionadas será suficiente para enfrentar esta nueva era?” Renata, una educadora universitaria, cree que no.

Entonces, ¿cómo debería ser la educación del futuro?

Para responder a esta pregunta, Renata visitó recientemente la escuela rural L´Estany ubicada en el interior de Cataluña, España. Esta escuela fue elegida por presentar soluciones innovadoras que intentan responder a estas nuevas demandas. En él, maestros, padres y alumnos co-crean diariamente, transformando el acto de aprender en un proceso constante, beneficiando a todos los involucrados.

Hay tres pilares clave en este proceso. El primero es que las personas están felices, el segundo, que el aprendizaje ocurre durante el desarrollo de proyectos reales y, por último, que todos trabajan para la comunidad.

La revista escolar es un ejemplo práctico de este proceso de enseñanza. Los estudiantes de hasta 12 años escriben los artículos de la revista y luego salen a la comunidad en busca de patrocinio y publicidad para permitir la publicación de cada número.

Esta dinámica de trabajar por proyecto y con equipos de estudiantes de diferentes edades, asociada con la asociación entre la escuela, los padres y la comunidad local, permite desarrollar individuos más empoderados. Los más pequeños están entrenados desde una edad temprana para pensar, planificar y llevar a cabo sus proyectos en la vida real.

Otro aspecto a destacar es que después de cada actividad educativa, reciben tres preguntas básicas:

  • ¿Que hiciste?
  • ¿Que has aprendido?
  • ¿Como te sentiste?

Esta última pregunta ejercita al alumno para expresar sus emociones libremente y sin juzgar. Esta práctica fortalece la inteligencia emocional y permite al individuo posicionarse de manera más transparente y veraz en los procesos.

Otra característica innovadora consiste en reuniones diarias entre niños y maestros, las llamadas “asambleas”. En este espacio, todos tienen los mismos derechos para expresar opiniones y presentar ideas destinadas a resolver problemas o tomar decisiones relevantes que afecten al colectivo de la escuela.

Con todas estas iniciativas, los niños desarrollan progresivamente diferentes habilidades y competencias para enfrentar cualquier tipo de situación en el presente y en el futuro. Con esto, se espera formar seres humanos más empoderados, críticos y conscientes de sus roles como agentes que transforman su entorno social.

¿Conoces otras iniciativas? ¡Comparte y enriquece esta discusión!

 

Inteligência Artificial: Você já ouviu falar?

Por: Renata Mello

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Fonte: Pixabay
PORTUGUÊS
Como o próprio nome sinaliza, trata-se da inteligência vinda das máquinas. Essas compilam dados humanos em âmbito pessoal e coletivo para formar uma base de dados poderosa, que certamente vem impactando a vida das pessoas e será ainda mais tangível no futuro.
Cientes da relevância deste assunto para o meio acadêmico, a Universitat Internacional de Catalunya – UIC convidou a presidente da Microsoft Espanha, a senhora Pilar López Álvarez, para expor sobre este assunto durante a abertura do ano acadêmico 2018-2019. 
Nesta ocasião destacou as oportunidades e responsabilidades em se trabalhar com dados pessoais e coletivos. Citou que assuntos como privacidade e segurança das informações captadas devem estar a frente dos que trabalham com este processo.
A partir do uso responsável e ético dos dados, afirma que essa revolução pode trazer muitos benefícios. Pilar cita como exemplo, o caso das pessoas que possuem algum tipo de deficiência. Estas poderão ver atendidas parte das suas necessidades, antes inimagináveis.
Além disso, essa importante revolução tecnológica já vem rompendo fronteiras entre as pessoas de diferentes nacionalidades, permitindo em tempo real a tradução em diferentes idiomas. Essa tecnologia ainda está embrionária, mas poderá evoluir muito neste sentido.
Sobretudo, a palestrante acredita que a inteligência artificial poderá potencializar a inteligência humana, compreendendo que esta será uma das maiores benesses. Lança aos docentes, o desafio de conciliar todos esses avanços no processo de ensino e aprendizagem.
Os desafios e as oportunidades neste novo cenário são diversos. Cabendo cada indivíduo utilizar a tecnologia com responsabilidade. Que venham estes novos avanços!

 

¿Has oído hablar de la Inteligencia Artificial?

ESPAÑOL
Como el propio término señala, se trata de la inteligencia que proviene de las máquinas. Éstas recopilan datos humanos en un ámbito personal y colectivo para formar una poderosa base de datos que ciertamente va impactando en la vida de las personas y cuyos efectos serán aún más tangibles en el futuro.
La Universitat Internacional de Catalunya – UIC invitó a la presidenta de Microsoft España, la señora Pilar López Álvarez, a exponer sobre este asunto durante la apertura del año académico 2018-2019, conscientes de la relevancia de este asunto para el medio académico.
En esta ocasión destacó las oportunidades y responsabilidades en el trabajo con datos personales y colectivos. Asuntos como la privacidad y la seguridad de la información captada deben estar al frente de los que trabajan con este proceso.
A partir del uso responsable y ético de los datos, afirma que esta revolución puede traer muchos beneficios. Pilar cita como ejemplo, el caso de las personas que poseen algún tipo de discapacidad. Estas podrán ver atendidas parte de sus necesidades de modo antes inimaginable.
Además, esa importante revolución tecnológica ya viene rompiendo fronteras entre las personas de diferentes nacionalidades, permitiendo en tiempo real la traducción en diferentes idiomas. Esta tecnología todavía es embrionaria, pero puede evolucionar mucho en este sentido.
Especialmente, la oradora cree que la inteligencia artificial podrá potenciar la inteligencia humana, comprendiendo que éste será uno de los mayores beneficios. Lucha de los docentes, el desafío de conciliar todos estos avances en el proceso de enseñanza y aprendizaje.
Los desafíos y las oportunidades en este nuevo escenario son diversos. Compete a cada individuo utilizar la tecnología con responsabilidad. ¡Que vengan estos nuevos avances!

Líder Transformacional

Por:  Renata Mello

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Fonte: Pixabay
Você já ouviu falar em líder transformacional? Robert Quinn, consultor e professor de comportamento organizacional da Michigan University Business School, aborda muito sobre este líder em sua publicação “O processo da Mudança: Ferramentas para ser um profissional preparado para as transformações“.
Em um mundo competitivo e com desafios complexos a serem enfrentados com rapidez e eficiência, a força de uma equipe empoderada e motivada pode resultar em soluções únicas e surpreendentes e neste processo o papel do líder transformacional é fundamental. Ele é o regente desta orquestra e como tal deve estimular o desenvolvimento pessoal dos integrantes e ao mesmo tempo gerar uma sintonia do grupo.
O primeiro passo que a pessoa em posição de liderança precisa dar é dedicar-se ao seu autoconhecimento. Não importa o contexto, seja conduzindo um país ou sendo um educador de uma universidade é de suma importância o líder estar fortalecido emocionalmente, fisicamente, espiritualmente e intelectualmente e com um propósito muito claro e definido da sua atuação.
Após essa viagem interior poderá resgatar a integridade do seu ser e a partir disso, estimular a transformação dos seus alunos, no caso de educadores, para que embarquem neste processo profundo, mas libertador. As ações deixam de ser voltadas aos interesses individuais e passam a trabalhar com foco real no bem-estar coletivo.
Todos crescem neste processo, pois o ambiente de trabalho fica mais aberto ao diálogo franco e o respeito cresce entre todos. Por que isso acontece? Porque há espaço para as diferenças e cada um com seu potencial e singularidade, pode contribuir sem medo de ser julgado. Como resultado, a leveza e a alegria aparecem e consequentemente o ambiente fica mais criativo e propício as soluções mais inovadoras.
O filme “Sociedade dos poetas mortos” retrata um exemplo de professor inspirador, que ensina os alunos a refletirem criticamente, despertando em cada um, suas habilidades e potencialidades. Apesar desta obra cinematográfica ser de 1989, suas lições são muito pertinentes para os novos rumos da educação e liderança governamental. Um belo exemplo de líder transformacional.
Carpe diem*!
*Aproveite o dia!

Envelhecimento e qualidade de vida

Por: Renata Mello

Você já parou para pensar em como está envelhecendo?

Não importa quantos anos você tenha, pode ser 15, 40 anos ou qualquer outra idade. Todos estão envelhecendo dia a dia, desde o momento do nascimento. Porém, não se costuma investir na qualidade de vida desde os primeiros anos de existência.

Quem tem 20 anos imagina que chegar aos 60 ainda está muito longe. E de fato está! Dessa forma, deixa para pensar depois em como envelhecer. Um grande equívoco! Envelhecer não é exclusividade dos mais velhos e sim um processo que todas as pessoas passam momento a momento.  

No entanto, nos eventos ligados a esta temática, o público predominante tem 55 anos ou mais. É preciso acordar para essa questão! Para viver muito e com qualidade é necessário boas práticas de vida o quanto antes.

Grande parte dos países tem apresentado mudanças em seus quadros etários, indicando um aumento na expectativa de vida. Hoje é possível ir a um aniversário de pessoas longevas com mais de 100 anos. E será cada vez mais recorrente encontrar indivíduos chegando nessa idade.

O que você pode fazer hoje para ter saúde física, mental e social aos 100 anos?

Para responder a essa questão, Renata assistiu as palestras: “Novas Paisagens” da psicóloga Maria Célia de Abreu e “A invenção de uma bela velhice” da antropóloga Mirian Goldenberg. Além disso, ouviu o depoimento do aventureiro motociclista Miragaia René de 84 anos.

A conclusão foi:

Saúde Física

1- Alimente-se bem! Coma diversas frutas e verduras ao longo do dia e outras comidas saudáveis.

2- Coma pequenas porções de alimentos durante as refeições e intervalos.

3- Hidrate-se!

4- Faça exercícios físicos.

5- Mantenha o contato com a natureza.

6- Realize exames médicos periódicos.

Saúde Mental

1- Tenha um propósito de vida em qualquer idade.

2- Alimente os seus sonhos.

3- Faça perguntas. Questione como uma criança.

4- Cultive o bom humor. Ria e brinque mais.

5- Não leve a vida tão a sério.

6- Aperte o “Foda-se” interior. Ignore comentários pejorativos e preconceitos.

7- Aprenda a dizer “Não”. Valorize o seu tempo! Faça o que te realiza!

8- Seja um ser espiritual.

Saúde Social

1- Cultive as amizades.

2- Transmita o que você aprendeu.

3- Retire da vida coisas e pessoas que não fazem bem. Faça uma faxina existencial.

4- Compreenda, respeite, perdoe e ame as pessoas como são.

5- Viaje e conheça outras culturas. Expanda os seus horizontes.

“Faça como eu e sorria, pois a felicidade é um amuleto para uma vida longa e inesquecível!” – Autor desconhecido

 

Trote Solidário no ICR-HC

No início de 2015, Renata realizou a humanização de duas alas da UTI neonatal do Hospital das Clínicas (HC) em São Paulo num trabalho em parceria com a Bess e a Setedonove. Nesta ocasião, teve contato com as instalações do Instituto da Criança (ICR) e percebeu que seria uma oportunidade construtiva propor uma reforma solidária, unindo os professores e alunos da faculdade que lecionava para transformar os espaços que demandavam melhorias no ICR.

Foi assim que em Junho deste referido ano, as primeiras reuniões foram feitas para conectar o corpo docente da faculdade (FIAM FAAM), com os dirigentes do hospital (ICR) a fim de viabilizar este trote sócio-responsável.

O processo foi intenso do início ao fim. Nas primeiras etapas os desafios foram: definir as salas para intervenções (sala dos médicos e dos acompanhantes); estabelecer as equipes de trabalho; entrevistar os usuários; definir o programa de necessidades; delinear as ideias estratégicas para a reforma e levantar recursos para a construção do projeto idealizado (doações, rifas e bazares).

Posteriormente o projeto arquitetônico foi lapidado durante encontros multidisciplinares envolvendo os integrantes da academia junto ao corpo médico e técnico do hospital. Em Setembro finalmente as obras começaram e no dia 31 de Outubro os ambientes reformados foram entregues em encontro solene. 

Conheça todas as etapas desse trabalho e participantes em: Trote Solidário ICR/HC e Vídeo

Abaixo o resultado final da sala dos Acompanhantes:

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Fotos: Renata Mello

Abaixo o resultado final da sala dos Médicos:

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Fotos: Renata Mello

Esta iniciativa também saiu em algumas mídias, confira:

Globo

Jovem Pan

FIAM FAAM Informativo

2° Exposição de Cores

Após o sucesso da primeira edição, a professora Renata Mello resolveu montar a 2° Exposição “Portfólio de cores: Luz e Sombra em Design de Interiores” apresentando 53 trabalhos produzidos ao longo do semestre pelos calouros do curso de Tecnologia em Design de Interiores da FIAM FAAM – Centro Universitário.

A exposição física ocorreu no período de 25/11/2015 à 07/12/2015 na Unidade Vila Mariana II em São Paulo, destacando as melhores produções oriundas de decalque de imagem no papel Canson, com aplicação da técnica de pintura utilizando o lápis de cor aquarelável.

Foi uma oportunidade impar dos professores e alunos veteranos conhecerem as obras dos recém ingressantes no curso, instigando a reflexão sobre as possíveis composições cromáticas e seus resultados aplicados nos ambientes.

Confira os resultados: 

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Fotos: Renata Mello

Em paralelo, foi criado também uma versão digital transformando a exposição temporária em permanente na web.  Para conhecê-la, acesse!