Em Foco: Isabelle Borges

Por: Renata Mello

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Foto: Renata Mello, 2018
A artista plástica brasileira Isabelle Borges apresenta uma obra abstrata com forte influência carioca e berlinense devido sua permanência e formação cultural nestas duas cidades.
Seu processo criativo é muito peculiar! Isabelle sempre busca inspiração em um lago localizado em Berlim, onde costuma captar através de fotos, a vegetação que nasce nestas águas. Após esse registro, adota o recurso da colagem, para sobrepor linhas e formas sobre estas fotografias, com o intuito de destacar as principais composições, numa busca incessante de dar ordem ao caos.
Seus trabalhos ora em colagem ora em pintura, trazem sempre a sensação de movimento, numa comunhão entre o tempo e o espaço efêmero. Já suas cores costumam ser sintéticas, como expressa a própria artista. Elas nascem durante um processo muito introspectivo da criadora com sua obra. Nada é premeditado em termos cromáticos. É durante o processo de pintura que as nuances e as cores tomam vida.
Outro ponto marcante de sua produção é que nem sempre suas telas se limitam a este espaço, avançando até os planos arquitetônicos. A foto deste post retrata um exemplo desta conexão entre a arte e a arquitetura e pode ser conferida na exposição “Campos Sintéticos” da galeria Emmathomas até dia 27 de Outubro.
Um trabalho expressivo, que vale a pena conferir!
+ fotos no instagram: @renatamello.blog
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Em foco: Evandro Soares

Por: Renata Mello

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O artista Evandro Soares nasceu no interior da Bahia, em uma cidade pequena e tranquila, longe da dinâmica própria das capitais. Sua primeira experiência em meio aos arranha-céus foi em Goiânia, quando se viu maravilhado com as paisagens e possibilidades culturais encontradas nas grandes cidades.
Por tal encantamento, decidiu se mudar para esta cidade, onde atuou durante alguns anos como serralheiro. Em meio as suas produções na oficina, desenvolvia poucas obras artísticas, até que resolveu migrar em definitivo para o universo das artes.
Sua experiência profissional anterior, permitiu um domínio sobre os metais, que utiliza até hoje para desenvolver seus quadros-esculturas, onde recria espacialmente escadas, janelas e outros elementos da urbe.
Em suas últimas produções, Evandro fez uso também de fotografias de prédios construídos ou em processo de construção. Tendo como pano de fundo estas imagens, extraiu suas linhas compositivas e as retratou no espaço tridimensional através de elementos metálicos em perspectiva.
O resultado destes trabalhos recentes podem ser conferidos na Arte Hall Galeria na exposição “Arquitetura Inventada” até dia 27 de Julho. Vale a pena conferir!
Quer conhecer mais obras deste artista? Acesse o Instagram: @renatamello.blog

Em foco: Elisa Mondè

Por: Renata Mello

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Obra: Greta Kressa – Artista Elisa Mondè 

Foto: Renata Mello, 2018 – Piola Jardins

 

Elisa Mondè é uma profissional de inúmeras habilidades. Muito comunicativa, se expressa através de uma conversa cativante, mas é através de suas obras como artista plástica que deixa sua marca visual.
Nascida no interior de São Paulo, desde muito cedo se apaixonou pela arquitetura das construções antigas, pelas artes visuais e pelo universo da moda, treinando sua percepção para captar texturas e composições formais marcantes do seu dia a dia. 
Sempre  aberta a novos desafios, cria a partir deste somatório de elementos que permeiam seus universos de interesse, resultando em um discurso compositivo que sobrepõem imagens e se conectam ao estilo de Beatriz Milhazes. Como resultado, apresenta quadros cheios de cores, formas e muitas referências de sua história pessoal. Vale a pena conhecer seu trabalho!
Confira + obras da artista no instagram: @renatamello.blog 

Cores e sabores no Piola Jardins

Por: Renata Mello
O Piola Jardins está mais colorido do que de costume. Entre os dias 2 a 15 de Abril recebe em suas instalações, o coletivo de arte idealizado por Elisa Monde. A profissional organizou a exposição “Homens na arte” com trabalhos de 20 artistas* que passam pelo surrealismo, hiperrealismo, o abstrato, street art, entre outros.
Em um ambiente descontraído, as cores e os sabores se misturam criando uma experiência única! Um casamento perfeito entre gastronomia e a arte. Vale a pena conferir!
Conheça alguns destaques desta mostra:

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*Artistas: Andree Guittcis, Aravena, Casé, Celau, Cleverson Andrade, Daniel Pastor, Erick Amarante, Erik Ops, Fernando Arcon, Fernando Spaziani, Jeremias Ortiz, João Naccarato, Leo Dco, Lucas Pennacchi, Luciano de Oliveira, Marcelo Colares, Marcos Damascena, Scarfig, Toni Braz, Renato Gave

Artista Dedé: Entre Linhas

Por: Renata Mello
Dedé* é um artista baiano com influências catalãs, que desenvolve quadros, objetos e murais a partir de sua expertise em publicidade e design gráfico. Seu processo criativo começa com linhas compostas no papel que depois são transferidas para o computador, buscando através deste ferramental, maior precisão a sua intensão artística.
As matérias primas que servem como base de suas obras, variam conforme os achados do artista, adotando por vezes o couro, a borracha e a madeira, onde são impressos seus traçados. As cores de fundo de suas produções também são oriundas dos próprios materiais garimpados, variando muito de trabalho para trabalho, mas tendem a ser tons mais fechados, trazendo um ar de contemporaneidade e sofisticação.
Seus trabalhos estão expostos na Arte Hall Galeria e podem ser conferidos até dia 01 de Março de 2018. Veja alguns destaques desta mostra:

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Fotos: Renata Mello
*Renato Lins

Fundação Maria Luisa e Oscar Americano

Por: Renata Mello

A Fundação Maria Luisa e Oscar Americano localizada no Morumbi é um oásis em meio a cidade de São Paulo. O local abriga uma reserva vegetal de aproximadamente 25.000 árvores de espécies nativas brasileiras, que criam uma barreira natural que impedem a chegada de ruídos externos à propriedade, proporcionando aos visitantes um agradável passeio. 

Esse refúgio é ponto obrigatório aos amantes das artes e da arquitetura, pois encontra-se a antiga residência da família Americano, projetada pelo renomado arquiteto modernista Oswaldo Arthur Bratke. A construção datada de 1953 é um exemplo singular da arquitetura brasileira.

Hoje transformada em museu, aloja obras de arte de Cândido Portinari, Di Cavalcanti, peças sacras e principalmente objetos e quadros do período Imperial Brasileiro. 

Além disso, ao percorrer os caminhos naturais que circundam o edifício é possível encontrar belas esculturas posicionadas estrategicamente que embelezam ainda mais a visitação.

Sem dúvida, a Fundação agrega de forma harmoniosa a natureza, as diversas artes e a arquitetura. A boa música também não poderia faltar. Ao longo do ano importantes musicistas realizam concertos que chegam para somar neste ambiente que transpira requinte, bom gosto e sensibilidade artística.

Confira algumas fotos do local.

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Fotos: Renata Mello

Piet Mondrian e o De Stijl

O amadurecimento artístico do pintor, somado ao contexto histórico e contato com as produções de artistas como Picasso, contribuíram para que suas obras buscassem o essencial formal que influenciaram as produções do movimento de arte De Stijl.

Por: Renata Mello

  Obra: Composição com grande plano vermelho, amarelo, preto, cinza e azul (1921)
Foto: Renata Mello

O pintor Mondrian nascido em 1872, vivenciou um período de intensas transformações sociais, tecnológicas, urbanas e duas grandes guerras mundiais ao longo dos seus 72 anos. No início seus trabalhos foram pinturas figurativas, representando principalmente as paisagens da Holanda e pessoas. Com a evolução das máquinas, o uso dos automóveis, as cidades criaram um novo ritmo, mais acelerado, mais industrial que impactou fortemente na produção artística de diversos países, como a França, onde se destacaram pintores como Vincent Van Gogh, George Seurat e Pablo Picasso que buscaram responder através da arte, as novas realidades.

Mondrian teve contato diretamente com essas produções de vanguarda e imergiu mais fortemente nesse contexto quando residiu em Paris entre 1912 e 1914.  Três anos depois, o artista assumiu completamente a linguagem cubista como a nova plástica (Neoplasticismo), buscando identificar o essencial, retratado a partir desse momento, por linhas no sentido vertical e horizontal, compondo por vezes, uma malha que formava quadrados e retângulos que foram intencionalmente destacados com o uso das cores primárias e neutras, como o preto, o cinza e o branco.  A partir de 1917, portanto, suas obras comungam com o ritmo acelerado da sociedade atual e se tornam totalmente abstratas.

Neste mesmo ano, Mondrian se associa com outros artistas, arquitetos e designers holandeses para criar uma revista a De Stijl que se torna um movimento de arte, no qual foram debatidas as novas linguagens para a publicidade, fotografia, arquitetura, mobiliário e pintura.

Dentre as produções do grupo, pode-se destacar a casa Rietveld Schröder em Utrecht, projetada por Gerrit Rietveld, a obra arquitetônica holandesa desse período que adotou a simplificação das formas, destacando as linhas essenciais e que fez uso do vermelho, azul e amarelo, com uma linguagem visual similar as obras de Mondrian. Essa casa possuia amplas janelas que conectavam o interior e o exterior, melhorando as condições de iluminação natural. As paredes internas eram compostas por painéis móveis que podiam ser articulados conforme as necessidades de privacidade dos moradores.

A seguir, a maquete desta casa neoplasticista e a cadeira “Vermelho e Azul” que compunha a decoração interna.

Maquete da Casa Rietveld Schröder (1924)
Foto: Renata Mello
Cadeira Vermelho e Azul criada por Gerrit Rietveld (1923)
Foto: Renata Mello

A partir da cadeira de Rietveld é possível notar, que os móveis da residência foram desenhados para dialogar com o conjunto, ou seja, arquitetura, arte e mobiliário compartilham o mesmo princípio: o de buscar o essencial, com uma linguagem formal em que se destacam as linhas chaves da composição e que se utilizam das cores primárias e neutras, criando com isso uma importante base para a cultura moderna holandesa do século XX.