Poesia: ¿Cuánto “bale”?

Por: Renata Mello
¿Cuánto “bale”?
Quanto vale isso? E aquilo?
Muito ou pouco?
Depende…
Quanto vale uma patente?
“bale”?
Muito ou pouco?
Depende…
Quanto vale um carro?
Novo ou velho?
Muito ou pouco?
Depende…
Quanto vale um serviço?
Todos os dias? Tempo integral?
Muito ou pouco?
Depende…
Quanto vale uma amizade?
Antiga? Recente?
Muito ou pouco?
Depende…
Quanto você vale?
Como???
Muito ou pouco?
Depende? Depende!
Sim, tudo vale.
Não, não vale.
Depende…
Depende do valor que agregamos.
Se vale muito…
Queremos
Se não vale nada,
Desprezamos.
Então…
Tudo está no valor,
Que damos as pessoas
E coisas.
No valor que damos,
A nós mesmos
Esse essencial valor
Para trocarmos.
Quanto temos para trocar?
Trocar não é doar,
Não é perder,
É ganhar.
Esse é o jogo.
Do ganha, ganha.
Troca-se quando
Se tem au-alto valor.

Poesia: Relacionamento

Por: Renata Mello
Tudo começa no olhar.
Linhas invisíveis se encontram.
Desperta o gosto por desvendar.
O sorriso aparece discreto.
A distância diminui.
As mãos se encontram.
O coração acelera.
O beijo acontece.
A doce brincadeira começa.
No toque sensível dos lábios.
No encontro suave da pele.
Na troca de perfumes discretos.
De repente uma pausa.
Um momento de contemplar.
Surge um pequeno espaço.
Que seduz.
Que briga para não existir.
Que desperta mais o desejo.
Que instiga uma pequena loucura.
E surge novamente um sorriso.
Uma malícia discreta.
Lúdica.
Criativa.
Intensa.
Palavras baixinhas aparecem.
Quase sem querer.
Ao pé do ouvido.
As pernas enfraquecem.
A respiração se acentua.
Os abraços fortalecem.
Os olhos se aproximam.
Os corpos se reconhecem.
Recomeçam novos carinhos.
A emoção transparece.
A confiança cresce.
O ritmo perfeito acontece.
Festeja-se o encontro.
Não objetivamente marcado.
Mas surpreendentemente ocorrido.
Que embala e encanta.
O tempo e o espaço.
Divide.
O som do coração.
Ensurdece.
Palavras escritas são trocadas.
Um novo encontro marcado.
Lembranças na mente desabrocham.
O tempo parece adormecido.
A espera angustia.
Mas…
Aperfeiçoa.
Lapida.
Perdido na multidão.
Um som familiar aparece.
As mãos novamente se encontram.
A cumplicidade cresce.
Os ciclos de descobertas recomeçam.
Novas emoções surpreendem.
Uma dança cósmica acontece.
Cheio de encantos e carícias.
O mágico momento permanece.
A emoção eterniza.
A mente vivifica.
O amor que se anuncia.

Poesia: Viver deixa marcas

Por: Renata Mello

Conforme os dias passam,
E as folhas do calendário caem,
Vamos deixando as nossas marcas,
E também recebendo outras.

Nossos primeiros traços…
O choro que ecoa na maternidade;
O pezinho registrado no teste;
E a mão pintada na escola.

O rosto com formas arredondadas,
Demonstram nossa jovialidade,
Inexperiência,
Curiosidade.

Marcas roxas aparecem,
Pelo jogo de queimada,
Volei,
Ou por outra aventura.

Às vezes surge, um joelho ralado,
Uns pontos na testa,
Uns dentes quebrados,
Por mais algumas estripulias…

Mas isso não intimida.
Não nessa fase de descobertas.
Da cara lisinha.
Do sorriso inocente.

Muitos calendários são trocados.
O rosto modificado,
O olhar mais maduro,
O sorriso mutável.

A impressão digital estampada,
Em documentos com fotos,
Retratam que o tempo passou,
E que algumas pegadas já ficaram para trás.

Nossa! Quantas histórias…
Que marcaram por intensidade,
E por emoções,
Ora de alegria, Ora de tristeza.

Como nos transformamos!
Variações que nos ajustam…
E nos desajustam…
Uma constante mudança.

Acho que viver é isso.
As certezas virando dúvidas.
As dúvidas… certeza.
Uma dualidade constante.

Loucura?
Talvez!
Mas assim amadurecemos,
Somando as marcas.

Marcas que contam histórias,
De amores,
Aventuras,
Amizades,
Viagens…

A cada ano que chega,
Renovam-se as possibilidades,
De estampar as nossas ideias,
Os nossos sonhos.

Em palavras,
Em desenhos,
Em poemas,
Em canções.

Isso terá fim?
Acho que não.
Pois esses vestígios.
Eternizam-nos.