Fluxonomia 4D: Uma ferramenta de futuro

Por: Renata Mello

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Fonte: Pixabay

Você já ouviu falar de Fluxonomia 4D?

Datise Biasi, consultora da empresa Crie Futuros, fez esse questionamento durante sua palestra no Unibes Cultural no último dia 16. Ela faz parte de um grupo liderado pela futurista Lala Deheinzelin que auxilia empresas a se conectarem com as mudanças econômicas e novas formas de trabalho através da ‘Fluxonomia 4D’.

Segundo, Datise, a Fluxonomia “é uma ferramenta de gestão e colaboração que combina futuro com novas economias” e está organizado em 4 dimensões, expostas a seguir:

1. Dimensão Cultural (Economia Criativa): Consiste em detectar os conhecimentos existentes, habilidades pessoais, experiências de vida, valores e histórias. Busca-se num primeiro momento, identificar os elementos em potencial para se trabalhar.

2. Dimensão Ambiental (Economia Compartilhada): Mapeia-se nesta fase os recursos naturais, os espaços, os equipamentos. Define-se a infraestrutura necessária para aplicar a fase anterior.

3. Dimensão Social (Economia Colaborativa): Que pessoas poderão se juntar em prol do mesmo trabalho ou ação? Etapa para reconhecer as comunidades, redes sociais e organizações convergentes.

4. Dimensão financeira (Economia Multimoedas): Resultado sobre a aplicação das etapas anteriores, que poderá ser em dinheiro, satisfação ou mesmo em reputação.

Essa ferramenta foi desenvolvida para auxiliar as pessoas e as corporações neste momento de transição, da Era Industrial para a Era da Informação. Uma mudança significativa, em que o capital era obtido por algo tangível e agora passa para o intangível. Novos tempos que exigem outras formas de ação.

Que venham as mudanças!

Para saber mais: Fluxonomia 4D

Nota: As informações desta matéria foram baseadas na palestra proferida por Datise Biasi durante o encontro mensal do MaturiJobs que ocorreu em Novembro no Unibes Cultural/SP.

Cohousing: Uma alternativa promissora

Por: Renata Mello

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Fonte: Pixabay

Já parou para imaginar como serão os próximos anos de sua vida? Quais pessoas irão morar com você? Que local viverá? Que atividades pessoais e profissionais estará desempenhando? Estas foram algumas perguntas que docentes da UNICAMP se fizeram.

A partir destas inquietudes decidiram pesquisar modelos de habitações que poderiam proporcionar maior qualidade de vida, sem onerar muito nos custos e que ao mesmo tempo ampliasse as relações sociais. Como resultado deste processo descobriram que a modalidade de Cohousing, originária da Dinamarca, é um modelo viável também em terras brasileiras.

As estruturas de Cohousing possuem sempre casas privativas para todos os moradores e uma espécie de clube interno, local onde converge as atividades coletivas, como reuniões, festas e almoços de confraternização, o que estimula a convivência entre as pessoas que ali residem, reforçando muito os laços sociais.

A constituição desta modalidade de moradia, consiste em um primeiro momento, agrupar pessoas com interesses afins e que estão dispostas em residir em “condomínios intencionais”.

Identificado os possíveis moradores, formaliza-se uma associação em que são definidos em grupo, as regras que estarão vigentes no residencial. No caso brasileiro, a primeira Cohousing ainda está nesta fase de formalização, mas já foi batizada de Vila ConViver.

Num segundo estágio adquiri-se um terreno que atenda a demanda desta comunidade. Após definido o local, todos os envolvidos corroboram no desenvolvimento do projeto arquitetônico junto de profissionais da construção.

Além do projeto arquitetônico possuir uma co-participação de todos os envolvidos, as demais definições operacionais e de manutenção seguem a mesma prática democrática.  Todos os residentes possuem o mesmo poder de decisão, não havendo hierarquia dentro desta estrutura. Outra característica comum deste modelo é que os integrantes pagam uma taxa mensal, destinada a manutenção das áreas verdes e edificações comuns.

E quais são as vantagens de viver em uma Cohousing?

As vantagens de optar em viver em uma Cohousing é a construção de uma rede de parceiros e amigos que compartilham as alegrias e as tristezas naturais da vida, o que enriquece a experiência humana. Os integrantes costumam ter diversas idades, permitindo a troca intergeracional. No caso brasileiro, o primeiro conjunto será destinado a idosos, mas esse modelo, não é necessariamente o padrão. O fator econômico também se destaca como uma vantagem, pois os gastos coletivos são distribuídos igualmente entre todos, suavizando as despesas no final do mês.

Sem dúvida, um modelo muito convidativo de morar!

Nota: As informações desta matéria foram baseadas nas palestras de Laura Fitch e de Sérgio Mühlen (Vila ConViver) apresentadas durante o “1°Fórum de Moradia para a Longevidade” promovido pelo Secovi, Estadão e Imaginare no dia 9 de Novembro em São Paulo.

Naji Ayoub: Pintura e Expressão

Por: Renata Mello

O empresário e pintor libanês Naji Ayoub recebeu em sua casa-ateliê na última quinta-feira (8), arquitetos e amantes da pintura para conhecerem seu refúgio urbano e suas últimas produções.

As obras expostas retratam a alma livre e ao mesmo tempo intensa deste artista, que encontrou sua paixão pelas cores desde muito cedo. Ao longo dos anos experimentou muitas formas de expressão em seus quadros, identificando-se com o estilo abstrato. Suas telas variam entre pinceladas mais soltas ou precisas, dependendo de sua intenção.

O que se destaca ao observar seus últimos trabalhos é a luminosidade obtida através do uso do branco e pela adoção principalmente de tons vibrantes de azuis e verdes. Os amarelos e vermelhos são utilizados com mais moderação, mas equilibram suas composições. O registro desta visita, você confere a seguir:

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Indonésia: Arte Ancestral

Por: Renata Mello

O espaço A Estufa recebe por tempo limitado a exposição “Distintos olhares distantes” apresentando peças ancestrais de tribos da Indonésia, selecionadas por Adriano Perna ao longo de duas décadas.

O coquetel de abertura ocorreu nesta última quarta (4), com apoio do consulado e do ITPC da Indonésia. Nesta ocasião os convidados puderam desfrutar da rica cultura gastronômica e artística deste povo milenar.  A partir desta visita, Renata Mello criou a exposição virtual: “Indonésia: Arte Ancestral”. Confira!

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Fotos: Renata Mello – 2017

Gabriel recebe a Bontempo

Por: Renata Mello

A Alameda Gabriel Monteiro da Silva, famosa rua paulistana por concentrar lojas voltadas a decoração, recebe nesta segunda (4) mais uma grife do setor moveleiro. A empresa Bontempo chega trazendo novas opções de acabamento e altas tecnologias que permitem maior flexibilização nos projetos de armários planejados contribuindo com arquitetos e designers de interiores.

Confira os espaços e detalhes observados por Renata durante a inauguração:

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Fotos: Renata Mello

O que é o Universal Design?

Por: Renata Mello

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Foto: Renata Mello – 1ª Mostra Casa e Corporativo Acessíveis – 2010

O Universal Design é um conceito que surgiu nos Estados Unidos e se popularizou no Brasil como Desenho Universal. Trata-se de uma forma de conceber os projetos, produtos ou serviços para a maior extensão possível das pessoas, incluindo as variações antropométricas, sensoriais e de compreensão.

Para tanto, os profissionais devem observar sete princípios que servem como norteadores, no desenvolvimento dos seus projetos. Aspectos como: proporcionar igualdade de uso dos espaços e produtos; o de criar opções de acesso ou manuseio respeitando as preferencias e habilidades individuais; o de minimizar o risco de acidentes; o de oferecer mais de uma forma de alerta em áreas que demandam mais atenção; o de ser simples e intuitivo facilitando na utilização de um equipamento ou ambiente; o de proporcionar áreas de aproximação e condições para desempenhar as atividades propostas; e o de assegurar baixo esforço físico.

Na prática, significa por exemplo, criar ambientes inclusivos que atendam a diversidade humana, como é o caso do “atelier do estilista de moda jovem” elaborado pela arquiteta Maria Fernanda Rodrigues para a 1ª Mostra Casa e Corporativo – 2010. O projeto propôs bancada de trabalho ergonômica e mobiliários de apoio que permitiam que uma pessoa sentada em cadeira de rodas ou de escritório, acessasse todas as áreas disponíveis.

Com essa mudança de paradigma, as soluções arquitetônicas, tecnológicas e de design podem proporcionar melhores condições de uso e percepção para uma maior extensão possível de pessoas, beneficiando diretamente aos idosos, crianças, obesos, gestantes e pessoas com deficiência que encontram mais barreiras físicas, porque suas necessidades nem sempre são contempladas.

Envelhecimento e qualidade de vida

Por: Renata Mello

Você já parou para pensar em como está envelhecendo?

Não importa quantos anos você tenha, pode ser 15, 40 anos ou qualquer outra idade. Todos estão envelhecendo dia a dia, desde o momento do nascimento. Porém, não se costuma investir na qualidade de vida desde os primeiros anos de existência.

Quem tem 20 anos imagina que chegar aos 60 ainda está muito longe. E de fato está! Dessa forma, deixa para pensar depois em como envelhecer. Um grande equívoco! Envelhecer não é exclusividade dos mais velhos e sim um processo que todas as pessoas passam momento a momento.  

No entanto, nos eventos ligados a esta temática, o público predominante tem 55 anos ou mais. É preciso acordar para essa questão! Para viver muito e com qualidade é necessário boas práticas de vida o quanto antes.

Grande parte dos países tem apresentado mudanças em seus quadros etários, indicando um aumento na expectativa de vida. Hoje é possível ir a um aniversário de pessoas longevas com mais de 100 anos. E será cada vez mais recorrente encontrar indivíduos chegando nessa idade.

O que você pode fazer hoje para ter saúde física, mental e social aos 100 anos?

Para responder a essa questão, Renata assistiu as palestras: “Novas Paisagens” da psicóloga Maria Célia de Abreu e “A invenção de uma bela velhice” da antropóloga Mirian Goldenberg. Além disso, ouviu o depoimento do aventureiro motociclista Miragaia René de 84 anos.

A conclusão foi:

Saúde Física

1- Alimente-se bem! Coma diversas frutas e verduras ao longo do dia e outras comidas saudáveis.

2- Coma pequenas porções de alimentos durante as refeições e intervalos.

3- Hidrate-se!

4- Faça exercícios físicos.

5- Mantenha o contato com a natureza.

6- Realize exames médicos periódicos.

Saúde Mental

1- Tenha um propósito de vida em qualquer idade.

2- Alimente os seus sonhos.

3- Faça perguntas. Questione como uma criança.

4- Cultive o bom humor. Ria e brinque mais.

5- Não leve a vida tão a sério.

6- Aperte o “Foda-se” interior. Ignore comentários pejorativos e preconceitos.

7- Aprenda a dizer “Não”. Valorize o seu tempo! Faça o que te realiza!

8- Seja um ser espiritual.

Saúde Social

1- Cultive as amizades.

2- Transmita o que você aprendeu.

3- Retire da vida coisas e pessoas que não fazem bem. Faça uma faxina existencial.

4- Compreenda, respeite, perdoe e ame as pessoas como são.

5- Viaje e conheça outras culturas. Expanda os seus horizontes.

“Faça como eu e sorria, pois a felicidade é um amuleto para uma vida longa e inesquecível!” – Autor desconhecido

 

Aconselhamento Profissional

Por: Renata Mello

O mercado profissional tem mudado para todas as áreas, se tornando essencial investir no autoconhecimento. Ter um diploma universitário não é suficiente para assegurar um trabalho, é necessário ir além. As empresas não estão em busca apenas de um bom técnico ou especialista, mas de uma pessoa que saiba resolver problemas de forma rápida e econômica. Buscam profissionais comunicativos que saibam interagir com grupos heterogêneos, que possuam habilidades de negociação e efetivação de importantes parcerias para a concretização de um projeto, por exemplo. 

Dentro desse mar chamado mercado é imprescindível saber seus diferenciais e colocá-los a serviço. Não importa se é em um corporação ou dentro de uma jornada como autônomo. Por isso invista em descobrir suas potencialidades.

Esse processo de auto-descobertas não é fácil, exige determinação e coragem. É um exercício que vale fazer ao longo de toda a existência, refletindo diretamente no âmbito profissional, mas também nas demais áreas da vida.

Se precisar de um apoio inicial, procure por um aconselhamento profissional!

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Foto: Renata Mello

Destaques da Reatech 2017

Por: Renata Mello

A Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, a REATECH, ocorreu nos dias 1 a 4 de Junho no São Paulo Expo, atraindo um público bem diversificado, interessado em conhecer produtos inovadores, que ajudam a vida de pessoas com e sem deficiência.

Quem percorreu o evento, encontrou inúmeras propostas de carros adaptados, opções de barras de apoio, sinalização visual e tátil, impressoras em Braille, teclados e mouses com recursos que facilitam o uso por pessoas com restrição de mobilidade, cadeiras de banho com ajuste de altura e muito mais.

Dentre todos os lançamentos, três foram selecionados pelo quesito de maior inovação. São eles:

1. Lysa: Cão-guia robô

Essa inovação permite que pessoas com deficiência visual possam ser alertadas de obstáculos suspensos que nem sempre são detectados pelo uso da bengala, evitando acidentes. 

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Foto 1: Lysa Robô-Guia – Renata Mello

2. Fly Children

A cadeira Fly Children foi desenvolvida para crianças entre 1 a 4 anos, que apresentam restrições de mobilidade nos membros inferiores, mas tenham possibilidade de movimentar as rodas laterais com a força dos braços. O objetivo é apoiar o desenvolvimento da criança, através da exploração espacial e interação mais livre nas brincadeiras.

Foto 2 e 3: Fly Children – Renata Mello

3. Projeto de móveis – Design4inclusion

Dentro de um projeto residencial acessível, o armário suspenso convencional pode ser um entrave para o armazenamento de utensílios e produtos, devido a dificuldade de alcance dos itens localizados nas prateleiras mais elevadas.

Para sanar esse problema, a empresa Design 4 inclusion criou um sistema motorizado para que o morador possa abaixar parte do armário e ter acesso com mais segurança e autonomia aos objetos e mantimentos ali armazenados.

Foto 4, 5 e 6:  Móvel planejado pela Design4inclusion- Renata Mello

Agora é aguardar pela próxima edição da feira em 2019. O que será que vem por ai?

Trote Solidário no ICR-HC

No início de 2015, Renata realizou a humanização de duas alas da UTI neonatal do Hospital das Clínicas (HC) em São Paulo num trabalho em parceria com a Bess e a Setedonove. Nesta ocasião, teve contato com as instalações do Instituto da Criança (ICR) e percebeu que seria uma oportunidade construtiva propor uma reforma solidária, unindo os professores e alunos da faculdade que lecionava para transformar os espaços que demandavam melhorias no ICR.

Foi assim que em Junho deste referido ano, as primeiras reuniões foram feitas para conectar o corpo docente da faculdade (FIAM FAAM), com os dirigentes do hospital (ICR) a fim de viabilizar este trote sócio-responsável.

O processo foi intenso do início ao fim. Nas primeiras etapas os desafios foram: definir as salas para intervenções (sala dos médicos e dos acompanhantes); estabelecer as equipes de trabalho; entrevistar os usuários; definir o programa de necessidades; delinear as ideias estratégicas para a reforma e levantar recursos para a construção do projeto idealizado (doações, rifas e bazares).

Posteriormente o projeto arquitetônico foi lapidado durante encontros multidisciplinares envolvendo os integrantes da academia junto ao corpo médico e técnico do hospital. Em Setembro finalmente as obras começaram e no dia 31 de Outubro os ambientes reformados foram entregues em encontro solene. 

Conheça todas as etapas desse trabalho e participantes em: Trote Solidário ICR/HC e Vídeo

Abaixo o resultado final da sala dos Acompanhantes:

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Fotos: Renata Mello

Abaixo o resultado final da sala dos Médicos:

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Fotos: Renata Mello

Esta iniciativa também saiu em algumas mídias, confira:

Globo

Jovem Pan

FIAM FAAM Informativo