[Detalhes] Artefacto D&D 2017

Por: Renata Mello

Nesta última quarta-feira (3), a Artefacto do Shopping D&D inaugurou mais uma Mostra de Decoração atraindo arquitetos e personalidades, que vieram conferir as novidades. As palavras que resumem os espaços são: sofisticação, sutileza, poética, equilíbrio e harmonia compositiva. Os resultados podem ser conferidos a seguir:

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Tendências de Milão 2017

Por: Renata Mello

Milão é uma importante metrópole italiana que atrai visitantes do mundo inteiro, em especial durante a destacada semana de Design, quando criadores de produtos, arquitetos, jornalistas, lojistas e amantes de tendências, podem circular entre as mais renomadas marcas do setor moveleiro dentro do “Salone del Mobile Milano”. Em paralelo outros pontos da cidade apresentam instalações temporárias com propostas ligadas as artes, ao design autoral ou correlatas ao espírito do período.

Diante da relevância deste acontecimento anual, o Shopping D & D  promoveu nesta quarta-feira (3) um evento em que se destacou a apresentação da diretora de redação da Casa Vogue, Taissa Buescu. O foco foi apresentar 6 tendências para o ano de 2017 identificadas durante a semana de Design em Milão, a partir de peças selecionadas por ela e sua equipe. Confira os destaques apontados:

1- Tons da Natureza

Em 2017, os diversos nuances de verde e de laranja estarão em alta, com destaque para o caramelo, o ferrugem e o verde musgo. Os vinhos, os rosês e alguns tons de azul também marcarão presença.

Fotos de Renata Mello feitas durante a apresentação de Taissa Buesco

2- Geometria Angular

As formas geométricas oriundas de formações não ortogonais também comporão os móveis neste ano, como mostram os exemplos a seguir. 

Fotos de Renata Mello feitas durante a apresentação de Taissa Buesco

3 – Circulares

Outro destaque foi a aplicação de alta tecnologia e novos materiais em luminárias, sofás, cadeiras, mesas e banquetas, com recorrência nos formatos circulares. A mesa Talisman, por exemplo, exposta pela Luis Vuitton é composta por elementos geométricos em couro que resulta em um efeito plástico único e marcante.

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Fotos de Renata Mello feitas durante a apresentação de Taissa Buesco

4 – Poéticos

Além da inspiração cromática, a natureza também serviu como ponto de partida para a criação de peças com apelo poético. A lua, o satélite natural da terra, inspirou muitos designers, mas o destaque foi para a peça Liquefy que conseguiu reproduzir no vidro a movimentação das águas. 

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Fotos de Renata Mello feitas durante a apresentação de Taissa Buesco

5- Componíveis

Móveis e objetos concebidos para atender as variadas demandas e/ou preferências. Os sofás modulares estarão muito presentes, além de peças customizáveis, como propõe a obra Gaku, em que os elementos de dentro do cubo podem ser trocados facilmente.

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Fotos de Renata Mello feitas durante a apresentação de Taissa Buesco

6- Vibe Millennial

Essa tendência está alinhada ao perfil da geração Millennial. Segundo publicação da Deloitte, corresponde as pessoas nascidas após 1982 já imersas as facilidades tecnológicas e que valorizam mais o propósito do negócio do que o lucro. Dessa forma, como seria a linguagem das peças para essa geração? A obra Alphabet of light exposta em Milão traz a inovação alinhada a esse grupo geracional, através da iluminação no formato da tipografia própria dos computadores.

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Fotos de Renata Mello feitas durante a apresentação de Taissa Buesco

Essas foram as principais tendências e imagens captadas por Renata Mello durante o evento nesta última quarta-feira. Maiores detalhes sobre a feira de Milão estão disponíveis na edição da Casa Vogue deste mês.

Impressões da Vila Madá

“Impressões da Vila Madá” é uma exposição fotográfica virtual produzida em 2017 pela arquiteta Renata Mello, como resultante das suas percepções ao percorrer as ruas instigantes da Vila Madalena, conhecido bairro paulistano, por concentrar ateliês de artistas, lojas conceituais e ofertas gastronômicas para os mais variados gostos. 

Um ponto muito requisitado da região e que atrai brasileiros e estrangeiros é o Beco do Batman, por ter se tornado uma galeria de Graffiti a céu aberto, onde as pessoas interagem livremente com essas obras de arte contemporânea. Vale a pena conferir!

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Locais visitados: 

  1. Confeitaria Marilia Zylbersztajn
  2. Livraria da Vila
  3. Ôoh de Casa
  4. My Fots
  5. Flavia Aranha
  6. Simultanea
  7. Cozinha com Z
  8. Bicho Brasil
  9. Lá da Venda
  10. Oppa
  11. Boteco São Conrado
  12. Beco do Batman
  13. Retrô 63
  14. Farm
  15. Westwing
  16. Isabela Raposeiras – Coffee lab

 

Trote Solidário no ICR-HC

No início de 2015, Renata realizou a humanização de duas alas da UTI neonatal do Hospital das Clínicas (HC) em São Paulo num trabalho em parceria com a Bess e a Setedonove. Nesta ocasião, teve contato com as instalações do Instituto da Criança (ICR) e percebeu que seria uma oportunidade construtiva propor uma reforma solidária, unindo os professores e alunos da faculdade que lecionava para transformar os espaços que demandavam melhorias no ICR.

Foi assim que em Junho deste referido ano, as primeiras reuniões foram feitas para conectar o corpo docente da faculdade (FIAM FAAM), com os dirigentes do hospital (ICR) a fim de viabilizar este trote sócio-responsável.

O processo foi intenso do início ao fim. Nas primeiras etapas os desafios foram: definir as salas para intervenções (sala dos médicos e dos acompanhantes); estabelecer as equipes de trabalho; entrevistar os usuários; definir o programa de necessidades; delinear as ideias estratégicas para a reforma e levantar recursos para a construção do projeto idealizado (doações, rifas e bazares).

Posteriormente o projeto arquitetônico foi lapidado durante encontros multidisciplinares envolvendo os integrantes da academia junto ao corpo médico e técnico do hospital. Em Setembro finalmente as obras começaram e no dia 31 de Outubro os ambientes reformados foram entregues em encontro solene. 

Conheça todas as etapas desse trabalho e participantes em: Trote Solidário ICR/HC e Vídeo

Abaixo o resultado final da sala dos Acompanhantes:

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Fotos: Renata Mello

Abaixo o resultado final da sala dos Médicos:

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Fotos: Renata Mello

Esta iniciativa também saiu em algumas mídias, confira:

Globo

Jovem Pan

FIAM FAAM Informativo

Piet Mondrian e o De Stijl

O amadurecimento artístico do pintor, somado ao contexto histórico e contato com as produções de artistas como Picasso, contribuíram para que suas obras buscassem o essencial formal que influenciaram as produções do movimento de arte De Stijl.

Por: Renata Mello

  Obra: Composição com grande plano vermelho, amarelo, preto, cinza e azul (1921)
Foto: Renata Mello

O pintor Mondrian nascido em 1872, vivenciou um período de intensas transformações sociais, tecnológicas, urbanas e duas grandes guerras mundiais ao longo dos seus 72 anos. No início seus trabalhos foram pinturas figurativas, representando principalmente as paisagens da Holanda e pessoas. Com a evolução das máquinas, o uso dos automóveis, as cidades criaram um novo ritmo, mais acelerado, mais industrial que impactou fortemente na produção artística de diversos países, como a França, onde se destacaram pintores como Vincent Van Gogh, George Seurat e Pablo Picasso que buscaram responder através da arte, as novas realidades.

Mondrian teve contato diretamente com essas produções de vanguarda e imergiu mais fortemente nesse contexto quando residiu em Paris entre 1912 e 1914.  Três anos depois, o artista assumiu completamente a linguagem cubista como a nova plástica (Neoplasticismo), buscando identificar o essencial, retratado a partir desse momento, por linhas no sentido vertical e horizontal, compondo por vezes, uma malha que formava quadrados e retângulos que foram intencionalmente destacados com o uso das cores primárias e neutras, como o preto, o cinza e o branco.  A partir de 1917, portanto, suas obras comungam com o ritmo acelerado da sociedade atual e se tornam totalmente abstratas.

Neste mesmo ano, Mondrian se associa com outros artistas, arquitetos e designers holandeses para criar uma revista a De Stijl que se torna um movimento de arte, no qual foram debatidas as novas linguagens para a publicidade, fotografia, arquitetura, mobiliário e pintura.

Dentre as produções do grupo, pode-se destacar a casa Rietveld Schröder em Utrecht, projetada por Gerrit Rietveld, a obra arquitetônica holandesa desse período que adotou a simplificação das formas, destacando as linhas essenciais e que fez uso do vermelho, azul e amarelo, com uma linguagem visual similar as obras de Mondrian. Essa casa possuia amplas janelas que conectavam o interior e o exterior, melhorando as condições de iluminação natural. As paredes internas eram compostas por painéis móveis que podiam ser articulados conforme as necessidades de privacidade dos moradores.

A seguir, a maquete desta casa neoplasticista e a cadeira “Vermelho e Azul” que compunha a decoração interna.

Maquete da Casa Rietveld Schröder (1924)
Foto: Renata Mello
Cadeira Vermelho e Azul criada por Gerrit Rietveld (1923)
Foto: Renata Mello

A partir da cadeira de Rietveld é possível notar, que os móveis da residência foram desenhados para dialogar com o conjunto, ou seja, arquitetura, arte e mobiliário compartilham o mesmo princípio: o de buscar o essencial, com uma linguagem formal em que se destacam as linhas chaves da composição e que se utilizam das cores primárias e neutras, criando com isso uma importante base para a cultura moderna holandesa do século XX.