Psicologia das cores

Por: Renata Mello

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Foto: Pixabay
As cores estão presentes no dia a dia das pessoas compondo as paisagens naturais e os ambientes construídos. Elas interferem tanto na emoção como na razão, variando conforme o contexto cultural nas quais estão inseridas.
Esse é um tema muito instigante e é tratado no livro ” A psicologia das cores” de Eva Heller em que são discutidos os universos: subjetivo e objetivo das cores a partir de pesquisa realizada juntos aos cidadãos alemães. Se essa investigação fosse aplicada em outra comunidade, os resultados poderiam ser diferentes, pois os valores, costumes e tradições interferirem na interpretação de cada cor.
Mas independente das variações culturais, a maior parte dos indivíduos são impactados pelas cores, até algumas pessoas com deficiência visual relatam que apesar de não enxergarem sentem vibrações distintas conforme a cor refletindo diretamente nas suas percepções.
Desta forma, os publicitários, arquitetos, estilistas, artistas e demais profissionais que trabalham com a composição cromática costumam estudar com profundidade esse universo para propor projetos, produtos ou obras adequados para cada demanda.
Independente do grau de conhecimento técnico sobre o tema, cada indivíduo possui uma leitura intuitiva sobre as cores. Ao se falar na cor amarela, o que vem a mente? Muitos podem responder: o Sol. O que o Astro rei traz como simbologia? Calor, verão, alegria. Essas interpretações são compatíveis com a cor amarela. Sabendo disso, o mercado publicitário cria embalagens de protetor solar com essa cor. O setor de cervejas adota muitas vezes esta coloração em suas campanhas.
A mesma reflexão pode ser feita para as demais cores, veja o caso do verde. O verde remete a natureza, a verdura, ao natural, ao saudável. Sendo assim, empresas com a preocupação voltada a esses elementos compõem suas logomarcas com tons de verde. Além disso, essa cor também remete a tranquilidade e ao equilíbrio, sendo muito utilizada em quartos de dormir.
O azul está associado ao céu, ao infinito e a paz; o laranja ao próprio fruto, ao sabor cítrico e a diversão; o violeta a flor, ao místico e a espiritualidade. O branco no ocidente, traz a paz e o preto a sofisticação ou o luto, entre outras possibilidades.
Esse universo das cores é muito rico e não acaba nesta discussão, cabendo mergulhar em outras leituras que abram ainda mais esse horizonte. Bons estudos!!!
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Natureza para o bem-estar: Casa Cor SP

Por: Renata Mello

A Casa Cor São Paulo 2018 abre oficialmente para o público e segue até dia 29 de julho. O desafio lançado aos profissionais desta edição foi de criar ambientes baseados no mote “a casa viva”.

A partir de hoje (22), os visitantes podem se inspirar nos 82 espaços baseados na natureza, com cores e elementos que buscam trazer o equilíbrio entre mente, corpo e espírito, resultando na sensação de completo bem-estar.

As proposições deste ano reforçam a ideia da casa como um refúgio e compactuam com a tendência identificada pela conceituada designer holandesa Li Edelkoort que diz:

 “As pessoas buscam por paz em casa já que não há paz fora dela. Sua casa é onde você consegue se retrair quase como uma fortaleza ou um santuário, para contemplar, acalmar a mente e olhar para objetos lindos”.

Para trazer essa tranquilidade aos ambientes internos alguns escritórios e profissionais de arquitetura como: Paola Ribeiro, Fernando Brandão, Camila Bevilacqua, Marcelo Salum, Andrea Teixeira, Fernanda Negrelli, GDL Arquitetura, Jóia Bergamo, Triplex Arquitetura, Roberto Migotto, MN Arquitetura e interiores, Très Arquitetura, Suíte Arquitetos, entre tantos outros, apostaram no uso da natureza viva associada a elementos em tons de verde e/ou terracota.

Outro recurso amplamente adotado está na utilização de elementos decorativos feitos artesanalmente ou que possuam forte ligação com a história de um lugar ou comunidade.

Cabe destacar ainda que o espaço chave neste processo de relaxamento é o banheiro. Os projetados para a Casa Cor estão integrados aos jardins externos, possuindo vistas harmoniosas e que transmitem paz.

Abaixo confira alguns destaques que entram na atmosfera de promover o bem-estar:

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Fotos: Renata Mello, 2018

+ fotos no Instagram: @renatamello.blog

Design Week de Milão: Tendências

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Por: Renata Mello

A badalada Design Week de Milão ocorreu entre os dias 17 a 22 de Abril e atraiu  pessoas de todos os continentes que foram fazer negócios, identificar novas tecnologias, trocar experiências e captar as tendências propostas pelos renomados designers e arquitetos. Estes profissionais participaram das inúmeras instalações, dentro do salão do móvel e nos eventos simultâneos espalhados pela capital milanesa.

Para identificar as novidades deste evento, Renata assistiu palestras sobre os destaques de Milão com as jornalistas responsáveis pela edição da revista Casa Claudia, Eliana Sanches e Denise Gustavsen e outra com a arquiteta Marília Pellegrini. Para somar as suas fontes, leu a edição da revista Casa Vogue sobre o evento. 

O que se destaca em todos os discursos é que cada vez mais os ambientes, objetos e acabamentos estão sendo elaborados para proporcionar experiências únicas, através de instalações sensoriais.  

Somado a este cenário, as cores quentes como os vermelhos e os alaranjados foram aplicadas juntas ou associadas aos tons de violeta. Outra combinação predominante foi o terracota com o verde estando em quase todos os lugares. Já o rosê foi considerado a cor neutra do momento. 

Para contrapor com as matizes explosivas, os tons pastéis estiveram presentes em peças com efeito degradê compondo os acabamentos de mobiliários, cortinas e peças de design. 

Esses tons mais serenos também predominaram nos ambientes internos que foram concebidos para estimular paz e quietude ao espírito, convidando as pessoas a momentos de relaxamento em meio ao caos vivenciado em suas rotinas.

Outra tendência que se manteve forte foi a crescente consciência ecológica, a partir do reuso de objetos e materiais. Um forte exemplo esteve presente na 3D Housing 05, casa impressa em 3D, do arquiteto Massimiliano Locatelli, na qual foram utilizados restos de demolição como matéria prima.

Além dos materiais ecológicos, destacou-se também o uso crescente de vidros e espelhos com alta tecnologia e com efeitos plásticos variados que poderão enriquecer ainda mais os ambientes.

Em meio a tantos lançamentos e proposições, mais uma boa notícia: o Brasil se sobressaiu na semana por sua crescente produção no design de qualidade. Um excelente indicador para o mercado nacional. Que siga crescendo e estimulando novas criações!

Tapetes brilham na décor 2018

Por: Renata Mello

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Foto: Renata Mello, 2018 – Vitrine da loja Botteh Handmade Rugs

Você sabia que um dos destaques da semana do Design em Milão foi o uso de tapetes nas paredes? Sim, eles voltaram fortemente para abrilhantar na decoração residencial, variando em cores, texturas e formas.

Para demonstrar essa tendência na prática, a loja Botteh convidou a arquiteta Marília Pellegrini que em parceria com o designer Edson Nunes ambientaram a vitrine desta temporada. O espaço foi concebido com tapetes produzidos manualmente no Nepal e na Índia, contextualizados com móveis e peças nacionais, confecionados com fibras naturais extraídas da bananeira e do tucum.

Na foto acima, é possível conferir o resultado final desta composição que orquestra várias peças artesanais que trazem a este cenário: força, história e identidade. Vale a pena conferir!

Em foco: Beatriz Milhazes

Por: Renata Mello

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Foto: Renata Mello, 2018 – Extraída da capa do DVD “Arquitetura da Cor: Beatriz Milhazes

Beatriz Milhazes, artista brasileira de destaque internacional, possui uma obra muito consistente. Ao longo de sua trajetória profissional, desenvolve trabalhos com resultados plásticos inconfundíveis, a partir de composições formais sobrepostas e cores marcantes.

Suas pinturas abstratas resultam de uma mescla de referenciais. Suas fontes de inspiração estão pautadas principalmente nas belezas naturais, na cultura popular brasileira, com grande destaque ao carnaval carioca e produções de grandes artistas como Mondrian e Matisse.

Durante o processo de composição cromática e formal de suas obras, Beatriz atua como um regente que comanda sua orquestra, como resultado entrega aos espectadores obras que esbanjam cores e que produzem um efeito visual que aguça os sentidos. Sem dúvida, uma artista singular!

Para conhecer mais sobre sua biografia e produções, recomenda-se assistir ao documentário “Arquitetura da Cor: Beatriz Milhazes” disponível em algumas livrarias. Esta obra cinematográfica explicita seu processo criativo e apresenta também o ateliê da artista. Vale a pena conferir!

Festival: mObgraphia 2018

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Foto: Renata Mello, 2018

 

Por: Renata Mello
O mObgraphia 2018 é a quinta edição do festival dedicado a produção de fotografias com smartphones. Para coroar o início das atividades, na sexta (20) ocorreu no MIS – Museu da Imagem e do Som – o anúncio dos vencedores ao prêmio mObgraphia 2018* nas 6 categorias abertas: arte; documental; paisagem; preto & branco; retrato e street. 
Os convidados da noite de abertura puderam apreciar a poética visual das obras premiadas. Essas fotografias estão disponíveis para contemplação pública nos meses de Abril e Maio no MIS/SP. Vale a pena conferir!
Em paralelo ocorrerão exposições exclusivas na Biblioteca Mario de Andrade de 1 de Maio a 17 de Junho e fórum de educação visual no início de Junho neste mesmo local.
Além disso, o festival contará com a ação social: “Mobgraphia Inclusiva” promovendo oficinas nos CEUS da capital ao longo do mês de Maio, com o intuito de democratizar a prática de retratar as cenas da vida utilizando smartphones.
Com todas estas ações simultâneas, o mObgraphia via reforçar o poder dos registros fotográficos através dos celulares como uma forma importante de comunicação no mundo atual. Bora fotografar!
*Para conhecer mais sobre os vencedores do prêmio “mObgraphia 2018” veja no instagram: @renatamello.blog

Gustavo Rosa: Instituto

Por: Renata Mello

O artista plástico Gustavo Rosa, conhecido por seu valoroso trabalho no contexto da arte brasileira devido as composições cromáticas vibrantes, ineditismo na forma humorada e irreverente de expressar personagens e temas do cotidiano, faleceu em 2013.

Para perpetuar suas obras e sua memória, os familiares decidiram criar em 2016, um Instituto que leva o seu nome. A sede localizada no Jardim Paulista, abriga a antiga residência-ateliê do artista. 

O ambiente dialoga diretamente com as produções de Gustavo, apresentando um clima leve, alegre e descontraído. Ao longo da visitação é possível conhecer as diversas fases produtivas do artista através de suas pinturas e esculturas. 

Para conhecer mais, veja algumas obras selecionadas:

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Fotos: Renata Mello, 2018

O Instituto possui inúmeras ações educativas e sociais para trazer a arte ao grande público, estando aberto de segunda a sexta das 9:00hs às 18:00hs e todo primeiro sábado do mês (11-15h). Vale a pena conferir!